sábado, outubro 24, 2015

O KA

A transformação física

"A Transformação ou deificação do corpo físico é um tema evidente na tradição esotérica egípcia. É evidente a partir da ciência dos antigos egípcios e das suas práticas religiosas. O objetivo era a transformação das características físicas que se tornariam as forças eternas, metafísicas ou  transcendentes. Esta transformação resultaram na possibilidade de utilização de um corpo superior e mais fino. É um processo que foi aludido em muitas antigas religiões de mistério, mas que nunca foi tão claramente formulado como escrituras sagradas do Egito.
As pessoas poderiam ser elevadas a uma  expressão superior da sua existência. Os mesmos poderim  ser deuses.

Axioma hermético diz:

"o que  está em  acima, é igual ao que em baixo.
Assim como está no grande está no muito pequeno.
Tal está como no interior, e portanto, também no exterior ".


Estas forças não foram, portanto, restritas a deuses. Ra a energia solar é transferida por exemplo diariamente para toda a vida, como proclamado neste sol-mantra:

"Eu estou convosco todos os dias,
de tal modo que todas as partes do vosso corpo
possam ser renovadas por minha luz ".


Este conhecimento das possibilidades de transformação não foi reservado para o sacerdócio e a consagração. Fora do templo eram deuses transformando forças conhecidas e reconhecidas, e os egípcios comuns tentavam contatá-los através de invocações e cerimônias. Apelavam a  ISIS, porque  sabiam  que o seu poder era mágico e  revogada as influências destrutivas, enquanto Sakhmet possuía a capacidade de remover a doença. E os túmulos foram a mais poderosa força de transformação que poderia acumular a uma força que a alma poderia usar continuamente na vida após a morte."

que entres em minha casa com respeito

 


Só te peço que entres em minha casa com respeito. Para te servir não necessito da tua devoção mas sim da tua sinceridade. Nem das tuas crenças, se não da tua sede de conhecimento. Entra com os teus vícios, os teus medos e os teus ódios, desde os maiores aos mais pequenos. Posso ajudar-te a dissolve-los. Podes olhar-me e amar-me como fêmea, como mãe, como filha, como irmã, como amiga, mas nunca me olhes como uma autoridade a cima de ti mesmo. Se a devoção a um deus qualquer é maior que a que tens por Deus que há DENTRO de TI, o ofendes a ambos e ofendes ao UM.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Akhenaton – o Faraó Monoteísta



 Evolução Histórica do Egito

Por volta de 5000 antes de Cristo os povos do Egito viviam ao longo do vale do Nilo, organizados em pequenos agrupamentos chamados nomos, cada qual com seu chefe. Os nomos do Norte e os nomos do Sul acabaram formando dois reinos rivais entre si, o do Alto Nilo (vale) e o do Baixo Nilo (delta)....

Cerca de 3000 antes de Cristo esses dois reinos foram unificados por um príncipe do Alto Egito, Ménes, intitulado Faraó, tornando-se a suprema autoridade do país, rei e deus ao mesmo tempo.
A partir de Ménes a história do Egito se desenrolou cobrindo aproximadamente 3000 anos, dividida segundo as várias dinastias de reis, em três períodos conhecidos por Antigo Império, Médio Império e Novo Império.
Antigo Império – de 2800 a 2200 antes de Cristo, da I a VI dinastias: teve por capital Mênfis na abertura do delta. Nesse período os egípcios apenas transpuseram suas fronteiras em busca de matérias-primas que não possuíam, como ouro (Núbia), cobre (Sinai), madeira de cedro (Líbano). O Antigo Império terminou em consequencia do rompimento da unidade política, causado pelo enfraquecimento da autoridade do Faraó, por lutas entre vários nomos em disputa de poder, por agitações internas.
Segui-se um período intermediário que durou cerca de 150 anos (da VII a X dinastias).

