O MON COEUR DE MA MÈRE... TU ES LE KA DE MES TRANSFORMATIONS Isha Schwaller de Lubicz
quinta-feira, outubro 27, 2011
Olho Sagrado
«Vim a ti, Amon-Ra. Eu sou Thot, que se aproxima da época dupla para procurar o Olho Sagrado para o seu Mestre. Vim, encontrei o Olho Sagrado, e contei ao seu Mestre Hórus.
Vem a mim, Amon-Ra, para que me guies sobre este caminho onde cruzas, que eu aí penetre em forma de Olho-Ba (...)
Vi o deus! Vim a ele (...).
Entro na estátua de Maat para que Amon-Ra, Senhor de Karnak [Tebas], se una à sua bela Maat neste dia.»
Capítulo de entrada para o templo do ritual de Mut a Abydos
quinta-feira, outubro 20, 2011
Começa-se pela sinceridade,
Purificação
Etapas da formação de um discípulo.
1ª Iniciação
ANDRÉ LOURO DE ALMEIDA
… lembrarmo-nos do nosso futuro cósmico, do que está reservado para nós à medida que o nosso ser se sintetiza e vamos procurar simplesmente reencontrar o fio de sinceridade que liga a consciência exterior à sua origem, a mónada, e na proporção em que reconstituímos a sinceridade para com a voz central, uma harmonia sólida começa-se a instalar, em esfera, em torno do meu ser.
Eu posso ter muitas dúvidas, porém, não a dúvida de que através da sinceridade eu recebo a mais alta energia que um ser pode passar a cada momento.
(...) CONTINNUA EM
A ALMA E A VIDA
«Os Egípcios foram os primeiros que expuseram a doutrina da imortalidade da alma e o facto de que, depois da morte do corpo material, esta encarna num novo corpo que está por nascer; pretendem que quando a alma já conseguiu percorrer o ciclo dos animais do mar, da terra e do ar, logra entrar por fim num corpo humano, nascido ou preparado para ela...»
Heródoto
(485?-420 a.C.)
quarta-feira, outubro 19, 2011
segunda-feira, julho 25, 2011
Tenho saudades do Egipto fecundo...
Hoje, tal como já há muito tempo que aqui não escrevo, porque não tenho nada a acrescentar a nada...
Tenho é certo...saudades das sacerdotisas dos templos de outrora, e as mulheres e as deusas por vezes se desvanecem e esmorecem com a história...como as flores...que são efémeras...caiêm-lhes as pétalas, ficam dispersas ou perdidas ou não voltam...
Pensei que a água...sim que a água nos podia socorrer e matar a sede de nós...mas o deserto é mais forte e a areia demasiado agreste debaixo dos nossos pés...Caminhamos mas nem sempre vislumbramos o óasis...e a água não passa de miragem...
Ah! a sede...que me mata...a sede de ti ou de mim...a sede de eternidade num só gesto...mas a sede de verdade e de amor é incomensurável para esta vida de hoje vazia e seca...onde os sonhos são vagos e os abraços perjuros...
Tenho saudades do Egipto profundo e fecundo, das suas raízes e dos lagos...do papiro junto a margens...da Terra Amada!
Tenho saudades de ti que me reflectias a sua doçura e bondade...na simplicidade do SER quando se abre ao amor da Deusa e das palavras puras que se pronunciam vindas da alma...
Tenho saudades do luar que iluminava o teu rosto quando me levavas na Barca da Deusa e me mantinhas abraçada a ti e eu adormecia apaziguada no teu peito...do teu coração que batia tão perto do meu em sintonia com o murmurar das águas...
Eram os segredos que a magia do ar e do vento nos revelava...era um tempo em que a terra e o céu vibravam em harmonia com o todo e nos sintonizam com o universo inteiro...
rlp
sexta-feira, junho 24, 2011
O DOM DE ENTENDER...
A revelação
“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios era de facto uma revelação.”
Ora o que é revelado não pode ser encontrado através da razão ou do pensamento racional, porque a revelação aqui trata-se de uma visão súbita, sem reflexão, uma evidência, uma irracionalidade demonstrada na sua actividade. Por exemplo o fenómeno “vida” é sensível; nós o constamos por todo o lado; mas o mistério que faz esta v ida - por exemplo a semente que germina na terra - esta impulsão no sentido da vida (graças ao contributo de uma série de circunstâncias), esse momento que está fora do tempo, não pode ser apreendido pelos sentidos e nem pelo ser racional. Há, e haverá sempre, um elemento irracional na origem do fenómeno “Vida”. (...)
Este segredo, (...) Os gnósticos e outros filósofos bem (o) tentaram encontrar através de todo o pensamento racional: só a Revelação, a descida do Espírito Santo sobre o indivíduo preparado, podia - e poderá sempre - trazer esta súbita Luz. Ora esse homem privilegiado, iluminado, não é ainda só por essa razão um Sábio, porque sem preparação, sem o despertar da inteligência mística, quer dizer do coração, o facto revelado não será ainda para ele senão uma coisa, um fenómeno que ele saberá produzir como não importa que acto material. Esta ausência da Inteligência do Coração o conduzirá então seguramente para uma aniquilamento, na direcção do eclipse de toda a visão espiritual e de uma vida superior; (...) e é um crime ficar surdo ao receber esse apelo na direcção do mais Alto, pelo don de entender; é neste caso um crime verdadeiramente imperdoável.”
La Maison de Vie
In Miracle Egyptien - Schwaller de Lubicz
“O Ensinamento secreto dos sábios egípcios era de facto uma revelação.”
Ora o que é revelado não pode ser encontrado através da razão ou do pensamento racional, porque a revelação aqui trata-se de uma visão súbita, sem reflexão, uma evidência, uma irracionalidade demonstrada na sua actividade. Por exemplo o fenómeno “vida” é sensível; nós o constamos por todo o lado; mas o mistério que faz esta v ida - por exemplo a semente que germina na terra - esta impulsão no sentido da vida (graças ao contributo de uma série de circunstâncias), esse momento que está fora do tempo, não pode ser apreendido pelos sentidos e nem pelo ser racional. Há, e haverá sempre, um elemento irracional na origem do fenómeno “Vida”. (...)
Este segredo, (...) Os gnósticos e outros filósofos bem (o) tentaram encontrar através de todo o pensamento racional: só a Revelação, a descida do Espírito Santo sobre o indivíduo preparado, podia - e poderá sempre - trazer esta súbita Luz. Ora esse homem privilegiado, iluminado, não é ainda só por essa razão um Sábio, porque sem preparação, sem o despertar da inteligência mística, quer dizer do coração, o facto revelado não será ainda para ele senão uma coisa, um fenómeno que ele saberá produzir como não importa que acto material. Esta ausência da Inteligência do Coração o conduzirá então seguramente para uma aniquilamento, na direcção do eclipse de toda a visão espiritual e de uma vida superior; (...) e é um crime ficar surdo ao receber esse apelo na direcção do mais Alto, pelo don de entender; é neste caso um crime verdadeiramente imperdoável.”
La Maison de Vie
In Miracle Egyptien - Schwaller de Lubicz
terça-feira, maio 31, 2011
A ASCENSÃO NÃO É MISTICISMO
EXTRAORDINÁRIA NOTÍCIA:
DO CARBONO AO SILÍCIO
DO CARBONO AO SILÍCIO
Irmãos, Irmãs, agora, não é um passo de um estado evolutivo para outro, mas, é um salto de uma Dimensão para outra, por isso se denomina salto Quântico, porque nas anteriores mudanças evolutivas do Ser Humano, este sempre permaneceu com o seu ADN na base do elemento carbono, e agora nesta terceira Dimensão, vem a alteração do ADN para o elemento silício, a Base do Cristal de Quartzo, o ADN cristal, numa tabela periódica dos elementos químicos, verão que do elemento carbono ao elemento silício, existem oito passos, uma oitava mais alta, quer dizer um salto Quântico, isto acontece quando o átomo sofre uma modificação, devido a forças “externas”, que o “obrigam” a mutar internamente, e que por fim, transformam-no estruturalmente, alterando a sua morfologia para outros elementos.
