quinta-feira, maio 23, 2019

Nut



NUT, A DEUSA EGÍPCIA REGENTE DO CÉU

“Nut, minha divina mãe, estende teus braços sobre mim, afastando as sombras e me protegendo enquanto brilharem no céu as imorredouras estrelas”.
(Inscrição sobre um peitoral encontrado no túmulo de Tutankhamon junto à sua múmia)



“Eu sou Nut e vou abraçar e proteger aqueles que vierem a mim, afastando todos os males”.

(Texto inscrito sobre a tampa dos sarcófagos)

“Grande Deusa, Tu que te tornaste céu, Tu és poderosa e forte, bela e bondosa e a própria Terra se prosterna aos Teus pés. Tu abranges toda a criação nos Teus reluzentes braços e recebes as almas, tornando-as estrelas que embelezam a vastidão do Teu corpo”.
Mirella Faur

"Nut é a Deusa Mãe de Osíris e Ísis, Seth e Néftis.
Nut, Nuit, Nith ou Neit representava o céu, simbolizado pelo seu corpo, aparecia como uma mulher com pele negra, dourada ou azulada, com cabelos trançados e sua vestimenta ornada por estrelas. Outra imagem a representava como uma belíssima mulher nua, carregando uma vasilha com água sobre sua cabeça, uma alusão ao seu dom de verter a chuva sobre a terra e ao fato que das suas lágrimas teria nascido o rio Nilo.
Muitas vezes aparecia sob a forma de uma vaca (imagem comum a outras deusas) ou emergindo do tronco de uma árvore e oferecendo uma bandeja com água e pão aos falecidos.

Do ponto de vista matrifocal, Nut é a toda-abrangente força feminina do oceano primordial, o fundamento da criação; ela guarda no seu corpo o Sol, a Lua e as estrelas como seus filhos transitórios e efémeros, pois eles nascem e desaparecem com as marés do seu corpo.
Nut preserva seu papel central como o céu noturno, a mãe cuidadora dos mortos, que abraça e cuida das almas à espera do seu renascimento.


Vários mitos descrevem a trajetória do Sol no céu do leste ao oeste. De acordo com uma lenda egípcia, todas as noites, quando o Sol desaparecia no horizonte, Nut engolia o astro rei, que percorria o seu corpo durante a noite, descansando no seu ventre (“a gruta secreta”) e o dava à luz todas as manhãs como radiante disco solar. A manhã simbolizava a renovação de toda a criação, uma analogia com o rejuvenescimento e a ressureição dos mortos.
Acreditava-se que ela estendia a mão aos que tinham morrido, consolando-os e os colocando como estrelas para iluminar o seu corpo.

Segundo os “Textos das Pirâmides”, a sua função era de "cobrir o corpo do deus", de tal modo que no interior das tampas dos sarcófagos e na parte interna da base, Nut era representada com uma imagem
Ana Palma, Professora em Spiritual Freedom School 

terça-feira, novembro 13, 2018

Ó MEU CORAÇÃO DE MINHA MÃE




"Ó meu coração de minha mãe, ó meu coração da minha mãe, víscera do coração das minhas diferentes idades, não te levantes contra mim em testemunho, não te oponhas a mim em tribunal, não mostres hostilidade contra mim na presença do guarda da balança!
Tu és o meu Ka que está no meu corpo, o Knum que torna prósperos os meus membros. Dirige-te para o bem, que nos está preparado no além! (...) Não inventes mentiras contra mim perante o grande deus, senhor do ocidente! Vê: da tua nobreza depende seres proclamado justo."


in "LIVRO DOS MORTOS" do Antigo Egipto

O BA E O KA



O BA E O KA



(...) O “eu” é o portador do nome que assiste, impotente, ao julgamento do seu coração. O Nome é o verbo aparente da personalidade humana terrestre; ele devia ser a expressão do seu Ka e da sua natureza, se ele estivesse correctamente atribuído. Ele é sempre a fórmula mágica que conserva a sua imagem na memória dos seres.
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.
- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.
Se o homem não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá realizar.