Médio Império – de 2050 a 1750 antes de Cristo, da XI a XII dinastias: príncipes do Alto Egito restauraram a unidade política do Império, transformando Tebas em capital do país e dando ao mesmo uma administração sólida e grande prosperidade. O Médio Império se dissolveu em conseqüência de novas agitações políticas internas que enfraqueceram o país, permitindo fosse invadido pelos Hicsos, povo semita, nômade de origem asiática. Dominaram facilmente a região do delta, graças ao seu poderio militar, possuindo armas muito eficientes e carros de combate puxados a cavalo. Com a ocupação do Baixo Egito pelos Hicsos começou o segundo período intermediário, que durou aproximadamente 150 anos (da XIII a XVII dinastias).

Novo Império – de 1580 a 1090 antes de Cristo, da XVIII à XX dinastias: mais uma vez príncipes do Tebas, no Alto Egito, restabeleceram a unidade do império. Os Hicsos foram expulsos e os egípcios, sob Tutmósis III e Ramsés II, expandiram-se territorialmente, assegurando com isso ao país uma fase de extraordinária riqueza e prosperidade. Todavia novas agitações internas e novas ondas de povos invasores provocaram o declínio do Império Egípcio, que entrou em decadência e foi conquistado pelos Assírios (670 antes de Cristo). Após breve reerguimento – Renascença Saíta – sob os príncipes da cidade de Saís, que expulsaram os Assírios, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos Persas (525 antes de Cristo), pelos Gregos (332 antes de Cristo) e pelos Romanos (30 antes de Cristo).

Faraó

O Faraó para seus súditos era filho de deuses e deus ele próprio. Tinha poder absoluto, dispensava justiça, era o administrador supremo do país. Com a ajuda de funcionários por ele escolhidos, zelava pela unidade e pela defesa do Império.
Sacerdotes
Formavam a camada mais culta do país; encarregavam-se das cerimônias religiosas e da transmissão da cultura; constituíram uma classe extremamente poderosa e rica, sobretudo durante o Novo Império, quando os templos receberam grandes extensões de terras e parte das riquezas conquistadas a outros povos.
Religião
Os egípcios eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, alguns representados por cabeças de animais. Cada cidade tinha seus deuses particulares e, quando se tornava capital do Império, esses deuses passavam a ser adorados em todo o Egito.
No Antigo Império adorou-se Rá, Deus sol, e seus descendentes Osíris, Deus da morte, com a sua esposa Ísis e seu filho Hórus. Os Faraós intitulavam-se filhos de Rá. Durante o Médio e o Novo Império adorou-se Amon, protetor da cidade de Tebas, que passou a chamar-se Amon-Rá.