As partículas de luz, denominadas fotões, serão as causadoras desta Alteração no átomo da matéria.
A ASCENSÃO VIBRACIONAL.
A Ascensão é a resposta exacta aos acontecimentos, situações, alterações, flutuações e estados, que a Terra, o Ser Humano e tudo o que a habita, estão sentindo e percebendo hoje em dia.
A Ascensão não é misticismo, nem esoterismo, nem xamanismo, nem bruxaria, nem algo religioso (qualquer que seja a vossa religião), nem algo complexo, nem científico, nem histórico, e muito menos, profético, tampouco é castigo divino ou não divino, nem sequer é algo fortuito, tampouco milagroso, nem caótico, nem experimental, e por último, não é algo que se possa deter, não é algo que se deva temer e não é algo que seja obrigatório, quando tendes o Livre Arbítrio.
A Ascensão é um ciclo cósmico, que se Sucede e se representa sempre, em cada região, lugar, espaço, tempo e parte determinada do Universo…
Nada escapa à Ascensão, nem seres, nem criaturas, nem objectos, nem energias diversas, é um movimento cíclico em espiral ascendente, baseado em oitavas harmónicas e em sequências luminosas de energia Luz e Amor.
A Ascensão é um caminho de mudança ascendente, que passo a passo vos aproxima mais da FONTE ETERNA DE AMOR, seja qual for o nome que lhe dêem, pois a Ascensão não distingue cores, raças, credos, religiões, status, tamanhos, nem idades.
A Ascensão não se iniciará no ano 2012, nem no Solstício de 22 de Dezembro desse ano, dado que a Ascensão está presente, aqui e agora, na Terra, pois iniciou-se há eons no tempo atrás quando se gerou a vida no Universo.
A Ascensão é Composta de infinitos movimentos em espiral ascendente, e cada movimento, culmina o seu ciclo na sua anterior espiral, que termina o seu percurso a cada 26.000 anos aproximadamente, pelo menos a Ascensão que nos corresponde, nesta pequeníssima parte da nossa Galáxia, onde o nosso sistema solar, quase termina o seu presente movimento em espiral, através das doze constelações zodiacais, e é então quando se configura uma nova espiral evolutiva, que é a sequência da anterior, só que numa oitava superior (como as escalas musicais: Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si) de frequência vibratória mais alta, ou seja de mais Consciência desperta nos seres e criaturas que experimentamos actualmente a vida aqui.
Não é a mesma Ascensão do que a de uma nova espiral ascendente, pois a Ascensão é a soma do total das espirais ascendentes, sendo que esta Ascensão dos quase 7.000 milhões de seres humanos que vivemos actualmente na Terra se iniciou há milhares de milhões de anos, e a cada 26.000 anos, formou-se uma nova espiral ascendente.
A nova espiral ascendente, pertencente à nossa Ascensão, iniciar-se-á no ano 2012, quando todo o sistema solar no seu conjunto, chegue ao fim do seu percurso anterior de 26.000 anos, e inicie um novo percurso, começando na constelação de Aquário, pois estamos saindo da constelação de Peixes (de facto, estamos viajando já entre as duas constelações), e aqui por favor, não pensemos que estamos falando de astrologia nem em nada de ciências esotéricas, nem exotéricas, nem de misticismo ou xamanismo, estamos somente falando de ciclos cósmicos, e um ciclo é uma volta através de algo, e se lhe somarmos a palavra Ascensão, converte-se então num ciclo ascendente, que formará uma nova espiral, “para cima”, só isso, e se o seu movimento é “para cima”, então por isso adopta-se uma espiral, pois é um círculo que regressa à sua origem, mas mais “acima” do que onde começou, e isso é o que se denomina Oitava Superior.
Há 200.000 anos mais ou menos, existiam aqui Neandertais, noutra espiral evolutiva, evoluíram para a raça dos Cro-Magnon, posteriormente, há poucos milhares de anos, o Homo Sapiens, e depois, muito rapidamente, evoluiremos para Homo Sapiens cósmico
Então, porquê tanto interesse por esta nova espiral evolutiva que se aproxima? Simplesmente porque cada vez, são mais curtos os tempos em que o Ser Humano evolui de um Estágio para outro, e sempre melhoram em grande escala todos os aspectos Físicos, Emocionais, Mentais e Espirituais, cada vez que este salto quântico se realiza.
As partículas de Luz, denominadas fotões, afectam o átomo da matéria de terceira Dimensão, “movendo-a” para uma Dimensão mais subtil e de frequências maiores, onde encontram a sua ressonância. Por isso, a morfologia do ser humano, mutará para o elemento silício, base do cristal, que é um elemento altamente inteligente, com a certeza que estamos dando um salto quântico de elevação de frequência, numa Espiral Fibonacci, que é a base da genética do Ser Humano composta por estruturas cristalinas.
Salto, onde a mutação do ADN, passa da 3ª Dimensão à 4ª, senão, à quinta, sem do então um salto da terceira à quinta Dimensão.
Por último, na filosofia mística, a palavra Cristo, significa um altíssimo nível espiritual, um Ser Crístico, é um nível que se encontra mais para lá do nível fraternal, e chama a atenção que o ADN mutará para o silício, deixando de ser carbono, e se o silício á a base do cristal, então o nível de cada átomo que adoptará o novo Ser Humano, será de cristal (não confundir com o cristal comum que conhecemos), será o início para um Ser Crístico, ou seja que alcançará o nível Cristo que nos espera na escadaria da Ascensão para perfeição.
Já ninguém duvida de que nos estamos aproximando de um momento inexorável da nossa história como espécie. Nem os cépticos podem negar que algo está acontecendo a nível planetário, algo que vai mais para além dos conflitos sociais e ecológicos, ou da transformação do paradigma científico.
Para os que vivemos esta realidade como uma experiência energética de expansão e conexão, os tempos têm-se acelerado. Crescimentos abruptos, ruptura de vínculos, desaparição de doenças sem existir tratamento, percepções acrescentadas, sincronicidades sem limite.
Parece que estamos vivendo num parque de diversões monumental, onde de repente se activaram todos os efeitos especiais, enquanto nós testamos todos os jogos de uma vez.
Por vezes é divertido, às vezes é chocante, mas continuamos, encontrando-lhe um propósito a cada experiência, sentindo cada momento como se fosse o último.
Alguns encontraram a sua própria bússola para se manterem no eixo. Outros, recentemente, estão-se apercebendo de que necessitam de uma, antes que a realidade termine desmoronando-se sobre as suas cabeças.
Hoje, quero sugerir-lhes doze passos para não sucumbirem ao advento de 2012:
MEDITAÇÃO DIÁRIA. Ontem era recomendável, hoje é imprescindível. A meditação diária é o combustível do nosso corpo e da nossa alma para percorrer este tempo. Façam-no de maneira simples: três fases, respiração consciente, relaxamento corporal, chegada de Luz. Quanto mais simples, mais fácil será incorporá-la como hábito.
INTENÇÃO CLARA. Não podemos continuar vivendo cada dia como quem sobre para um avião e diz ao piloto: leva-me para onde quiseres. Necessitamos de um mapa, UM GUIA e um propósito continuado sem interrupção.
REGISTO DE SONHOS. Os nossos sonhos estão-nos guiando na direcção da nossa evolução. Sempre o fizeram, mas agora é necessário que prestemos muito mais atenção ao que significam. Pratiquem a memória do sonho, tratem de recordar ainda que não o entendam, dividam-no com outros interessados no mesmo.
