segunda-feira, março 22, 2021

O gato era o animal sagrado em Bubaste




O GATO NO ANTIGO EGIPTO

 
"A Deusa com cabeça de gata, Bastit, era a irmã de Sekhemet da qual ela representava o aspecto doce. Ela bebe leite enquanto que Sekhemet bebe sangue...
(...) 
Algumas vezes Bastit tem na sua mão a cabeça de Sekhemet, para mostrar que ela pode esconder esse outro lado...
O gato era o animal sagrado em Bubaste, onde Bastit tinha o seu Templo; os gatos eram intocáveis e quando morriam eram embalsamados.
O gato tem um aspecto lunar e um aspecto solar. Ele é dotado de uma extraordinária flexibilidade da coluna vertebral e dum poder energético intenso.

In HER-BAK “DISCIPLE”
( Isha S. De Lubicz)

terça-feira, março 02, 2021

NESSE TEMPO...



"L' INITIATION EST UNE NAISSANCE SACRÉE DESTINÉE À PLACER L'ÂME DANS LA DIVINITÉ"


ESFINGE

Nasci antes de Cristo, muitas vidas antes,
antes mesmo de Rama, Buda, ou Maomé.
Vivi em Atlântida e Mu, muito antes da Queda...

Conheci os egípcios, vivi nos seus Templos antigos,
fui iniciada nos Grandes Mistérios,
antes mesmo das Pirâmides de Gizé...

Viajava no Nilo entre as duas terras, era fiel a Hapi e a Ptah.
Lia nas estrelas a glória de Nout e cantava nas festas a Hathor!

Ah! Era dourada a sua imagem e, como os teus
os seus olhos brilhavam doces na alvorada...

Outras vezes íamos ver Shekmit, evocar a deusa Bastit,
a quem me ensinavas a amar nas noites de luar.
E como a gata do templo, tu dançavas e esvoaçando as tuas vestes
deixavam antever o teu corpo nu de estátua.
E eu extasiada pela tua visão, não sabia se eras tu
ou a própria deusa incarnada quem para mim dançava.

Nesse tempo era feliz !
Amava a vida e a terra ainda era sagrada.


rosa leonor pedro - antes do verbo era o utero 



quarta-feira, outubro 21, 2020

O CAMINHO DA MULHER

 TEXTO REVISITADO - E CORRIGICO ESCRITO EM 2012


SER DIRECTA E "ESPIRITUALMENTE" INCORRETA...?

Muitas vezes quando me debruço sobre o que penso ser o embuste e os simulacros do que vejo e se anuncia por ai sobre actividades alegadamente do "sagrado feminino" e cujo objectivo notorio  é meramente comercial e egoico, fico na duvida se devo ou não dizer o que realmente penso e porque penso.  Podem perguntar-me com que direito eu penso ou digo certas coisas, mas perante tanta confusão acerca da deusa e do dito "sagrado feminino" agora extensivo ao masculino sagrado... fico realmente apreensiva por ver a banalidade disto tudo e como se está a vulgarizar algo tão importante. De repente é como se a Deusa fosse agora uma coisa qualquer à mão de qualquer um/a...tão fácil como apanhar uma flor e a por na jarra lá em casa a enfeitar a mesa...ou a estante... e já está.

Não, para mim não há Deusa algures...ou há e sempre houve e Ela é a mesma que está em todo lado onde a vida está e vibra no coração de quem é fiel a essa Presença. Porque Ela é Eternamente ELA. Uma ESSENCIA, uma voz ecoando dentro de nós...

Ela foi e É desde o Principio dos tempos, ela é Lilith, ela foi e é Inana e Isis...ela é e foi Astarte, ela é e foi Sophia, ela é e foi Maria, ela é e foi cada uma de nós, cada mulher...que encarna o Princípio Feminino e é fiel a si mesma e a sua origem divina, e não tem que se formar nem ser discipula de ninguém, nem fazer cursos para SER MULHER E DEUSA. E eu tenho o direito em dizer o que sinto e penso porque o faço desde há mais de 20 anos... e tenho trabalho feito e provas dadas  de integridade. Nunca vendi nada,  nem dos meus livros recebo quase nada... nunca me moveu o dinheiro, o desejo de fama ou o ego... Nunca me afirmei mestra nem guia de ninguém. Sou escritora e uso apenas a PALAVRA E O DISCERNIMENTO próprio. 