Akhenaton

Voltemos à 18ª dinastia. O Faraó Amenófis III morrera e seu filho adolescente conquistava o poder do Egito. Em pouco tempo elevou Aton, o deus-sol, como o supremo deus criador.
Ele e sua célebre rainha, Nefertiti, investiram contra a arraigada estrutura religiosa do Egito. Esses soberanos, conhecidos como “Faraós do Sol”, desencadearam uma revolução religiosa sem cuidar da continuidade e expôs o Império egípcio à ameaças militares externas.
Desconsideraram antigos deuses venerados por sacerdotes poderosos, deixando-os tão furiosos que ajudaram os Faraós posteriores a destruir as estatuas e os templos de Aton.
Desse modo, Amenófis IV mudou seu nome para “Akhenaton – o que bem serve a Aton”, e elevou Aton acima de todos os outros deuses do panteão egípcio – até mesmo acima de Amon, que por centenas de anos prevalecera em Tebas como deus soberano. E o Faraó também abandonava Tebas para construir uma nova capital. Em 1348 antes de Cristo, as margens do Nilo, esse Faraó ergueu Akhetaton “origem de Aton” uma belíssima cidade para “Aton, seu único deus”, hoje conhecida como Amarna.
Akhenaton, Nefertiti e o Faraó-menino Tutankhamon tiveram um reinado breve. Governaram apenas 17 anos e pouco tempo depois da morte de Akhenaton, em 1336 antes de cristo, a velha ortodoxia estava restaurada e os inimigos deles rapidamente despedaçaram suas estátuas, demoliram seus templos e trataram de apagar dos registros históricos do Egito, tudo o que testemunhassem a sua existência.
Segundo Rita Freed, egiptóloga do Boston Museum of Fine Arts, “poderíamos compará-lo ao líder de uma seita religiosa. Os especialistas continuam a debater sobre a possibilidade de ele ter sido o primeiro líder monoteísta do mundo. Akhenaton insistia em um deus supremo, um criador onipotente que se manifestava à luz do Sol. Mais: via a si mesmo e a Nefertiti como extensões desse deus e, portanto, também dignos de veneração”.
Na verdade, esse pensamento de endeusamento havia começado com seu pai, Amenofis III, que reinou por 37 anos numa era de esplendor. Usou ele a riqueza do império para construir um conjunto de monumentos sem precedentes em Karnack e Luxor, centros religiosos do deus Amon, o patrono de Tebas. Depois que essa cidade recuperou o controle do Egito, por volta de 1520 antes de Cristo, Amon tornou-se cada vez mais venerado. Seu nome significa “oculto” e, no seu templo em Karnack, sacerdotes cultuavam sua estátua. Amon logo se fundiu ao antigo deus-sol Rá, tornando-se Amon-Rá. Em seu reinado, Amenófis III, já havia determinado que ele não só era o filho de Amon, mas também a encarnação de Rá. Começou então a erigir monumentos à sua própria divindade, incluindo um vasto templo funerário, que contemplava Tebas da margem oposta do Nilo.
Talvez, espelhando-se em seu pai, Akhenaton revolucionou a religião antiga. Por um breve período, os egípcios acreditaram que o deus-sol voltara à Terra na forma da família real. Houve um entusiasmo coletivo que se torna tangível na arte e na arquitetura. Todo o país celebrou aquela volta. Foi um dos períodos mais admiráveis da historia egípcia.

Ninguém sabe ao certo ate onde ia a popularidade de Akhenaton. Para alguns estudiosos, Akhenaton pode ter sido um visionário, um profeta cuja modalidade de monoteísmo de alguma forma inspirou Moisés, que viveu um século mais tarde.
Seja pela fé, seja pela força, Akhenaton revolucionou Tebas em seus quatro primeiros anos de reinado, mandando construir quatro novos templos para Aton em Karnack. Como necessitava de rapidez para construir esses edifícios seus engenheiros recorreram a uma nova técnica de construção. Como os templos de Aton não tinham teto, as paredes podiam ser menos resistentes. Por isso, em vez de grandes blocos de pedras, cortavam pequenos blocos de pedras que podiam ser carregados por uma única pessoa, os famosos “talatat” (de talata – em árabe significa três palmos).
Tutankhamon assumiu o poder cerca de quatro anos após a morte de Akhenaton. A maioria dos especialistas imaginam que ele estava com dez anos de idade na época.
Com a morte de Akhenaton, os Faros posteriores expandiram os templos, resgatando a soberania dos antigos deuses.
Conclusão
Akhenaton fracassou ao tentar mudar para sempre a religião egípcia. Mas êxitos menores lhe proporcionaram a imortalidade que reivindicou em vida. Promoveu um vibrante movimento artístico que gerou quadros realistas da vida cotidiana na época. Seus engenheiros criaram blocos de construção que se tornaram materiais úteis para estruturas posteriores, permitindo que as narrativas neles inscritas sobrevivessem por milênios. E, hoje, Amarna, sua capital abandonada, é o único local onde visitantes podem caminhar pelas ruas de uma antiga cidade egípcia.