DESAPEGO RADICAL. Alguns Seres passaram por experiências duras no plano sentimental, mas tudo isso foi para um propósito, para centrar e equilibrar energias e com isso discernir se a pessoa que os acompanhava tinha o mesmo propósito de evoluir. Avaliar que acontecimento do passado afectou a nossa maneira de sentir e de vibrar. Não ficar estancado nesse acontecimento, transformá-lo. O propósito é simples... Concluir para fechar todas as pontas soltas dessa situação, portanto, tirar disso todas as experiências que tiveram para nos separarmos e terminar de uma vez por todas com o que nos impede o nosso crescimento, avaliar o que realmente nos enche completamente. Despeçam-se verdadeiramente do que não é útil. Descubram que recebem em troca uma energia extraordinária, mantenham-se unidos com os seres que vibram na mesma frequência para expandir essa Luz de cura da mente de todos os outros seres. Não importa a experiência que se teve, o importante é o reconhecimento no Agora do que é realmente valioso para o nosso crescimento interior e tomar a decisão se o nosso parceiro(a) é um obstáculo a isso, se é de simplesmente deixar ir "Terá a sua própria experiência”, se pelo contrário é um Ser que deseja mudar/continuar crescendo, será uma grande ajuda para a evolução como um casal.
REDES SOCIAIS. Reúnam-se por afinidade, com aqueles que dividem esta filosofia de vida. A mudança vos encontrará reunidos. Participem em práticas de activação da consciência, mantenham-se bem informados através da internet. Assistam a seminários e conferências para conhecerem mais pessoas. Façam a gestão das vossas próprias redes de grupos reais ou virtuais.
COMUNHÃO COM A TERRA. A Mãe Terra está evoluindo juntamente connosco. De facto, ela é a iniciadora deste movimento e a razão principal de estarmos girando para um destino superior. É a nave que nos leva através do cosmos. Façamos rituais da maneira mais simples e universal: dando Amor, a ela e às suas criaturas.
TEMPO NA NATUREZA. Apanhem sol, ainda que seja na varanda uns minutos durante a manhã, tomem contacto com a energia natural em todas as oportunidades que tenham. Caminhem, observem os sinais do vento, as nuvens. Carreguem-se vitalidade e pureza.
ARTE. Expressem-se criativamente, mesmo quando sintam que não têm capacidade artística. A arte é uma qualidade inerente à espécie, só que nos condicionaram a aceitarmos somente certas formas criativas. Permitam que a alma fale no seu próprio código, que é o da arte.
SEGUREM-SE AOS VOSSOS SONHOS. Cada alma tem um sonho, é esse o seu Norte. Encontrem o que vos torna felizes e sigam o seu rasto. Abandonem definitivamente todos aqueles preconceitos e crenças limitantes que vos dizem o que “é possível” e o que não é. Quando chegarmos ao momento que nos espera como espécie, não nos servirá de nada ter feito as coisas segundo o que “se esperava de nós”. Encontrem o vosso propósito existencial.
LIMPEZA KÁRMICA. Os nossos campos de energia estão cheios de resíduos que já não são funcionais para o nosso crescimento. Noutras épocas, talvez nos tivesse levado anos a compreender e a transmutar esses restos de experiências kármicas. Hoje, a aceleração e as alterações no nosso ADN fazem rebentar as cristalizações antigas. Limpem o que fica delas com o trabalho dos chakras, cura com sons, desintoxicação do organismo com jejum ou dieta sã, trabalho com a energia.
DESCANSO. Toda esta evolução produz em nós um desacostumado cansaço. A matéria está mais lenta na hora de ajustar a sua dinâmica à da consciência. Protejam-se descansando o suficiente, e mais. Se puderem, façam uma sesta, ou sempre que possam, não importa o momento do dia. Se não podem, substituam qualquer “compromisso” por tempo para vós, relaxamento e silêncio reparador. CUIDAR DO CÉREBRO.
PEDIR ASSISTÊNCIA SUPERIOR. Estamos sendo acompanhados por entidades espirituais de diferentes cores e frequências, mas com o mesmo grande projecto: ser testemunhas do maravilhoso momento em que uma espécie transita de uma para outra Dimensão. Até certo ponto, podem ajudar-nos com conexões amorosas, estímulo e inspiração.
terça-feira, abril 26, 2011
A JUSTIÇA DE MAAT

MAAT - DEUSA DA VERDADE E DA JUSTIÇA
"Qualquer que seja sua descrição, seu conteúdo é o mesmo, o coração deve ser tão leve como Maat para chegar a ser "O da palavra verdadeira" ou o "justificado" e poder entrar no reino de Osíris. Esta era a culminação das metas de qualquer egípcio, uma vez que a região do infra-mundo estava ao alcance do povo em geral. A idéia conceitual de Maat também pode ser descrita como uma personificação da deusa. Muitos templos egípcios tem representações de cenas de culto onde o faraó ou o sumo sacerdote, sustenta em suas mãos elevadas uma estatuinha de Maat que representa uma divindade criadora.
Desta forma a oferenda de Maat aos deuses como parte de um ritual diário no templo, simboliza a unidade, e a harmonia dentro do cosmos. Já que sua presença difundida profundamente dentro dos templos era a personificação da ordem cósmica, da ordem social e o comportamento da humanidade, já que estes valores ditam o nível de "retitude do grupo", já que "o mal é inerente ao não existente" e por tanto estava presente desde antes da criação".
"Qualquer que seja sua descrição, seu conteúdo é o mesmo, o coração deve ser tão leve como Maat para chegar a ser "O da palavra verdadeira" ou o "justificado" e poder entrar no reino de Osíris. Esta era a culminação das metas de qualquer egípcio, uma vez que a região do infra-mundo estava ao alcance do povo em geral. A idéia conceitual de Maat também pode ser descrita como uma personificação da deusa. Muitos templos egípcios tem representações de cenas de culto onde o faraó ou o sumo sacerdote, sustenta em suas mãos elevadas uma estatuinha de Maat que representa uma divindade criadora.
Desta forma a oferenda de Maat aos deuses como parte de um ritual diário no templo, simboliza a unidade, e a harmonia dentro do cosmos. Já que sua presença difundida profundamente dentro dos templos era a personificação da ordem cósmica, da ordem social e o comportamento da humanidade, já que estes valores ditam o nível de "retitude do grupo", já que "o mal é inerente ao não existente" e por tanto estava presente desde antes da criação".
sexta-feira, abril 22, 2011
Ó MEU CORAÇÃO DE MINHA MÃE...

ORAÇÃO A HATHOR
"Ó vós que estais nas margens do céu ocidental,
que vos alegrais de ir ao encontro de Hathor
e desejais ver a epifania da sua beleza!
Eu dou a conhecer a sua essência,
digo diante dela que me alegro com a sua vista.
Meus braços fazem o gesto certo:
Vem a mim, vem a mim!
Meu corpo fala e meus lábios repetem música dos sacerdotes de Hathor,
música de milhões de sons e centenas de milhar.
Eu sou quem faz com que o cantor da manhã inspire música diàriamente
para Hathor,
e todas as horas em que deseje
que o teu coração se alegre com a sua música".
Império Novo - 1550 - 1070 a.C.
Ó meu coração de minha mãe, ó meu coração da minha mãe, víscera do coração das minhas diferentes idades,
não te levantes contra mim em testemunho, não te oponhas a mim em tribunal, não mostres hostilidade contra mim na presença do guarda da balança!