" In HER-BAK “Disciple”, de Schwaller de Lubicz.

os primeiros



«Os Egípcios foram os primeiros que expuseram a doutrina da imortalidade da alma e o facto de que, depois da morte do corpo material, esta encarna num novo corpo que está por nascer; pretendem que quando a alma já conseguiu percorrer o ciclo dos animais do mar, da terra e do ar, logra entrar por fim num corpo humano, nascido ou preparado para ela…»


Heródoto
(485?-420 a.C.)

“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios...



A REVELAÇÃO...

“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios era de facto uma revelação. (...)

Ora o que é revelado não pode ser encontrado através da razão ou do pensamento racional, porque a revelação aqui trata-se de uma visão súbita, sem reflexão, uma evidência, uma irracionalidade demonstrada na sua actividade. Por exemplo o fenómeno “vida” é sensível; nós o constamos por todo o lado; mas o mistério que faz esta v ida - por exemplo a semente que germina na terra - esta impulsão no sentido da vida (graças ao contributo de uma série de circunstâncias), esse momento que está fora do tempo, não pode ser apreendido pelos sentidos e nem pelo ser racional. Há, e haverá sempre, um elemento irracional na origem do fenómeno “Vida”. (...)


Este segredo, (...) Os gnósticos e outros filósofos bem (o) tentaram encontrar através de todo o pensamento racional: só a Revelação, a descida do Espírito Santo sobre o indivíduo preparado, podia - e poderá sempre - trazer esta súbita Luz. Ora esse homem privilegiado, iluminado, não é ainda só por essa razão um Sábio, porque sem preparação, sem o despertar da inteligência mística, quer dizer do coração, o facto revelado não será ainda para ele senão uma coisa, um fenómeno que ele saberá produzir como não importa que acto material. Esta ausência da Inteligência do Coração o conduzirá então seguramente para uma aniquilamento, na direcção do eclipse de toda a visão espiritual e de uma vida superior; (...) e é um crime ficar surdo ao receber esse apelo na direcção do mais Alto, pelo don de entender; é neste caso um crime verdadeiramente imperdoável.”

La Maison de Vie
In Miracle Egyptien - Schwaller de Lubicz

domingo, setembro 30, 2018

AS DUAS ISIS





AS DUAS ÍSIS…
(…)


“A busca da verdade é também a busca do outro. Essa questão toca bem claramente o problema da dualidade masculino/feminino, dia/noite….Quando essa dualidade é dominada, leva a um outro nível de consciência, tal como é expresso na grelha integrada. A mulher – conhecimento/sabedoria – tem um substrato de facto, enquanto o homem precisa partir sem demora em busca de si mesmo. A mulher é para ele uma iniciação ao progresso, um catalisador do futuro. Nesse sentido a mulher parece ter vantagem em relação ao homem.


As duas buscas de Ísis demonstram muitas facetas dessas vantagens. Considerando Osíris como o representante do homem mítico a construir, vemos que ele precisa a toda a hora de ser reconstruído. Os catorze pedaços são catorze centros energéticos e esses mesmos centros foram escolhidos para nomear províncias do Egipto, os nomes. O corpo decepado do deus vivo que se tornará deus morto. É o fio invisível que assegura a continuidade ao longo da alternância vida/morte. É também o símbolo do grão que morre no solo para renascer em outro ser. Cada grão de Osíris estava ligado a uma província do Egipto. Ísis não encontrou o sexo, engolido por um peixe. Não existe província ligada ao sexo. Esse facto evoca outras ideias que encontramos em muitas religiões – reveladas ou não -, a de que o deus fundador foi concebido sem reprodução sexuada. O segundo aspecto está ligado ao facto de que são as mulheres que concebem. As mulheres são MA e o AM. A primeira matéria realizada seria a da mulher.


Existem tipos de fecundação em que podemos questionar qual é o verdadeiro papel do macho. Em certas fêmeas, o espermatozóide só traz um sistema de forças criador, apenas um stresse para o óvulo. Não existiria transmissão de património genético proveniente do macho, enquanto as recombinações genéticas teriam lugar unicamente no material genético proveniente da fêmea. A mulher já tem nela as infrastruturas para criar o ser inteiro. Falta-lhe justamente o impulso criador. Na Bíblia, o episódio da costela de Adão apresenta as cosias de maneira inversa.