Texto: Revista Universo Maçônico
9 de Junho de 2010

Veja o excelente documentário feito pelo History Channel:

Link YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=axIH36Obrwo
via O Sol Negro - Livro

domingo, junho 08, 2014

AS SERPENTES



A lua pareceu querer concentrar a sua claridade sobre aquele lugar desértico. Graças a ela, Clara viu-as. Serpentes

Dezenas de serpentes de tamanhos e cores variadas. Uma vermelha com o ventre branco, outra vermelha com olhos amarelos, a branca com cauda grossa, uma branca de dorso salpicado de manchas vermelhas, uma negra de ventre claro, uma víbora sopradora, outra que parecia ter um caule de lótus desenhado na cabeça, uma víbora de cornos e cobras prontas a atacar.
Morta de medo, Clara não fugiu. Se a Mulher Sábia a tinha trazido ali, não era para lhe fazer mal.
Clara fixou os répteis um após outro, enquanto eles iniciavam uma espécie de ronda em volta dela. Nos seus pequenos olhos vigilantes, não detectou qualquer hostilidade.

 A cabeleira da Mulher Sábia brilhava na noite. Quando estendeu os braços para o solo, num gesto de apaziguamento, os répteis deslizaram para debaixo da pedra redonda.
- Não terás melhores aliadas - disse ela a Clara. - Não mentem, não fazem batota e trazem em si o veneno que te servirá para preparar remédios contra as doenças. Comigo, na montanha, aprenderás a falar com elas e a chamá-las em caso de necessidade. As serpentes são as filhas da terra, conhecem as energias que a atravessam porque estavam presentes quando os deuses primordiais a formaram. Far-te-ão compreender que o medo é uma etapa necessária e que um mal se pode transformar em bem. Aceitas o dom das serpentes?

Clara pegou no pau que lhe estendia a Mulher Sábia. Quando este se transformou numa longa serpente dourada cuja boca parecia sorrir, a jovem não a largou.

  - Em A Pedra de Luz - Vol. 1 de Christian Jacques

terça-feira, agosto 20, 2013

não tenho religião...




-" Não tenho religião nem pertenço a qualquer seita ou colégio de magos. Meus
pilares místicos eu os tirei da Terra dos Deuses e da Terra dos Homens, pois
muito se machucará quem não haurir concomitantemente forças e conhecimentos
dessas duas fontes. Não faço escola nem quero discípulos. Tudo que digo ou
escrevo é fruto de minha experiência pessoal e ninguém deve sentir-se obrigado a
seguir minhas idéias. Sou um livre pensador. Adotei o apelido de sheik porque
sou, como todos, um beduíno da vida, mas não um vagabundo das areias. Tanto
encontrei oásis maravilhosos em minha peregrinação como fui vítima das mais
enganosas miragens. Em ambas as circunstâncias aprendi lições valiosas que
procuro passar a meus companheiros de jornada. Fiz do AMOR, depois de conhecer
o desespero do ateísmo, a minha pedra angular e, assim fazendo, atingi a Sagrada
Compreensão que reconhece em todo os credos uma forma de caminhar sob medida
para a fusão com Brahma.

"Vivemos num planeta de provas e, como alunos, tudo devemos fazer para passar de
ano. Cada um conseguirá, algum dia, libertar-se de seus apegos e ilusões. Isso
demanda tempo e muitas vidas de aprendizado. Ninguém deve ter pressa, porque o
amadurecimento espiritual, imitando a Natureza, não dá saltos. Tudo virá no seu
devido tempo, porque os relógios jamais marcarão meio-dia antes que o sol nasça
de novo e os ponteiros sigam o seu percurso rotineiro. Cada fato da vida, doce
ou amargo, é um retalho precioso, uma experiência única, na colcha de retalhos
da existência em carne. Tudo é válido e tudo é lição, até o corpo estraçalhado
no meio das ferragens de um carro destruído na beira da estrada ou a incômoda
dor de barriga que sucedeu ao nosso excesso gastronômico. A vida é feita de
lágrimas e sorrisos. Nada mudará isto, chame você isto de karma, destino,
praga, azar ou maldição.