Tu és o meu Ka que está no meu corpo, o Knum que torna prósperos os meus membros. Dirige-te para o bem, que nos está preparado no além! (...) Não inventes mentiras contra mim perante o grande deus, senhor do ocidente! Vê: da tua nobreza depende seres proclamado justo.
in "LIVRO DOS MORTOS" do Antigo Egipto
21 DE ABRIL
Festival da deusa egípcia Hathor, a Rainha do céu, da Terra e da Lua, a Criadora primordial, Mãe de todas as divindades. Manifestada sob sete aspectos, as sete Hathor eram associadas aos sete planetas e consideradas as protetoras das mulheres, do casamento, da família, das artes, do amor, da música e da astrologia. Eram elas que davam às pessoas as sete almas (ou corpos) ao nascer. Hathor foi reverenciada ora como mãe ou filha do Sol, com cabeça de vaca ou leoa, ora como mulher, adornada com os chifres lunares, ora como árvore da vida, a Senhora do céu e também do mundo subterrâneo, mãe da vida e da morte. Em seu aspecto escuro como Rainha dos Mortos, Hathor aparecia como a Esfinge, a Deusa Sakhmis ou Sekhmet, a Deusa com cabeça de leão. Hathor foi venerada em Israel, em seu templo de Hazor, até 1100 a.C, quando seu templo foi destruído e seu culto proibido.
Copiado de alta sacerdotisa e tirado do livro O Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur
NOTA A MARGEM: ~
Ontem, POR INTUIÇÃO PURA, quis vir aqui colocar estes poemas a Hathor...mas não o fiz e só hoje soube ter-se tratado de um dia especial dedicado a Deusa. E aqui fica a minha homenagem na evocação da Deusa Hathor, Senhora do Céu, Rainha dos mortos...viva e presente no meu coração...
quinta-feira, março 17, 2011
Recuperar a sexualidade sagrada

OSÍRIS E ÍSIS
Quando Osíris é assassinado por seu irmão Seth seu corpo é desmembrado em 14 partes, segundo a versão mais aceita do mito. Ísis, esposa de Osíris, sai em busca das partes do esposo na intenção mágica de fazer com que Osíris ressuscite, só que apenas 13 partes são recuperadas, menos o falo, que fica perdido.
O falo de Osíris não recuperado por Ísis é um símbolo do que estava por vir: uma profecia.
O falo de Osíris é o símbolo do princípio masculino perdido. Assim não é só o resgate do feminino que precisa ser feito hoje em dia, o masculino, o homem verdadeiro precisa ser recuperado, pois está castrado, destituído de poder em si.
No mito egípcio, Ísis é capaz de conceber mesmo sem o falo de Osíris mostrando que o princípio feminino é capaz de gerar por si mesmo. A partenogênese prova isso.
Osíris foi desmembrado (Olha o duplo sentido! Que Freud me desculpe, mas não parece que a inveja do pênis é uma coisa entre homens?) por Seth e reconstituído por Ísis e Néftis. O mito indica que o princípio feminino não só gera a vida, mas também é capaz de restabelecê-la e reorganizá-la.
Assim o mito revela seu caráter profético ao indicar a queda do masculino e ao mostrar como restabelecer o poder do masculino em nossa época: através do feminino.
No mito Ísis pede ajuda de sua irmã, Néftis. E Néftis é a esposa de Seth, portanto a sua contraparte feminina. Se foi Seth que matou e fragmentou Osíris, é Néftis que auxilia Ísis a recuperar o poder do marido morto.
Assim não podemos ver Seth como o mal, porque a sua contra-parte não o é.
Tenho visto análises do mito como se os deuses fossem expressões da mente humana e não forças impessoais da Natureza, assim nessas análises os deuses são cumulados com qualidades típicas de humanos (inveja, ira, luxúria, violência, etc) que incapazes de verem algo além de si mesmos tomam as forças impessoais da Natureza como se extensões suas fossem. Humanos...
Cada Deus ou Néter, como uma força impessoal da Natureza, cumpre uma função no mito.
Seth cumpre a função do destruidor, da morte.
Ísis cumpre a função da vida, da restauradora.
E Néftis media entre um e outro ficando no limite entre a vida e a morte, pois ela é esposa de Seth e irmã de Ísis.
Ver Seth como o mal é separar e fragmentar o entendimento do mito, pois não há o mal absoluto, se assim fosse Seth não teria nascido da mesma fonte dos outros Néteres.
Ver Seth como o mal é alijar a força da morte do processo da vida. E tal não pode ser feito porque a vida é o caminho onde a morte nos desafia, permitindo-nos a renovação.
O processo de demonização de diferentes mitos tem como objetivo o controle mágico, ideológico e religioso, pois o mal torna-se sempre o outro, o outro culto, o outro deus, o adversário.
Isso ocorre com Seth, com Exu e com Pã ao serem identificados com o diabo cristão. Não é deus uma invenção do homem dito civilizado e sim o diabo, pois expressão de seu próprio ego auto-importante e fragmentado. Não há conceito de diabo ou mal personificado nas tradições em harmonia com a Terra. O diabo nasce da desarmonia do homem com a própria Terra da qual é fonte.
Seth, Pã e Exu personificam forças que lidam diretamente com esse mundo, com essa realidade. Uma elite mística, religiosa e mágica identificou esses mitos com o mal apenas para que as massas ficassem alijadas do uso de tal poder enquanto eles mesmos executavam e executam ritos de magia com tais poderes. Um ponto cantado tradicional de Umbanda diz que "na batina do padre tem dendê", indicando como os antigos xamãs afro-brasileiros percebiam as manobras ocultas dos curas católicos. Vemos os padres vestidos de preto e vermelho, em especial os cardeais. Dizem que a própria Igreja Universal que persegue os cultos afro-brasileiros celebra em segredo os mesmos, basta para isso ver que adotam formas e práticas algo disfarçadas muito semelhantes em várias ocasiões. Eles usam essa vibração e conquistam posições no mundo material e alijam a massa de tal força.
Osíris e Seth são dois aspectos da mesma força. “Osíris é um deus negro”.
Há um ponto na Umbanda que revela a seu modo, sob a linguagem sincrética e misturada, o fato de Osíris ser um deus negro.
Exu que tem duas cabeças
Mas ele olha a sua banda com fé
Se uma é Satanás no inferno
A outra é de Jesus Nazaré.
É claro que tal ponto arrepia até a alma aqueles que não têm a compreensão da Unidade.
Alguns ouvirão no fundo da mente o coro inquisidor gritar: - Blasfémia, heresia!
Mas a maior blasfémia é a heresia da separatividade.
Quando separamos essas forças uma fragmentação ocorre e perdemos a conexão com o princípio masculino que fica em desequilíbrio.
Esse desequilíbrio tem dois pólos:
Osíris morto representa a espiritualidade morta e Seth assassino é a sexualidade exacerbada e descontrolada porque destituída de espírito. Sim, podemos ver Osíris como o espírito em nós e Seth como a sexualidade em nós, dois aspectos de uma mesma força. O mito mostra isso pois o falo é a única parte não recuperada do corpo de Osíris, pois ele pertence na verdade a Seth, que como Exu, é uma entidade fálica.
Assim recuperar a sexualidade sagrada é reconciliar Osíris e Seth, permitindo a ressurreição de um homem verdadeiro, capaz de honrar o feminino, a Deusa e a mulher porque integra em si o desejo sexual e espiritual. A sexualidade sagrada é uma relação entre o masculino e o feminino, que não pode ocorrer se o homem mantém-se fragmentado. Um homem fragmentado torna-se um padre ou um monge que odeia o feminino porque vê na mulher a imagem do pecado e da tentação ou um machista que tenta se impor pela agressividade, pela violência, pelo dinheiro, pelo poder que ostenta de diferentes formas, que vão de um carrão até a construção de monumentos como obeliscos gigantescos imitando um poder que não possui em si e que vê na mulher um objeto de consumo.
Há no machista e no monge que nega a si mesmo uma espécie de raiva da mulher, porque há uma inveja de seu enorme poder sexual e capacidade multi-orgástica. Essa inveja fez com que nossa cultura limitasse o poder do feminino em dois estereótipos: a virgem mãe e a prostituta arrependida. São tentativas desesperadas do macho fragmentado de tentar controlar a fêmea porque incapaz de fazer frente, pelo auto-domínio, ao poder sexual da mulher, ainda mais da mulher plena.