Com a linguagem vibratória, a tradução da mulher dá a letra Z. E a constela de Adão seria a letra Z, que significa responsabilidade. Ora, a letra Z pertence ao mundo transcendental. A mulher já é portadora do mundo transcendental (A Virgem maria, Ísis, as virgens negras etc.). O homem, em contacto com a mulher, teria acesso ao germe da iluminação. E o casal alquímico exteriorizaria isso.


(…)
Chegarei mesmo a dizer que, nesta evolução do conhecimento, a mulher leva vantagem, mas não sei se ela sabe disso. Ainda mais que na situação actual ela se choca com o poder do homem. Sejamos claros: constitutivamente não existem relações de superioridade ou de inferioridade entre o homem e a mulher. Tudo depende do contexto sócio-cultural da época considerada cujas consequências extremas se manifestam nas sociedades do tipo patriarcal e matriarcal. O facto principal que se expressa no caso ideal é a complementaridade da infra-estruturas constitutivas de cada um…O resultado no mais alto nível vibratório de tal complementaridade é a fusas integral dos duplos que se traduz por um alargamento prodigioso do campo de consciência do casal alquímico. Trata-se de um verdadeiro processo de transcendência cujas consequências são múltiplas, principalmente transformações profundas e duráveis de cada um dos componentes do casal. Penso mesmo que esse estado ideal e final do casal alquímico, caracterizado pela fusão dos duplos, continua após a morte física. Mas atenção: eu não digo que tal resultado do casal alquímico seja verdadeiramente realizável.”


(…) 


Etienne Guille


O homem entre o Céu e a Terra

A SABEDORIA PROFÉTICA ATRAVÉS DAS MULHERES



A DEUSA SERPENTE

"Sabemos pelos antigos egípcios que a imagem de uma serpente era o hieroglífico para a palavra Deusa, e que a serpente era conhecida como o Olho, Uzait, um símbolo da revelação e sabedoria místicas. A Deusa serpente conhecida como Au Zit era a divindade feminina do Baixo Egipto (norte) nos tempos pré-dinásticos. Mais tarde tanto a Deusa Hathor como Maat eram ainda conhecidas como o Olho. A uréu, uma serpente erecta, é freqüentemente encontrada ornando as testas da realeza egípcia. Além disso, erguia-se na cidade egípcia de Per Uto um santuário profético – possivelmente na localização de um santuário anterior dedicado à Deusa Ua Zit – que os gregos conheciam por Buto, o nome grego para a própria Deusa serpente.

O bem conhecido santuário oracular de Delfos erguia-se igualmente... num local originalmente identificado com a adoração da Deusa. E mesmo em tempos gregos clássicos, após a sua conversão e à adoração a Apolo, o oráculo falava ainda através dos lábios de uma mulher.

Era ela uma sacerdotisa chamada Pítia, que se sentava num banco de três pés, em volta do qual se enlaçava uma serpente chamada pitão. Além disso lemos em Esquilo que neste mais sagrado dos santuários da Deusa era reverenciada como a profetiza primordial. Isto sugere de novo que, em tempos relativamente recentes como a era clássica grega, não fora ainda esquecida a tradição, própria da sociedade de parceria, de buscar a revelação divina e a sabedoria profética através das mulheres.“*

*In O CÁLICE E A ESPADA – Riane Eisler "A NOSSA HISTÓRIA, O NOSSO FUTURO" Via Óptima Editores

ANKE



"Oh Serpente
Oh Chave que abres a Eternidade
Tuas raízes
Na Terra
Dançam pela coluna de Ankh"

terça-feira, maio 22, 2018

A SERPENTE DE LUZ

El aspecto femenino de la Red de Conciencia de Unidad debe ser equilibrado

"Ken, lo que me han explicado es que esta Red de Conciencia de Unidad es lo único que separa la extinción del ser humano de su ascensión. Lo que es seguro es que, en este punto de los ciclos, será una cosa o la outra.


»De ahí la importancia de nuestro viaje. El aspecto femenino de la Red de Conciencia de Unidad debe ser equilibrado para que los cambios geométricos de la red que permiten la posibilidad de la nueva consciencia femenina sagrada se conviertan en una realidad viva. Para que las mujeres de todo el mundo recuerden su íntima conexión con Dios y, con ello, sepan exactamente lo que deben hacer para traer el equilibrio a este mundo y más allá.(...)