E vejo que o problema da mulher actual, sobretudo das mulheres mais jovens, é que estão deformadas pela mentalidade egoica e masculina, pois pensam que são livres e podem fazer tudo o que lhes dá na gana. Elas aplicam as mesmas técnicas de vendas que os promotores de publicidade para venderem os seus modelos inescrupulosamente ... Elas  pensam  que são livres e femininas e que tudo vale... e não vêm que foram divididas em duas espécies de mulheres...e estão presas no velho Paradigma ainda, Elas não sabem há muito o que é na verdade a sua essência porque  perderam a sua identidade...Elas  esqueceram tudo e o porque perderam  a sua  ligação à natureza, à Terra, à Mãe e a Filha para serem só filhas do Pai, Atenas saídas da cabeça de Zeus - que engoliu a sua mãe Métis para lhe tirar o poder - o grande Zangão que domina as deusas do Olimpo e cujo arquétipo (o professor, o doutor, o facilitador, o amnte,  o mestre)  ainda domina a mente das mulheres de hoje na sua luta por afirmação umas contra as outras. Elas são as filhas do pai; essa foi a mulher que herdamos, a cultura que herdamos, o culto do deus pai e sermos  filhas sem mãe... E há muito trabalho para fazer no sentido de destruir toda essa estrutura psiquica masculina de aversão à mulher que a própria mulher alberga dentro de si e da sua psique e não é agora num ápice, por apenas nos projectarmos numa imagem ou numa ideia vaga religiosa ou pagã da Deusa, que ela se torna realidade para nós porque a Deusa é cada mulher que se torne inteira e que caminha dentro si, no seu coração, não na sua cabeça... Toda a mulher é à partida uma deusa umas "nossa senhora", a nossa mãe primeira, e...cabe a cada uma de nós voltar a integrar o Princípio Feminino, ser fiel ao principio que nos orienta e consubstancia e te-la como  Matriz, só assim é possivel fazer a fusão das duas mulheres separadas pelas religiões entre a santa e a pecadora e unir o corpo a alma e o espírito. A mulher precisa de ser una e  integrar e unir as duas mulheres e não continuar a fazer o jogo dos homens, sujeita ao seu dominio, sejam psicologos, padres, filósofos, escritores, guias e xamãs etc - os que lhes ensinaram a ler as suas cartilhas e na catequeses lhe impuseram o silêncio forçado e o dogma e os credos...

 O Caminho da Deusa para mim é o Caminho da Mulher dentro de si, é a voz do Útero, é o caminho da união das duas mulheres dentro de cada mulher, é o caminho de uma Consciência Maior, o caminho do Coração que bate e é inteligente e... não há outro Caminho...Porque esse é o imaculado coração de Maria e de Ísis... é o coração de Maat a Deusa da Justiça que anseia por Verdade... 

Digo e penso que de nada nos serve andar a discutir ideias velhas e novas nem belos textos sagrados ou profanos, nem a discutir  as faces da deusa...  De nada serve isso se cada mulher não andar pelo seu próprio pé...se a mulher não se  encontrar consigo mesma, e esquecer os caminhos do passado, o caminho dos homens e mestres - e tudo o que aprendeu ao inverso e contra ela para poder encher o copo, o vaso, o Graal da sua memória, do seu sangue vivificante, a sua voz interna e uterina ...  

Basta de ideias e confusões e discussões estéreis...

Vamos parar com estas divergências e discussões de quem é quem e mais que quem, ou quem são as eleitas ou as preferidas e as preteridas ou as verdadeiras e as falsas... 