(...)

SHEIK AL-KAPARRA



segunda-feira, fevereiro 18, 2013

a magia da imortalidade...



 
"Não há qualquer magia na imortalidade.
No Egito, eu adorava o perfume do lótus. Uma flor floria no lago, à alvorada, enchendo todo o jardim com um almíscar azul tão poderoso que parecia que até os peixes e os patos desfaleceriam. À noite, a flor poderia murchar, mas o perfume perdurava. Mais e mais fraco, mas nunca inteiramente desaparecido. Mesmo muitos dias mais tarde, o lótus permanecia no jardim.
Passavam-se meses, e uma abelha aterrava perto do lugar onde o lótus tinha florido, e a essência dele era mais uma vez libertada, momentânea, mas inegável.
O Egito adorava o lótus, porque este nunca morre. Passa-se o mesmo com as pessoas que são amadas. É assim que algo tão insignificante como um nome (duas sílabas, uma aguda, outra doce) pode invocar os inumeráveis sorrisos e lágrimas, suspiros e sonhos de uma vida humana.
Se te sentares na margem de um rio, verás apenas uma pequena parte da superfície dele. E, no entanto, a água que está perante os teus olhos é prova de incognoscíveis profundidades. O meu coração enche-se de agradecimentos pela bondade que demonstraste para comigo, ao te sentares na margem deste rio, ao visitares os ecos do meu nome. Bênçãos sobre os teus olhos e sobre os teus filhos. Bênçãos sobre o chão que pisas. Onde quer que vás, eu irei contigo."

Anita Diamant
in tenda vermelha 

sábado, fevereiro 09, 2013

ANUKET : AQUELA QUE ABRAÇA.



A MULHER LIVRE:




FIEL AO "ARQUÉTIPO DA DEUSA VIRGEM""A Deusa Anuket está associada à Lua Crescente e a característica da Deusa desta fase é ser virgem. Mas virgem, no sentido de ser essencialmente uma-em-si-mesma. Isto explica o porquê de ser considerada uma Deusa andrógina. Ela não é, portanto, a contraparte feminina de um deus masculino. Ao contrário, ela tem um papel próprio. Ela é a mais Antiga e Eterna, a Mãe do deus Ra e Mãe de todas as coisas.

Da mesma forma, a mulher contemporânea que incorpora o arquétipo de Anuket é "virgem" em sua conotação psicológica. Uma mulher que é dependente do que outras pessoas pensam, que a faz dizer e fazer coisas que realmente não aprova, não é virgem no sentido do termo. A mulher virgem é livre para ser como deseja. Ela é o que é. Mas romper leis convencionais, não pode levá-la ao egocentrismo, pois deste modo a cura se tornaria pior que a doença.

Mas, como pode então a mulher libertar-se de sua orientação egocêntrica? Quando buscar objetivos não-pessoais e relacionar-se corretamente com sua Deusa Interior, terá como resultado a liberação do egotismo e do egoísmo. Ela deixará então de ser vista como uma egoísta, para consolidar uma personalidade de significação mais profunda. Para tanto, deve ser conhecedora dos ensinamentos antigos da Deusa. É entendendo a concepção primitiva das deidades lunares, que eram tanto provedoras da fertilidade, como destruidoras da vida, que poderemos incorporar os princípios femininos das Deusas, nos tornando então, "virgens", uma-em-si-mesmas. "

Rosane Volpatto
 

ANUKET : SIGNNIFICA AQUELA QUE ABRAÇA.
 

sexta-feira, dezembro 21, 2012

NUNCA ESTIVEMOS SEPARADOS...



A Mensagem da Esfinge

Debruço-me hoje sobre as areias da tua alma e deixo por instantes de admirar as infinitas miragens do deserto das vidas. Quero ocupar-me de ti nesta hora de solene intimidade e conversar contigo no silêncio do teu quarto.