Para mí, la energía de aquella pirámide era una de las más poderosas del mundo. Así como la Gran Pirámide de Egipto canaliza la energía de la mente (masculina) de la Red de Conciencia de Unidad, Chichén Itzá canaliza la energía del corazón (femenina). Y a medida que la nueva energía pura y femenina de la kundalini de la Tierra comience a moverse por los cuerpos físicos de nosotros, los seres humanos, y luego a las redes, todos cambiaremos.(...)

Empezó a ofrecerme una larguísima explicación que duró casi dos horas. En resumen, me dijo que la energía sexual de la mujer (de todas las mujeres de la Tierra) estaba desequilibrada con respecto a la del hombre, y que incluso aunque en aquel momento ese desequilibrio era pequeño, se haría inmenso cuando la ascensión planetaria diera comienzo al cabo de unos pocos años. Debíamos devolver un equilibrio casi perfecto a esa energía sexual o las consecuencias posteriores serían muy importantes(...)

- Drunvalo —me dijo—, el varón del polo norte, situado en Egipto, va a sufrir un cambio sexual con la parte femenina de sí mismo, y la hembra del polo sur de la red, situada en Moorea, experimentará simultáneamente un ajuste sexual dentro de su aspecto femenino. La mujer que estará con el hombre en Egipto será la que controle todo el ajuste, mientras que el varón, que serás tú, será el actor secundario en el polo sur para controlar a la hembra que estará sufriendo el cambio.»En un momento muy concreto en el tiempo, el espacio y la dimensión, la mujer de Egipto dejará caer uno de los cristales de calcita verde en un agujero del suelo, cerca de la fuente de esta Red de Unidad que sale de la Tierra. Mientras el cristal esté cayendo, y unos pocos minutos después, es cuando el ajuste puede realizarse.

»Para que se pueda llevar a cabo este trabajo, las cuarenta mujeres deben estar en sus lugares de todo el mundo, sosteniendo su trozo del cristal original y meditando acerca de este cambio en el equilibrio de la Red de Conciencia de Unidad.

Thoth quería que yo fuera el varón de Moorea y me dijo que debería elegir a la mujer. Sobre ese particular, no había posible duda. Yo tenía novia, y si hubiera elegido a cualquier otra, probablemente no estaría ahora vivo para contar esta historia.

Aparentemente todo estaba en orden, por lo que mi novia y yo nos dirigimos a Moorea, mientras el resto de las mujeres y el otro hombre se ponían en camino hacia sus respectivos lugares en todo el mundo. Todo lo que podía hacer era confiar en el Gran Espíritu, pues sólo Él podía coordinar un acontecimiento tan elaborado.

Yo sólo estaba en contacto con una persona del grupo, la mujer de Egipto, para confirmar que todo funcionaba correctamente.
(...)
in SERPIENTE DE LUZ DESPUES DE 2012-El movimiento de la Kundalini de la Tierra
y la ascensión de la luz femenina, 1949 a 2013


de Drunvalo Melchizedek

Bastit, era a irmã de Sekhemet



"A Deusa com cabeça de gata, Bastit, era a irmã de Sekhemet da qual ela representava o aspecto doce. Ela bebe leite enquanto que Sekhemet bebe sangue...
(...) Algumas vezes Bastit tem na sua mão a cabeça de Sekhemet, para mostrar que ela pode esconder esse outro lado...
O gato era o animal sagrado em Bubaste,onde Bastit tinha o seu Templo; os gatos eram intocáveis e quando morriam eram embalsemados.
O gato tem um aspecto lunar e um aspecto solar. Ele é dotado de uma extraordinária flexibilidade da coluna vertebral e dum poder energético intenso.


In HER-BAK “DISCIPLE”
( Isha S. De Lubicz)

segunda-feira, maio 21, 2018

NO CORAÇÃO DE MAAT



"Vim e aproximei-me para ver a tua beleza, minhas mãos estão erguidas em adoração ao teu nome: Justiça e Verdade.”