As 13 partes de Osíris recuperadas nos indicam o arcano 13, a morte do Tarot. A 14ª parte indica, se recuperada, a possibilidade de uma transição para uma era de regeneração, 14 é o número do Tarot para a Temperança, que tem óbvias semelhanças com Aquário, signo da nova era, regido por Urano, regente no corpo humano das glândulas sexuais, onde está a força do espírito, a força feminina e regeneradora, a Energia Criadora, Shakti, Kundalini, Néftis, a Ísis velada e oculta em nosso corpo. No arcano 14 do Tarot vemos um anjo hermafrodita, símbolo da harmonia e da reconciliação do feminino e do masculino.
Assim cada homem é um Osíris assassinado que pode recuperar-se ao juntar em si o poder de Seth, sexualidade e o poder de Osíris, o espírito, por intermédio do feminino: Néftis como o poder oculto de Kundalini e Ísis como esse mesmo poder revelado e restaurado em nosso corpo, a serpente expressa pelo terceiro-olho dos iniciados egípicios.
Para tal Osíris – o homem - e Ísis – a mulher - devem celebrar o casamento mágico e alquímico.
obs: texto em construção - F.A.
in pistas do caminho http://pistasdocaminho.blogspot.com/
*
Quando Osíris é assassinado por seu irmão Seth seu corpo é desmembrado em 14 partes, segundo a versão mais aceita do mito. Ísis, esposa de Osíris, sai em busca das partes do esposo na intenção mágica de fazer com que Osíris ressuscite, só que apenas 13 partes são recuperadas, menos o falo, que fica perdido.
O falo de Osíris não recuperado por Ísis é um símbolo do que estava por vir: uma profecia.
O falo de Osíris é o símbolo do princípio masculino perdido. Assim não é só o resgate do feminino que precisa ser feito hoje em dia, o masculino, o homem verdadeiro precisa ser recuperado, pois está castrado, destituído de poder em si.
No mito egípcio, Ísis é capaz de conceber mesmo sem o falo de Osíris mostrando que o princípio feminino é capaz de gerar por si mesmo. A partenogênese prova isso.
Osíris foi desmembrado (Olha o duplo sentido! Que Freud me desculpe, mas não parece que a inveja do pênis é uma coisa entre homens?) por Seth e reconstituído por Ísis e Néftis. O mito indica que o princípio feminino não só gera a vida, mas também é capaz de restabelecê-la e reorganizá-la.
Assim o mito revela seu caráter profético ao indicar a queda do masculino e ao mostrar como restabelecer o poder do masculino em nossa época: através do feminino.
No mito Ísis pede ajuda de sua irmã, Néftis. E Néftis é a esposa de Seth, portanto a sua contraparte feminina. Se foi Seth que matou e fragmentou Osíris, é Néftis que auxilia Ísis a recuperar o poder do marido morto.
Assim não podemos ver Seth como o mal, porque a sua contra-parte não o é.
Tenho visto análises do mito como se os deuses fossem expressões da mente humana e não forças impessoais da Natureza, assim nessas análises os deuses são cumulados com qualidades típicas de humanos (inveja, ira, luxúria, violência, etc) que incapazes de verem algo além de si mesmos tomam as forças impessoais da Natureza como se extensões suas fossem. Humanos...
Cada Deus ou Néter, como uma força impessoal da Natureza, cumpre uma função no mito.
Seth cumpre a função do destruidor, da morte.
Ísis cumpre a função da vida, da restauradora.
E Néftis media entre um e outro ficando no limite entre a vida e a morte, pois ela é esposa de Seth e irmã de Ísis.
Ver Seth como o mal é separar e fragmentar o entendimento do mito, pois não há o mal absoluto, se assim fosse Seth não teria nascido da mesma fonte dos outros Néteres.
Ver Seth como o mal é alijar a força da morte do processo da vida. E tal não pode ser feito porque a vida é o caminho onde a morte nos desafia, permitindo-nos a renovação.
O processo de demonização de diferentes mitos tem como objetivo o controle mágico, ideológico e religioso, pois o mal torna-se sempre o outro, o outro culto, o outro deus, o adversário.
Isso ocorre com Seth, com Exu e com Pã ao serem identificados com o diabo cristão. Não é deus uma invenção do homem dito civilizado e sim o diabo, pois expressão de seu próprio ego auto-importante e fragmentado. Não há conceito de diabo ou mal personificado nas tradições em harmonia com a Terra. O diabo nasce da desarmonia do homem com a própria Terra da qual é fonte.
Seth, Pã e Exu personificam forças que lidam diretamente com esse mundo, com essa realidade. Uma elite mística, religiosa e mágica identificou esses mitos com o mal apenas para que as massas ficassem alijadas do uso de tal poder enquanto eles mesmos executavam e executam ritos de magia com tais poderes. Um ponto cantado tradicional de Umbanda diz que "na batina do padre tem dendê", indicando como os antigos xamãs afro-brasileiros percebiam as manobras ocultas dos curas católicos. Vemos os padres vestidos de preto e vermelho, em especial os cardeais. Dizem que a própria Igreja Universal que persegue os cultos afro-brasileiros celebra em segredo os mesmos, basta para isso ver que adotam formas e práticas algo disfarçadas muito semelhantes em várias ocasiões. Eles usam essa vibração e conquistam posições no mundo material e alijam a massa de tal força.
Osíris e Seth são dois aspectos da mesma força. “Osíris é um deus negro”.
Há um ponto na Umbanda que revela a seu modo, sob a linguagem sincrética e misturada, o fato de Osíris ser um deus negro.
Exu que tem duas cabeças
Mas ele olha a sua banda com fé
Se uma é Satanás no inferno
A outra é de Jesus Nazaré.
É claro que tal ponto arrepia até a alma aqueles que não têm a compreensão da Unidade.
Alguns ouvirão no fundo da mente o coro inquisidor gritar: - Blasfémia, heresia!
Mas a maior blasfémia é a heresia da separatividade.
Quando separamos essas forças uma fragmentação ocorre e perdemos a conexão com o princípio masculino que fica em desequilíbrio.
Esse desequilíbrio tem dois pólos:
Osíris morto representa a espiritualidade morta e Seth assassino é a sexualidade exacerbada e descontrolada porque destituída de espírito. Sim, podemos ver Osíris como o espírito em nós e Seth como a sexualidade em nós, dois aspectos de uma mesma força. O mito mostra isso pois o falo é a única parte não recuperada do corpo de Osíris, pois ele pertence na verdade a Seth, que como Exu, é uma entidade fálica.
Assim recuperar a sexualidade sagrada é reconciliar Osíris e Seth, permitindo a ressurreição de um homem verdadeiro, capaz de honrar o feminino, a Deusa e a mulher porque integra em si o desejo sexual e espiritual. A sexualidade sagrada é uma relação entre o masculino e o feminino, que não pode ocorrer se o homem mantém-se fragmentado. Um homem fragmentado torna-se um padre ou um monge que odeia o feminino porque vê na mulher a imagem do pecado e da tentação ou um machista que tenta se impor pela agressividade, pela violência, pelo dinheiro, pelo poder que ostenta de diferentes formas, que vão de um carrão até a construção de monumentos como obeliscos gigantescos imitando um poder que não possui em si e que vê na mulher um objeto de consumo.
Há no machista e no monge que nega a si mesmo uma espécie de raiva da mulher, porque há uma inveja de seu enorme poder sexual e capacidade multi-orgástica. Essa inveja fez com que nossa cultura limitasse o poder do feminino em dois estereótipos: a virgem mãe e a prostituta arrependida. São tentativas desesperadas do macho fragmentado de tentar controlar a fêmea porque incapaz de fazer frente, pelo auto-domínio, ao poder sexual da mulher, ainda mais da mulher plena.