Só há uma caminho para a Deusa e a Para a Mulher; O caminho da alma e não do intelecto nem da razão...O caminho do SENTIR, do SER, da SÍNTESE...O Caminho irreversível do Amor...e é o Amor que tudo ama que tudo cura e sem ele...tudo é vão e estéril...

O caminho da Deusa, como sempre digo, ele é doce e implacável...e por isso impecável...ele não permite mistificações nem simulações...nem fraudes...

Ele exige o total DOM de si...

rlp


segunda-feira, outubro 19, 2020

 


A transformação física

Transformação ou deificação do corpo físico é um tema evidente na tradição esotérica egípcia. É evidente a partir da ciência antigos egípcios e práticas religiosas. O objetivo era a transformação das características físicas que se tornariam as forças eternas, metafísicas ou overlegemlige. Esta transformação resultou na possibilidade de utilização de um corpo superior e mais fino. É um processo que foi aludido em muitas antigas religiões de mistério, mas que nunca foi tão claramente formulado como escrituras sagradas do Egito.

As pessoas poderiam ser levantadas a uma maior expressão da existência. O mesmo poderia ser deuses.

O axioma hermético diz:

"Como acima, assim abaixo.

Como no grande assim no muito pequeno.

Tal como no interior, portanto, também no exterior "

Estas forças não foram, portanto, restrito deuses. Ras energia solar é transferido por exemplo diariamente para toda a vida, como proclamado neste sol mantra:


"Eu estou convosco todos os dias,

de tal modo que todas as partes do corpo

pode ser renovada por sua luz ".


Este conhecimento das possibilidades de transformação não foi reservado para o sacerdócio ea consagrada. Fora do templo eram deuses transformando forças conhecidas e reconhecidas, e egípcios comuns tentou contatá-los através de invocações e cerimônias. Apelou a ISIS, porque você sabia que seu poder mágico revogada influências destrutivas, enquanto Sakhmet possuía a capacidade de remover a doença. E os túmulos foram a mais poderosa força de transformação que poderia acumular a uma força que a alma poderia usar continuamente na vida após a morte.


(anonimo)


A TRANSFORMAÇÃO DO CORPO

 



quarta-feira, novembro 13, 2019

KEMIT



"Ó meu coração de minha mãe, ó meu coração da minha mãe, víscera do coração das minhas diferentes idades, não te levantes contra mim em testemunho, não te oponhas a mim em tribunal, não mostres hostilidade contra mim na presença do guarda da balança!
Tu és o meu Ka que está no meu corpo, o Knum que torna prósperos os meus membros. Dirige-te para o bem, que nos está preparado no além! (...) Não inventes mentiras contra mim perante o grande deus, senhor do ocidente! Vê: da tua nobreza depende seres proclamado justo."


in "LIVRO DOS MORTOS" do Antigo Egipto


KHEMI

Apetece-me a Terra vermelha
A paisagem árida e seca
Com a Esfinge ao fundo…
E no horizonte ao longe
Adivinhar o teu rosto esculpido…
Ver-te sorrir…
Entre as nuvens e as sombras
De um sonho antigo…
O Egipto?


rlp

O BA E O KA



O BA E O KA

(...) O “eu” é o portador do nome que assiste, impotente, ao julgamento do seu coração. O Nome é o verbo aparente da personalidade humana terrestre; ele devia ser a expressão do seu Ka e da sua natureza, se ele estivesse correctamente atribuído. Ele é sempre a fórmula mágica que conserva a sua imagem na memória dos seres.
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.
- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.
Se o homem não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá realizar.
" In HER-BAK “Disciple”, de Schwaller de Lubicz.

OS PRIMEIROS



«Os Egípcios foram os primeiros que expuseram a doutrina da imortalidade da alma e o facto de que, depois da morte do corpo material, esta encarna num novo corpo que está por nascer; pretendem que quando a alma já conseguiu percorrer o ciclo dos animais do mar, da terra e do ar, logra entrar por fim num corpo humano, nascido ou preparado para ela...»