(Papiro de Ani, folhas 29-30 – Museu Britânico)

quinta-feira, maio 17, 2018

A Sábia, A Velha Serpente.



A TERRA DAS SERPENTES 
Breve excerto de um livro de “ficção”...tido como canalização pela autora e supostamente narrado por Innana, filha do deus Anu, dai os anunaki, proveniente do Planeta de Nibiru, a Deusa que foi dos céus e da terra, da Suméria e da Acádia, da Babilonia por eons para os humanos, e foi também uma sacerdotisa do amor e uma guerreira anunaki com todos os defeitos, de armas poderosas, químicas  e de naves espaciais com os poderes dos deuses genicistas que supostamente manipularam a nossa raça, a que chamavam lulus...e que nos fabricaram  a nós à  sua imagem, mas com limitação enorme do nosso ADN: em nós deixaram as marcas do seu despotismo, egoísmos, guerras,  loucura,  violência fratricida e a paixão sem limites uma sexualidade livre e sem conceitos de bem e mal. Deuses cruéis que dominaram a Terra e a destruíram vezes sem conta assim com à humanidade, os seus LULUS, os escravos que criaram (o ser humano actual) e deles fizeram o que quiseram - assim é de acordo com a narrativa do livro. Innana a Grande Deusa Imortal é cruel, vingativa e louca, debochada e orgulhosa como um raio, poderosa e implacável como qualquer deusa demónio. Creio que ela é tudo o que está nos nossos genes...A tradução está um horror sendo quase elegível a sua narração, um português sem nexo.  Para o tornar legível  alterei  texto  bastante significativamente. Deixo-vos este excerto porque  é grandioso. O momento em que Innana  cai em si e pede para ser finalmente  Integra e bela como a amiga Tara da Terra das Serpentas...

 rlp

 A Velha Mulher Serpente

FALA DE INNANA - Integridade e beleza

 A medida que os dias passavam no Reino da Serpente, eu não deixava de fazer perguntas a Tara: rogava-lhe que me confiasse alguns dos seus segredos. Queria saber o que lhe dava a ela  aquela integridade e beleza? Como poderia eu obter essas qualidades para mim? Tara me contou muitas coisas, como a sua gente tinha chegado a este planeta há tanto tempo e como construíram as suas cidades,  os tuneis subterrâneos e por fim disse-me que havia alguém que sabia desses segredos e de tudo o mais  a quem chamavam A Sábia, A Velha Serpente.
Então eu implorei-lhe que me levasse a ela.
De seguida fizeram-se então alguns preparativos para que eu viajássemos  juntas até onde habitava a Velha Mulher Serpente.
Soube que o seu nome não se podia pronunciar no nosso idioma actual; é como um som que transmite amor. Quando a olhei vi que dos ombros para baixo era mulher e para cima tinha uma cabeça de serpente. Dela emanava uma energia que eu nunca tinha sentido antes e que jamais a voltei a sentir depois. Ela não era nem jovem nem velha e quando a olhava fixamente transformava-se continuamente diante dos meus olhos. Num momento ela era de uma beleza rara e doce para logo de seguida se transformar num demónio furioso. Não obstante, em momento algum tive medo na sua Presença. É como se Ela encarnasse tudo o que é, tudo o que existe, de forma perfeita.

Quando me sentei à sua frente ela fez um gesto em percebi que ela sabia o que eu queria. Sabia tudo a meu respeito, quem era eu e o que tinha feito. Parecia-me conhecer muito bem para além da minha vida como Innana. Era como se sempre nos tivéssemos conhecido; como se de algum modo eu sempre tivesse estado na sua mente. Olhava-me com grande curiosidade e enorme compaixão. Não mostrou nenhum desejo de me controlar ou de me manipular…vi-a ter gosto em me escutar e as minhas aventuras assim como aos meus prazeres, o meu deleite e irradiava dela um amor incondicional.
Pouco a pouco tudo o que nos rodeava se convertia numa luz dourada intermitente, o tempo começou a esbater-se e senti que as dimensões todas convergiam. Em minha mente vi que a Terra tinha existido desde há eons e eons. Neste lugar da Galáxia tinham existido três esferas e a Terra actual era a terceira. No fim de cada ciclo a esfera era destruída e no seu lugar se criava um novo planeta.
Tive uma visão do que foi a primeira Terra. Essa época era bem mais subtil e amorosa do que a criada pela Colónia de Nibiru. Havia um imenso amor no Planeta e os seres que existiam nessa altura viviam devotados ao propósito de voltar a unir-se ao Primeiro Criador.