Não sou um mito de pedra nem tenho morada nos areais do Egito. Meu monolítico perfil é feito de estrelas e galáxias jamais suspeitadas pela tua mais elaborada fantasia e minha essência impregna o âmago de todos os mistérios conhecidos... e desconhecidos. Existo em todos os recantos do Universo, bem como na mais secreta dobra da tua alma.

Sou o enigma de Deus e, portanto, o teu enigma.

Não devoro nem corpos nem almas. Os beduínos que me contemplam, mas não entendem, é que são devorados por seus próprios erros e ilusões.
Assim, vida após vida, corpo após corpo, nome após nome, eles vagueiam como sombras pelo meu deserto, participando sem saber da infinita encenação do Teatro Universal.
Tal como eles estás errando pelas areias da vida. Vejo que não tens cavalo, camelo ou sandálias.
Existem andrajos por baixo de tuas melhores roupas. Na verdade, estás nu por baixo delas. Percebo em ti uma fome e uma sede infinitas. Há certo cansaço em teu rosto e muitas bolhas em teus pés.

Existe em teus olhos a esperança do próximo oásis e na tua memória a imagem amarga de todas as desilusões que passaram. Noto até mesmo uma certa vontade de desistir…
Tenho ouvido tuas súplicas silenciosas. Sou a grande testemunha de Deus. Tenho acompanhado tuas angústias secretas.
Não sou um assombro de pedra como possas pensar. Tudo em mim se enternece diante dos teus reclamos mais íntimos porque também sou uma imagem do Deus a quem oras, na verdade um Deus bem diferente do que imaginas.
É mentira dizer que as esfinges são monumentos pétreos e famintos que devoram a todos que não resolvem o seu enigma. Eu e todas as minhas irmãs, da Terra e do Universo, sabemos sorrir e chorar.

Na verdade, somos o estribilho da tua dor, o eco das tuas parcas alegrias e uma das notas fundamentais da Canção Universal. Não sou de carne, mas conheço as agruras da carne. Não tenho ossos, mas conheço as aflições da medula.
Estou no teu sorriso e na tua lágrima, no teu sonho realizado e na amargura do teu fracasso. Sou companheira de todos os voos da tua alma. Vivo no silêncio secreto da tua intimidade e conheço todos os teus gemidos mais íntimos. Para mim sempre foste de cristal…
Já ouvi várias vezes a tua história, pois foste tu mesmo que a contaste. Sempre estive mais disposta a ouvir do que a falar.
Sou o teu confessionário secreto e, portanto, a mais fiel das testemunhas de quem realmente és por trás da máscara da personalidade e do teatro do mundo. De mim não precisas esconder nada, pois sei tudo.
Sou dona de teus mais caros segredos, mas os respeito com a dignidade de um confidente silencioso. Afinal, existe mais sabedoria no silêncio do que nas palavras…
Muitos mistérios compõem o meu próprio mistério. Assim quis o Grande Arquiteto que me criou com a Magia dos Quatro Elementos que latejam em teu corpo e no meu.
Em mim trabalham os gnomos, banham-se as ondinas, deslizam os silfos e dançam as salamandras. Procuro despertar-te para o quinto elemento, a silenciosa alavanca que, uma vez dominada, fará com que tenhas poder sobre tudo que te cerca, inclusive o mistério que dorme em mim.
Se me compreenderes e dominares estarás no primeiro patamar da Luz e no solene berço da Magia.
Não estou apenas no deserto ou no pórtico de alguns templos. Estou dentro de ti e sou parte de ti. Represento o Mistério de Deus, mas não sou Deus. Represento o fundamento da Magia, mas não sou a Magia.

Portanto, não deves me adorar nem me tomar pelo que não sou.