Heródoto
(485?-420 a.C.)

a revelação



A REVELAÇÃO...

“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios era de facto uma revelação. (...)

Ora o que é revelado não pode ser encontrado através da razão ou do pensamento racional, porque a revelação aqui trata-se de uma visão súbita, sem reflexão, uma evidência, uma irracionalidade demonstrada na sua actividade. Por exemplo o fenómeno “vida” é sensível; nós o constamos por todo o lado; mas o mistério que faz esta v ida - por exemplo a semente que germina na terra - esta impulsão no sentido da vida (graças ao contributo de uma série de circunstâncias), esse momento que está fora do tempo, não pode ser apreendido pelos sentidos e nem pelo ser racional. Há, e haverá sempre, um elemento irracional na origem do fenómeno “Vida”. (...)


Este segredo, (...) Os gnósticos e outros filósofos bem (o) tentaram encontrar através de todo o pensamento racional: só a Revelação, a descida do Espírito Santo sobre o indivíduo preparado, podia - e poderá sempre - trazer esta súbita Luz. Ora esse homem privilegiado, iluminado, não é ainda só por essa razão um Sábio, porque sem preparação, sem o despertar da inteligência mística, quer dizer do coração, o facto revelado não será ainda para ele senão uma coisa, um fenómeno que ele saberá produzir como não importa que acto material. Esta ausência da Inteligência do Coração o conduzirá então seguramente para uma aniquilamento, na direcção do eclipse de toda a visão espiritual e de uma vida superior; (...) e é um crime ficar surdo ao receber esse apelo na direcção do mais Alto, pelo don de entender; é neste caso um crime verdadeiramente imperdoável.”

La Maison de Vie
In Miracle Egyptien - Schwaller de Lubicz

quinta-feira, maio 23, 2019

Nut



NUT, A DEUSA EGÍPCIA REGENTE DO CÉU

“Nut, minha divina mãe, estende teus braços sobre mim, afastando as sombras e me protegendo enquanto brilharem no céu as imorredouras estrelas”.
(Inscrição sobre um peitoral encontrado no túmulo de Tutankhamon junto à sua múmia)



“Eu sou Nut e vou abraçar e proteger aqueles que vierem a mim, afastando todos os males”.

(Texto inscrito sobre a tampa dos sarcófagos)

“Grande Deusa, Tu que te tornaste céu, Tu és poderosa e forte, bela e bondosa e a própria Terra se prosterna aos Teus pés. Tu abranges toda a criação nos Teus reluzentes braços e recebes as almas, tornando-as estrelas que embelezam a vastidão do Teu corpo”.
Mirella Faur

"Nut é a Deusa Mãe de Osíris e Ísis, Seth e Néftis.
Nut, Nuit, Nith ou Neit representava o céu, simbolizado pelo seu corpo, aparecia como uma mulher com pele negra, dourada ou azulada, com cabelos trançados e sua vestimenta ornada por estrelas. Outra imagem a representava como uma belíssima mulher nua, carregando uma vasilha com água sobre sua cabeça, uma alusão ao seu dom de verter a chuva sobre a terra e ao fato que das suas lágrimas teria nascido o rio Nilo.
Muitas vezes aparecia sob a forma de uma vaca (imagem comum a outras deusas) ou emergindo do tronco de uma árvore e oferecendo uma bandeja com água e pão aos falecidos.

Do ponto de vista matrifocal, Nut é a toda-abrangente força feminina do oceano primordial, o fundamento da criação; ela guarda no seu corpo o Sol, a Lua e as estrelas como seus filhos transitórios e efémeros, pois eles nascem e desaparecem com as marés do seu corpo.
Nut preserva seu papel central como o céu noturno, a mãe cuidadora dos mortos, que abraça e cuida das almas à espera do seu renascimento.