Nesse tempo ainda vi um amplo espaço na Terra e em varias ladeiras grupos de pessoas todas vestidas de branco, sentadas nas costas do mar. No topo de uma das ladeira havia um Pavilhão de mármore com colunas altas e debaixo destas vi doze casais alinhados formando uma meia lua. Então começaram todos a cantar: llliii…ohhhh…ahhhh.
De forma repetida estes sons expandiam-se pelas ladeiras até que tudo vibrava em harmonia. Havia uma multidão de seres com rostos brilhantes que entoavam as mesmas frequências e, à medida que a energia se adensava, os seres iam-se convertendo em luz. A princípio a luz apenas rodeava apenas os seus corpos, mas a seguir os seus próprios corpos se transformavam em luz. À medida que as frequências pulsavam iam ascendendo e o som se convertia numa espiral, cada homem e mulher e criança que estavam nessas ladeiras se converteram em pura luz. Por fim essas energias que se formavam atraiam para a luz em espiral, anjos e outros seres elevados. Então o Primeiro Criador aspirou a espiral enquanto toda essa harmonia de prazer resplandecia em todo o universo.

Em nosso estado de êxtase e num sublime prazer, acabáramos de assistir a uma ascenção em massa. A vida que alegremente retornava a sua fonte: o Primeiro criador.
De algum modo eu e Tara estávamos nesse pavilhão de mármore apesar de estarmos ainda na Presença da Velha Mulher Serpente. Era como se não existisse separação no tempo e espaço nem entre os eons e estivéssemos em simultâneo em ambos os lugares. As lágrimas de felicidade caim sobre os nossos rostos. Os nossos corpos estavam carregados de energia eléctrica. Então em nossos corações plenos agradecemos a Velha Mulher Serpente e assim nos despedimos dela.

In O RETORNO DE INNANA de V.S. Fergunson


quarta-feira, maio 02, 2018

MAS QUEM SABE?




Cleópatra VII... a última rainha do Egipto.


Mesmo que pareça mentira, pelas veias de Cleópatra não corria nem uma gota de sangue egípcio. A última rainha do Egito era descendente de Ptolomeu Lagos, o general de Alexandre Magno que fundou a dinastia lágida-ou ptolomea-do Egito, a mais duradoura da sua milenar história. No 69 a. C, quando nasceu Cleópatra VII, há mais de dois séculos que a sua família reinava em Alexandria.

Desde a sua posição de rainha do Egipto aproximou-se habilmente, através da sedução dos generais romanos que queriam anexar o Egipto ao seu território, para naturalmente evitá-lo e assim conservar o poder absoluto. Foi a última rainha da dinastia ptolomeica.

Cleópatra filopátor nea thea ou Cleópatra VII, como também lhe chamou, nasceu em Alexandria no ano de 69 a. C. E morreu em 30 A.C. era filha de Ptolomeu XII, do qual recebeu o trono após a sua morte e também, tal como era costume naquela época, foi casada com o seu irmão Ptolomeu XIII. Ambos os irmãos ficaram a cargo do Reino do Egipto quando o seu pai morreu. No entanto, a voraz ambição dos irmãos não levaria a gerar os problemas que acabaram com o deposição de Cleópatra.

Cleópatra era uma mulher extremamente inteligente e capaz, foi educada à base de uma instrução grega, em diferentes disciplinas (Medicina, astronomia, matemática, música, literatura e ciências políticas) como era usual para o tempo e além de falar perfeitamente a língua egípcia soube. Dominar outros: Aramaico, sírio, latim, hebraico e grego. Aqueles que a conheceram, garantiram-lhe que era uma mulher com boas maneiras e delicadas, o que a transformou no objecto de desejo de muitos homens do seu tempo.