Reflete, antes, sobre o que te digo, pois é muito grande a legião de seres que, mesmo me possuindo, ignora completamente por que razão existo e por que motivo aguardo.
És um andarilho como tantos outros que cruzam as areias do deserto da vida. Buscas o mesmo horizonte e padeces das mesmas ânsias.
Todas as tuas lágrimas já foram choradas e teus sonhos hoje são névoas que pairam no silêncio de todos os campos santos.
No enganoso oásis das cidades, sejam elas metrópoles ou povoados, vive-se para o momento e para o lucro fácil. É muito prática e superficial a filosofia dos homens. Irmãos devoram irmãos, maculando a fraternidade cósmica com a nódoa do egoísmo e o feio esgar da ambição.
Nessas cidades os momentos de paz, cada vez mais raros, são meros interlúdios para novas guerras e o dinheiro, transformado em deus de barro, reúne a seus pés uma interminável multidão de súditos.
É aterrador o ritmo da civilização e pungentes os gemidos que se desprendem de casas e edifícios, seja no campo, seja nas cidades.
Preserva o teu lar, mesmo que te sintas sozinho. Preserva o teu jardim interno, porque ninguém poderá substituir as tuas flores.
Constrói um cantinho para ti e respeita-o como se fosse o teu templo secreto. Será em seus braços que poderás, um dia, falar com Deus.
Não o conspurques com presenças discordantes nem permitas que esse pequeno santuário seja vilipendiado pelos superficiais.
Deixa que a luz das estrelas more contigo e que teu interior seja sempre uma campina enluarada. Nada é perfeito sem AMOR. Cultiva-o ainda que te faça sofrer.
Raramente os aliados do AMOR são aceitos sem represálias. Portanto, aceita o sofrimento como um imposto a pagar pelo ato de tão bem querer…

Aprende a interiorizar-te. Se não souberes como, pergunta a quem sabe e já o fez. Todas as respostas que formulas do lado de fora se acham respondidas do lado de dentro. Eu as dou todas.

Mas primeiro precisas dominar-me e compreender o que para tantos ainda é nebuloso ou quase impossível de perceber. Precisas elevar-te uma oitava acima da sensibilidade corrente.

A vibração do homem comum não me alcança. Passam ao largo os distraídos e os mistificados. Desiludem-se os ansiosos. Entendem-me mal os adoradores da matéria. Tu, no entanto, precisas me entender integralmente, caso estejas realmente interessado em evoluir.
Sabias que até a busca do amor humano é uma forma de procurar uma imitação do amor de Deus? Em todos os teus anseios mais secretos repousa a necessidade de pertencer.
Queres possuir alguém e ser possuído por alguém. Queres amar e ser amado com uma perfeição que desafia as imperfeições do mundo. Assim, mesmo sem o sentires, desejas intimamente que o amor buscado e encontrado seja como o amor perfeito do Pai Celestial, um amor infinito, reconfortante, livre de deslizes ou máculas, um amor em que possas confiar de modo pleno e seguro.
Um amor que te faça sentir realizado e livre das preocupações que regem o concerto dos encontros. Como não é exatamente o que sonhavas isso te incomoda, não é mesmo?
Isso te torna preocupado e te faz infeliz. É que talvez ainda não te tenhas apercebido de que os seres humanos são, apenas, aprendizes do amor e que é essa a grande lição ainda não aprendida pela humanidade.
Homem algum é uma ilha, porque mesmo as ilhas desertas têm praias que se abrem aos beijos do mar. Mesmo as ilhas desertas têm florestas que se espreguiçam aos beijos do sol e às carícias da lua.