As 13 partes de Osíris recuperadas nos indicam o arcano 13, a morte do Tarot. A 14ª parte indica, se recuperada, a possibilidade de uma transição para uma era de regeneração, 14 é o número do Tarot para a Temperança, que tem óbvias semelhanças com Aquário, signo da nova era, regido por Urano, regente no corpo humano das glândulas sexuais, onde está a força do espírito, a força feminina e regeneradora, a Energia Criadora, Shakti, Kundalini, Néftis, a Ísis velada e oculta em nosso corpo. No arcano 14 do Tarot vemos um anjo hermafrodita, símbolo da harmonia e da reconciliação do feminino e do masculino.
Assim cada homem é um Osíris assassinado que pode recuperar-se ao juntar em si o poder de Seth, sexualidade e o poder de Osíris, o espírito, por intermédio do feminino: Néftis como o poder oculto de Kundalini e Ísis como esse mesmo poder revelado e restaurado em nosso corpo, a serpente expressa pelo terceiro-olho dos iniciados egípicios.
Para tal Osíris – o homem - e Ísis – a mulher - devem celebrar o casamento mágico e alquímico.
obs: texto em construção - F.A.
in pistas do caminho http://pistasdocaminho.blogspot.com/
*
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Ó Tot, que falta fazer às crianças de NUT
A FESTA DA HUMILHAÇÃO DA MULHER...

LARA LOGAN - JORNALISTA...
A correspondente da rede CBS, Lara Logan, foi espancada e abusada sexualmente por uma multidão enquanto cobria a comemoração na Praça Tahrir, no Cairo, no dia em que Hosni Mubarak renunciou, informou a emissora nesta terça-feira.
Lara, sul-africana de 39 anos e há vários anos correspondente de guerra, voltou para os Estados Unidos em seguida e se recupera num hospital. Ela foi uma das dezenas de jornalistas que sofreram algum tipo de violência durante as três semanas de protestos no Egito.
Em nota, a CBS News informou em que a repórter estava cobrindo a crise para o programa "60 Minutes" em 11 de fevereiro quando ela e sua equipe foram cercados por mais de 200 pessoas.
"No tumulto, ela foi separada de sua equipe. Foi cercada e sofreu um ataque brutal e sexual, além de ser espancada, antes de ser salva por um grupo de
mulheres e cerca de 20 soldados egípcios", afirmou a CBS.
IN O GLOBO
Palavras ditas por Osiris:
Ó Tot, que falta fazer às crianças de NUT ? Elas fomentaram a guerra, suscitaram querelas, causaram desordem, fomentaram a rebelião, massacraram, procederam a prisões, em suma, abateram o que era grande, em tudo o que criei. Demonstra a tua força, Tot, diz Atum.
- Tu não deves tolerar o erro, não deves sofrê-lo! Encurta os seus dias, retira os seus meses, porque eles secretamente destruiram tudo o que tu criaste!
- Eu estou de posse da tua paleta, ó Tot, e eu trago-te o tinteiro. Eu não estou entre estes fazedores de secreta destruição; é por isso que não me destruirá, uma morte rápida não terá poder sobre mim.
In O LIVRO DOS MORTOS DO ANTIGO EGIPTO

LARA LOGAN - JORNALISTA...
A correspondente da rede CBS, Lara Logan, foi espancada e abusada sexualmente por uma multidão enquanto cobria a comemoração na Praça Tahrir, no Cairo, no dia em que Hosni Mubarak renunciou, informou a emissora nesta terça-feira.
Lara, sul-africana de 39 anos e há vários anos correspondente de guerra, voltou para os Estados Unidos em seguida e se recupera num hospital. Ela foi uma das dezenas de jornalistas que sofreram algum tipo de violência durante as três semanas de protestos no Egito.
Em nota, a CBS News informou em que a repórter estava cobrindo a crise para o programa "60 Minutes" em 11 de fevereiro quando ela e sua equipe foram cercados por mais de 200 pessoas.
"No tumulto, ela foi separada de sua equipe. Foi cercada e sofreu um ataque brutal e sexual, além de ser espancada, antes de ser salva por um grupo de
mulheres e cerca de 20 soldados egípcios", afirmou a CBS.
IN O GLOBO
Palavras ditas por Osiris:
Ó Tot, que falta fazer às crianças de NUT ? Elas fomentaram a guerra, suscitaram querelas, causaram desordem, fomentaram a rebelião, massacraram, procederam a prisões, em suma, abateram o que era grande, em tudo o que criei. Demonstra a tua força, Tot, diz Atum.
- Tu não deves tolerar o erro, não deves sofrê-lo! Encurta os seus dias, retira os seus meses, porque eles secretamente destruiram tudo o que tu criaste!
- Eu estou de posse da tua paleta, ó Tot, e eu trago-te o tinteiro. Eu não estou entre estes fazedores de secreta destruição; é por isso que não me destruirá, uma morte rápida não terá poder sobre mim.
In O LIVRO DOS MORTOS DO ANTIGO EGIPTO
sábado, janeiro 29, 2011
Thot do Egito

Quem é Thot?
Hieróglifos que significam textos sagrados. São traçados em papiro, supostamente o primeiro papel do mundo. A pessoa retratada aqui é um homem chamado Thot, nome pronunciado com um "o" longo. Certas pessoas dizem "Thawth," mas ele diz que seu nome é Thot.
Os hieróglifos mostram sua cabeça na forma de um pássaro chamado íbis. Dessa forma, sempre que virem este sujeito de ombros bastante largos e cabeça estranha, trata-se de um hieróglifo retratando este ser específico chamado Thot. Ele está segurando hastes de papiro porque foi quem introduziu a escrita no mundo. A introdução de escrita foi um acontecimento importantíssimo — possivelmente o ato de maior alcance já ocorrido neste planeta neste ciclo. Provocou mais mudanças em nossa evolução e consciência do que qualquer outro ato isolado ao longo de nossa história conhecida. Vamos nos aprofundar mais nesse assunto depois.
Thot, em algumas ilustrações, está segurando na mão esquerda algo chamado ankh, símbolo da vida eterna. O ankh é um símbolo extremamente significativo nos seminários da Flor da Vida, da mesma forma que foi um dos símbolos básicos em tempos egípcios. Existe um campo electromagnético de energia circundando nossos corpos, e a recordação desse campo, segundo o ponto de vista egípcio, é o início de nosso retorno à casa rumo à vida eterna e à verdadeira liberdade, sendo o ankh uma chave básica.
Algumas ilustrações que mostram Thot segurando uma caneta e escrevendo. Trata-se de um ato revolucionário que jamais fora tentado neste ciclo. De acordo com a versão convencional da história, este ato deu-se no Egito durante a época de Saqqara, mas tenho minhas dúvidas a esse respeito. Dru acredita que ocorreu aproximadamente 500 anos antes. Saqqara foi a primeira dinastia, cerca de 3.300 a.C. Nos seminários, aprofundamo-nos mais nas questões de como e por que há pirâmides mais antigas que Saqqara e explicamos sua importância.
Este homem, Thot do Egito, aparece praticamente no começo da Atlântida, 52 mil anos atrás, ele descobriu como permanecer consciente num corpo o tempo todo, sem morrer, permanecendo em seu corpo original durante 52 mil anos, até 1991, quando passou a uma nova forma de ser muito além de nossa compreensão. Viveu durante a maior parte do período da Atlântida, chegando mesmo a se tornar rei da Atlântida durante um período de 16 mil anos. Naquele tempo, ele era chamado Chiquetet Arlich Vomalites. Seu nome era, na verdade, Arlich Vomalites, sendo Chiquetet um título que significava o que busca sabedoria, pois ele realmente desejava ser o que era sabedoria.