Quando corriam os anos 50 e 49 a. C., no Egito, eclodiu a guerra civil, enquanto algo semelhante ocorria em Roma e até o Egito chegou pompeu, inimigo de Júlio César, para encontrar refúgio. E quando Júlio César chegou ao país do Nilo e deparou-se com a atraente e doce Cleópatra não demorou a decidir com qual irmão se alliaria: Cleópatra. Em seguida, a guerra eclodiu e tanto ptolomeu xiii como pompeu morreram nela.

Depois da guerra de Alexandria, Júlio César, restaurou o trono a Cleópatra e, imediatamente, tornaram-se amantes, ao mesmo tempo que se casava com o seu próximo irmão Ptolomeu XIV, a quem, naturalmente, também manipulou como lhe deu a vontade.

O objectivo de Cleópatra era, através da sua influência em César, que o Egipto recuperasse o seu poder na região do Mediterrâneo oriental e se tornasse o grande aliado de Roma, mas o assassinato de César expulsou os seus planos. Ambos tinham um filho comum: Cesário.

Teria perdido a oportunidade, mas não se ia desistir e assim é que morto César, voltou para o Egito e posou seu interesse em seu sucessor: O Cônsul Marco António, a quem também adoraria, mas antes matou o seu marido-Irmão Ptolomeu IV. E nomeou-o corregente do seu reino para o seu filho Cesário.

No ano 37 A.C. Cleópatra se casa com marco António, que já era casado com octavia e lhe cede vários territórios conquistados, Chipre, fenícia e Creta, com o que, o Egito, recuperava os seus limites originais.

Nesse momento, a inimizade entre Otávio, o primeiro e futuro imperador romano, com marco António era um fato concreto e Octávio o denuncio perante o senado romano como um fantoche de Cleópatra que atentaria no final de contas contra os interesses de Roma. Esta situação, somada ao repúdio tradicional que sempre havia despertado cleópatra no povo romano pelos seus excessos e luxos desmedidos fez com que a opinião pública e o Senado se pusessem do lado de Octávio e assim é que Roma declarou guerra ao Egipto.


Na batalha de actio, no dia 2 de setembro do ano 31 A.C. Marco António é derrotado por Augusto e perante o conhecimento de uma falsa notícia que dizia que cleópatra tinha falecido, Marco António Suicida-se.

Os planos de Octávio eram tomar a rainha como prisioneira e exibir em Roma durante a tradicional cerimónia conhecida como triunfo, simbolizando com isso a superioridade e a vitória sobre a humilhada inimiga a que o povo de Roma tanto odiava. Isso aumentaria ainda mais se o seu apoio popular e a decisivamente as suas aspirações políticas.

Cleópatra apercebeu-se do fim que a esperava depois de se encontrar com Octávio, um homem frio e calculista que, ao contrário de César e António, não poderia seduzir ou azar de forma alguma. Vendo, pois, o seu futuro como escrava, talvez no reino de que tinha sido soberana (convertido agora na província romana do Egito), Cleópatra escolheu morrer e tomou a decisão de se suicidar. De acordo com a versão mais difundida, pediu às suas criadas iras e charmion que lhe trouxessem uma cesta com frutas e que colocassem dentro uma cobra egípcia (o famoso áspide), responsável pela sua morte, no final de agosto do ano de 30 A.C. outras Versões relatam que tirou a vida ao conhecer o suicídio do seu marido. Antes de falecer, escreveu uma carta a Octávio, em que lhe comunicava o seu desejo de ser enterrada ao lado de Marco António, e assim foi feito. Desconhece-se o local da sua sepultura. Zahl hawass coloca-a em taposiris magna, a 30 km de Alexandria, embora as escavações realizadas em junho de 2008 descartaram esta hipótese.

Cabe salientar que foi tal o carisma e beleza de Cleópatra, que ele próprio plutarco, escritor romano, rigoroso biógrafo de vidas paralelas que se perdem no tempo, colocou as coisas em seu lugar ao apontar a verdadeira essência do encanto da rainha egípcia: " sua beleza não era tal que deslumbrase ou que deixasse parados aqueles que a viam; mas seu trato tinha um atrativo inevitável, e sua figura, ajudada de sua lábia e de uma graça inerente à sua conversa, parecia que deixava pregado um ferrão em O ânimo ".


... fonte http://www.quien.net/cleopatra