Vários mitos descrevem a trajetória do Sol no céu do leste ao oeste. De acordo com uma lenda egípcia, todas as noites, quando o Sol desaparecia no horizonte, Nut engolia o astro rei, que percorria o seu corpo durante a noite, descansando no seu ventre (“a gruta secreta”) e o dava à luz todas as manhãs como radiante disco solar. A manhã simbolizava a renovação de toda a criação, uma analogia com o rejuvenescimento e a ressureição dos mortos.
Acreditava-se que ela estendia a mão aos que tinham morrido, consolando-os e os colocando como estrelas para iluminar o seu corpo.

Segundo os “Textos das Pirâmides”, a sua função era de "cobrir o corpo do deus", de tal modo que no interior das tampas dos sarcófagos e na parte interna da base, Nut era representada com uma imagem
Ana Palma, Professora em Spiritual Freedom School 

terça-feira, novembro 13, 2018

Ó MEU CORAÇÃO DE MINHA MÃE




"Ó meu coração de minha mãe, ó meu coração da minha mãe, víscera do coração das minhas diferentes idades, não te levantes contra mim em testemunho, não te oponhas a mim em tribunal, não mostres hostilidade contra mim na presença do guarda da balança!
Tu és o meu Ka que está no meu corpo, o Knum que torna prósperos os meus membros. Dirige-te para o bem, que nos está preparado no além! (...) Não inventes mentiras contra mim perante o grande deus, senhor do ocidente! Vê: da tua nobreza depende seres proclamado justo."


in "LIVRO DOS MORTOS" do Antigo Egipto

O BA E O KA



O BA E O KA



(...) O “eu” é o portador do nome que assiste, impotente, ao julgamento do seu coração. O Nome é o verbo aparente da personalidade humana terrestre; ele devia ser a expressão do seu Ka e da sua natureza, se ele estivesse correctamente atribuído. Ele é sempre a fórmula mágica que conserva a sua imagem na memória dos seres.
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.
- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.
Se o homem não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá realizar.


" In HER-BAK “Disciple”, de Schwaller de Lubicz.

os primeiros



«Os Egípcios foram os primeiros que expuseram a doutrina da imortalidade da alma e o facto de que, depois da morte do corpo material, esta encarna num novo corpo que está por nascer; pretendem que quando a alma já conseguiu percorrer o ciclo dos animais do mar, da terra e do ar, logra entrar por fim num corpo humano, nascido ou preparado para ela…»


Heródoto
(485?-420 a.C.)

“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios...



A REVELAÇÃO...

“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios era de facto uma revelação. (...)

Ora o que é revelado não pode ser encontrado através da razão ou do pensamento racional, porque a revelação aqui trata-se de uma visão súbita, sem reflexão, uma evidência, uma irracionalidade demonstrada na sua actividade. Por exemplo o fenómeno “vida” é sensível; nós o constamos por todo o lado; mas o mistério que faz esta v ida - por exemplo a semente que germina na terra - esta impulsão no sentido da vida (graças ao contributo de uma série de circunstâncias), esse momento que está fora do tempo, não pode ser apreendido pelos sentidos e nem pelo ser racional. Há, e haverá sempre, um elemento irracional na origem do fenómeno “Vida”. (...)


Este segredo, (...) Os gnósticos e outros filósofos bem (o) tentaram encontrar através de todo o pensamento racional: só a Revelação, a descida do Espírito Santo sobre o indivíduo preparado, podia - e poderá sempre - trazer esta súbita Luz. Ora esse homem privilegiado, iluminado, não é ainda só por essa razão um Sábio, porque sem preparação, sem o despertar da inteligência mística, quer dizer do coração, o facto revelado não será ainda para ele senão uma coisa, um fenómeno que ele saberá produzir como não importa que acto material. Esta ausência da Inteligência do Coração o conduzirá então seguramente para uma aniquilamento, na direcção do eclipse de toda a visão espiritual e de uma vida superior; (...) e é um crime ficar surdo ao receber esse apelo na direcção do mais Alto, pelo don de entender; é neste caso um crime verdadeiramente imperdoável.”

La Maison de Vie
In Miracle Egyptien - Schwaller de Lubicz