Quando a Atlântida afundou, Arlich Vomalites e outros seres avançados tiveram de esperar cerca de seis mil anos para conseguir começar a restabelecer a civilização. Quando o Egito começou a ganhar vida, ele deu um passo à frente e chamou a si mesmo Thot, mantendo esse nome durante toda a época do Egito. Quando o Egito morreu, foi Thot quem deu início à cultura importante seguinte, a da Grécia. Nosso livros dizem que Pitágoras foi o pai da Grécia, e que foi a partir e por intermédio da escola pitagórica que a Grécia se desenvolveu, e que nossa atual civilização emergiu da Grécia. E Pitágoras diz em seus próprios escritos que Thot o pegou pela mão, conduziu-o aos subterrâneos da Grande Pirâmide e lhe ensinou toda a geometria e a natureza da Realidade. Quando a Grécia nasceu por intermédio de Pitágoras, Thot então entrou nessa cultura no mesmo corpo que tinha na época da Atlântida, chamando a si mesmo Hermes. Esclarecendo, Arlich Vomalies, Thot e Hermes são a mesma pessoa.
(...)
DRUNVALO MELCHIZEDEK
A esfinge

A Esfinge é a maior escultura do planeta.
Não foi feita por bárbaros cabeludos. Foi feita por uma cultura muito sofisticada. E não foi feita por um povo por nós conhecido aqui da Terra. De um ponto de vista científico, essa é a primeira evidência concreta a ser aceita sobre a verdadeira idade de civilização. Houve muitas outras evidências, mas eles apenas ficavam escondendo-as. Essas informações sobre a Esfinge provocaram uma fissura em nossa compreensão de nossa visão do mundo. Isso aconteceu por volta de 1990, e a fissura está aumentando agora. Temos agora a evidência aceita de que definitivamente já devia haver na Terra alguém altamente civilizado há dez mil anos. Vocês podem observar como isso vai alterar por completo nossa visão de quem pensamos que somos.
Drunvalo Mechizedek
sexta-feira, dezembro 17, 2010
O OLHAR DE AMOR

O OLHAR DE VIDA, A SEDE DA ALMA
“NA poesia dos sumérios, a expressão “olhar de vida” é usada às vezes para sugerir alguém que, cheio de amor, fita outra pessoa e transmite vitalidade com o olhar.
O empenho em descrever a força dos olhos lembra imagens primitivas da Deusa Olho, e a Deusa sob a forma de Olho (Udjad) no Egipto, bem como a importância vital dos olhos da mãe para o bebé de colo. A primeira coisa que as crianças colocam no rosto, quando começam a desenhar a figura humana são os olhos. Na escultura suméria e babilónica, os olhos dos deuses e dos fiéis são aumentados e transformados praticamente em discos hipnóticos que nos fixam, para transmitir a sua potência hierática de sede da alma.”
“NA poesia dos sumérios, a expressão “olhar de vida” é usada às vezes para sugerir alguém que, cheio de amor, fita outra pessoa e transmite vitalidade com o olhar.
O empenho em descrever a força dos olhos lembra imagens primitivas da Deusa Olho, e a Deusa sob a forma de Olho (Udjad) no Egipto, bem como a importância vital dos olhos da mãe para o bebé de colo. A primeira coisa que as crianças colocam no rosto, quando começam a desenhar a figura humana são os olhos. Na escultura suméria e babilónica, os olhos dos deuses e dos fiéis são aumentados e transformados praticamente em discos hipnóticos que nos fixam, para transmitir a sua potência hierática de sede da alma.”
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terça-feira, dezembro 07, 2010
Os gatos no Egipto

O gato é um viajante do tempo do antigo Egito.
Retorna sempre que a feitiçaria ou o estilo estão na moda.
Uma das mais incompreendidas características da vida egípcia é a veneração dos gatos, cujos corpos mumificados têm sido encontrados aos milhares. Minha teoria é que o gato foi o modelo da singular síntese de princípios do Egito. O gato moderno, o último animal domesticado pelo homem, descende do Felis lybica, um gato selvagem do Norte da África. Os gatos são errantes e misteriosas criaturas da noite. Crueldade e brincadeira são a mesma coisa para eles. Vivem do e para o medo, treinando assustar-se e assustar os humanos com súbitas correrias e emboscadas. Os gatos habitam o oculto, isto é, o “escondido”. Na Idade Média, eram caçados e mortos por suas ligações com as bruxas. Injusto? Mas o gato realmente está ligado à natureza ctônica*, mortal inimiga do cristianismo.
O gato preto do Dia das Bruxas é a sombra que ficou da noite arcaica. Dormindo até vinte de cada 24 horas, os gatos reconstroem e habitam o primitivo mundo noturno. O gato é telepata – ou pelo menos acha que é. Muitas pessoas se amedrontam com seu olhar frio. Comparados com os cães, servilmente ávidos por agradar, os gatos são autocratas de evidente interesse próprio. São ao mesmo tempo amorais e imorais, violando regras conscientemente. Seu “mau” olhar nessas horas não é nenhuma projeção humana: o gato talvez seja o único animal que saboreia o perverso ou reflete a respeito. Assim, o gato é um adepto dos mistérios ctônicos. Mas tem uma dualidade hierática. Tem olhar intensivo. O gato fundo o olho de Górgona do apetite com o distanciado olho apolíneo da contemplação. Valoriza a invisibilidade, imaginando-se comicamente indetectável quando atravessa um gramado com passo malandro. Mas também adora ver e e ser visto; é um espectador do drama da vida, divertido, condescendente. É um narcisista, sempre ajeitando a própria aparência. Quando está assanhado, seu ânimo cai. Os gatos têm um senso de composição pictórica: colocam-se simetricamente em cadeiras, tapetes, até mesmo numa folha de papel no chão. Aderem a uma métrica apolínea de espaço matemático. Altivos, solitários, precisos, são árbitros da elegância – esse princípio que considero nativamente egípcio.
(...)
Assim, a veneração dos egípcios pelos gatos não era nem tola nem infantil. Por meio do gato, o Egito definiu e refinou sua complexa estética. O gato era o símbolo daquela fusão de ctônio e apolíneo que nenhuma outra cultura conseguiu. A linha pagã de olho intenso do Ocidente começa no Egito, como acontece com a dura persona da arte e da política. Os gatos são exemplares de ambos. O crocodilo, também cultuado no Egito, assemelha-se ao gato em sua passagem diária entre dois reinos: movendo-se entre água e terra, o rugoso crocodilo é o ego blindado do ocidente, sinistro, hostil e sempre em guarda. O gato é um viajante do tempo do antigo Egito. Retorna sempre que a feitiçaria ou o estilo estão na moda. No esteticismo decadente de Poe e Baudelaire, ele readquire seu prestígio e magnitude de esfinge. Com seu gosto pelo ritual e o espetáculo sangrento, conspiração e exibicionismo, é pura pompa pagã. Unindo primitivismo noturno a elegância de linha apolínea, tornou-se o paradigma vivo da sensibilidade egípcia. O gato, fixando sua rápida energia predatória em poses de stasis apolínea, foi o primeiro a encenar o imobilizado momento de quietude conceitual que é a grande arte.
(...)
Camila Paglia
* ctónico: relativo a ctonos a deusa terra. Segundo a autora, o culto de dioniso, relativamente recente na grécia antiga, vem ocupar o lugar que antes era dedicado a essa deusa.
Camilla Paglia adota a expressão para designar o que nietzsche chama de dionisíaco.
in Personas Sexuais de Camille Paglia.
Companhia das letras, 1994
sexta-feira, novembro 05, 2010
O NOSSO DUPLO
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"Tuas intenções são excelentes, mas a tua alma não se decidirá jamais a divulgar a verdade, por causa da diversidade das opiniões e das misérias do orgulho”
(Krates)
******
Quando escrevo é quase sempre para mim mesma, para me reflectir no papel e poder ver-me ou sentir-me mais profundamente. Sempre escrevi como forma de interiorização, mas inconscientemente, pensei sempre, que havia alguma luz que me vinha de onde não sabia, mas, ao mesmo tempo, como se alguém também estivesse por detrás do meu ombro a soprar-me e a escutar-me simultaneamente. Lembro-me de escrever ainda adolescente os meus diários, com a viva sensação de haver alguém para quem eu escrevia e que eu desconhecia ainda e esperava a revelação. Não sei se era a falta de um interlocutor se a intuição de haver um “duplo”.
******
Quando escrevo é quase sempre para mim mesma, para me reflectir no papel e poder ver-me ou sentir-me mais profundamente. Sempre escrevi como forma de interiorização, mas inconscientemente, pensei sempre, que havia alguma luz que me vinha de onde não sabia, mas, ao mesmo tempo, como se alguém também estivesse por detrás do meu ombro a soprar-me e a escutar-me simultaneamente. Lembro-me de escrever ainda adolescente os meus diários, com a viva sensação de haver alguém para quem eu escrevia e que eu desconhecia ainda e esperava a revelação. Não sei se era a falta de um interlocutor se a intuição de haver um “duplo”.
As pessoas normalmente falam para Deus ou para uma parte luminosa do seu ser. Qualquer criatura por mais embutida que seja tem disso uma clara ou vaga percepção. A oração é isso. A evocação do sagrado em nós recorrendo a uma imagem ou arquétipo que é activado pelo transporte – necessidade individual de atingir essa Parte de nós supostamente inatingível. As experiências místicas situam-se mais ou menos nesses estados que nos transcendem e são respostas ao nosso fervor e sinceridade. Daí que todas as fés e credos accionem as mesmas e idênticas experiências místicas. Tudo depende da projecção que se faz ou a ideia que se tem de um deus ou algo que nos transcenda. Ao longo dos anos eu mudei de perspectiva de “Deus”. E fiquei entre pagã e agnóstica o que não é inconciliável... Mas presentemente a noção ou experiência que mais me faz sentido é sem dúvida a ideia do DUPLO, designado por kA, segundo os egípcios. O meu duplo será, pois, o meu verdadeiro ser interior e que eu desde criança pressenti que me acompanhava e que se calhar é o que o vulgo chama de anjo da guarda...
Isto não é tão simples assim, mas o kA é o nosso ser eterno e que nos assiste e a quem devemos a continuidade do nosso ser. É alias muito difícil reter esta ideia para quem se identifica exclusivamente com o seu corpo mental ou físico e sem nenhuma ideia do Espírito que não seja em abstracto, algo fora do corpo e além, no Céu, como Deus, por exemplo, mas o espírito está tanto em nós, alma, como no nosso corpo, só que o nosso intelecto não o abrange! O Espírito tem a consciência toda e nós temos como finalidade evoluir até essa totalidade e à medida que evoluímos e tomamos consciência do nosso Espírito através da nossa alma, nós somos mais Deus. Para isso é preciso unir os dois lados de nós: feminino e masculino. Unir todos os opostos. Antes disso, porém, tem a Mulher de ser inteira e dela fazer nascer um novo homem.
« O MON COEUR DE MA MERE TU EST LE KA DE MES TRANSFORMATIONS »
“(...)
« O MON COEUR DE MA MERE TU EST LE KA DE MES TRANSFORMATIONS »
“(...)
O “eu” é o portador do nome que assiste, impotente, ao julgamento do seu coração. O Nome é o verbo aparente da personalidade humana terrestre; ele devia ser a expressão do seu Ka e da sua natureza, se ele estivesse correctamente atribuído. Ele é sempre a fórmula mágica que conserva a sua imagem na memória dos seres.
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.
- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.
Se o homem não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá realizar."
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.
- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.
Se o homem não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá realizar."
In HER-BAK “Discípulo”, de Schwaller de Lubicz
A alma tem de se ligar ao Espírito, não só através da oração (o Nome verdadeiro), como dessa consciência recíproca.
*****
E, eternos viajantes sem ideal
Salvo nunca parar, dentro de nós,
Consigamos a viagem sempre nada
Outros eternamente, e sempre sós;
Nossa própria viagem é viagem e estrada.
A alma tem de se ligar ao Espírito, não só através da oração (o Nome verdadeiro), como dessa consciência recíproca.
*****
E, eternos viajantes sem ideal
Salvo nunca parar, dentro de nós,
Consigamos a viagem sempre nada
Outros eternamente, e sempre sós;
Nossa própria viagem é viagem e estrada.
FERNANDO PESSOA
quinta-feira, novembro 04, 2010
Às dançarinas do antigo Egipto... e às que o acordam agora...

Às parelhas das carruagens do Faraó
eu te comparo, minha amada.
Graciosas são tuas faces entre os brincos,
e teu pescoço entre colares.
Faremos para ti brincos de ouro
com filigranas de prata.
(…)
Como és formosa, minha amada!
como és formosa,
com teus olhos de pomba,
na transparência do véu!
* In Cântico dos Cânticos…
quarta-feira, novembro 03, 2010
quinta-feira, outubro 28, 2010
Os mistérios sagrados do Egipto

“Eis que meus dois olhos possuem toda sua força de outrora e com minhas duas orelhas eu ouço as harmonias da Ordem divina.
Como Rá, eu navego no Oceano celeste.
Na verdade, eu não repetirei jamais o que eu ouvi; eu não contarei a ninguém o que eu vi nos lugares dos Mistérios...
Eis que me saúdam com gritos de alegria e eu percorro triunfante o Oceano celeste...!”
Como Rá, eu navego no Oceano celeste.
Na verdade, eu não repetirei jamais o que eu ouvi; eu não contarei a ninguém o que eu vi nos lugares dos Mistérios...
Eis que me saúdam com gritos de alegria e eu percorro triunfante o Oceano celeste...!”
Livro Sagrado dos Mortos Egípcio
Cântico de louvor a Hathor
Tenho muita dificuldade em encontrar textos sobre o Egipto antigo e o seu espírito unificador que tanto amo...por essa razão tão poucas vezes aqui venho. No entanto está página é para mim preciosa. Por isso lembrei-me de vos pedir, se encontrarem algum texto solto, história ou poema que evoque esse Espírito vivo do Egipto, que me enviem...ficaria muito grata e seriamos todas/os a beneficiados...
rlp

Cântico de louvor a Hathor
Glória a ti, Hathor de belas formas, ouro dos deuses que floresce nas acácias!
Senhora do Céu, flor de mandrágora, feita de gaze e sândalo!
Deusa do Amor, mulher jovem, amável dona dos cetros, do colar mágico e do sistrum!
A de ancas de linho fino que guardam o sêmen de Rá: a Alma Universal!
Ó grande Senhora do Reino do Ponto: pátria dos perfumes!
Dama dos sicômoros, guardiã do vento norte!
Deusa da Música e da Dança que se alimenta de cânticos!
Senhora do Ocidente, a de seios copiosos,
e olhos como turquesas encastoados em prata!
Ó Hathor, bem amada de Hórus, o Falcão!
Deusa Universal dos Cornos de Ouro que sustentam o Disco Solar!
Tu, que atendeste nossas preces,
celebra conosco este belo dia
na praia oriental do céu!
*
Extraído do livro de Chiang Sing
'Nefertiti e os Mistérios Sagrados do Egito'
rlp

Cântico de louvor a Hathor
Glória a ti, Hathor de belas formas, ouro dos deuses que floresce nas acácias!
Senhora do Céu, flor de mandrágora, feita de gaze e sândalo!
Deusa do Amor, mulher jovem, amável dona dos cetros, do colar mágico e do sistrum!
A de ancas de linho fino que guardam o sêmen de Rá: a Alma Universal!
Ó grande Senhora do Reino do Ponto: pátria dos perfumes!
Dama dos sicômoros, guardiã do vento norte!
Deusa da Música e da Dança que se alimenta de cânticos!
Senhora do Ocidente, a de seios copiosos,
e olhos como turquesas encastoados em prata!
Ó Hathor, bem amada de Hórus, o Falcão!
Deusa Universal dos Cornos de Ouro que sustentam o Disco Solar!
Tu, que atendeste nossas preces,
celebra conosco este belo dia
na praia oriental do céu!
*
Extraído do livro de Chiang Sing
'Nefertiti e os Mistérios Sagrados do Egito'
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