Até mesmo as pedras se deixam envolver pela fúria amorosa do oceano e aceitam com ternura o amor dos moluscos. Todo homem, para ser realmente homem, tem de dar-se por inteiro a quem lhe queira tomar por inteiro.
Mas a solução do pertencer não se encontra oculta por trás das últimas estrelas, nem ao redor do disco cintilante dos milhares de sóis anônimos que pairam no universo.
O pertencer é, antes de tudo, a disposição de não sermos apenas de nós mesmos, mas de alguém especial ou de toda a humanidade. O melhor nos seres humanos clama por amor, porque o amor realiza a divina alquimia que transmuta o chumbo em ouro.
Essa alquimia ainda não compreendida tem no AMOR a sua pedra filosofal e era isso, afinal de contas, que os verdadeiros alquimistas da Idade Média procuravam passar aos leigos por trás de suas complicadas fórmulas.
O “ouro filosofal” nada mais era (e ainda é) do que uma profunda reforma interna derramada num cálice de dor. Os alquimistas superficiais, ainda não preparados para a Grande Obra, prometiam prodígios aos potentados e, de vez em quando, voavam pelos ares em seus laboratórios de pesquisa, do mesmo modo que hoje “voam pelos ares” todos aqueles que se atrevem a utilizar métodos sórdidos para chegar e se identificar com a Divindade ou dela se tornarem prolongamentos.

Não fujas de mais nada nem de ninguém. Enfrenta-te sem as máscaras usuais da tua pretensa “personalidade” e olha-te como realmente és com novas e mais poderosas lentes.
Não é bom o conselho que te derem os que nem mesmo conseguem orientar-se a si mesmos. Torna-te surdo ao argumento materialista, porque ele não consegue sair de si mesmo e é impotente para julgar o Infinito.
Recorda sempre que matéria é energia condensada e que, portanto, tudo é matéria e tudo é energia. Isso te ajudará a entender melhor como é frágil a base da argumentação materialista e como é enganosa a estrada que tantos aconselham.
Quanto ao amor, aceita-o com todas as suas provas, porque é somente amando que voltas a ser criança e te tornas digno da oportunidade de ter nascido na Terra ou em qualquer outra dimensão espacial.
Se o amor te feriu ou invalidou por longos períodos de tempo e precisaste de uma longa convalescença para conquistar a tranquilidade perdida, não deixes que isso impeça que o continues sentindo por outra pessoa ou por toda a humanidade.
E que isso não te pareça estranho, porque existem diferentes formas legítimas de amar e ser amado. Assim, sê corajoso e bate em todas as portas sem medo de quaisquer julgamentos.
O amor oferece ao homem e à mulher exercícios um tanto complexos dentro do contexto das relações humanas. Como aluno deves estudar e praticar o amor em todas as sua formas porque és fruto do AMOR UNIVERSAL e o AMOR UNIVERSAL age em todos os planos como um camaleão cósmico.

Procura lembrar-te sempre que não és o corpo que vestes nem o que os espelhos refletem. Sente-te, pois, livre de amar e ser amado mesmo das formas mais inusitadas. Ouve esta verdade pouco conhecida: todos os amores são legítimos porque todos são ramificações do AMOR UNIVERSAL.
Perdido um amor não procures efetuar substituições. Cada ser é amado de uma forma diferente e nunca um amor é cópia do outro. Assim, Procura não enganar-te de forma tão cruel!
Abraça-te a um amor antigo ou a um amor novo como as ilhas se abrem ao mar, como as matas se abrem ao sol e como o lótus se abre ao orvalho da noite.
Não percas mais tempo com minúcias desnecessárias. O amor poderá realizar-te material e espiritualmente, de forma que possas dizer com justo júbilo: “Agora estou completo! ” Achas que poderias dizer isso agora? Permite que duvide…
Passa uma esponja no passado. Dissolve os teus grilhões e corta todos os liames que ainda te prendem a ele. Desenrola os cipós do pretérito. Começa vida nova em todos os sentidos.
Apaga pessoas, fatos, dores, desenganos ou quaisquer experiências pelas quais te sintas marcado. Olha para a frente. Olha para mim. Mede teu novo horizonte.
Aprende a olhar para tudo, inclusive para o céu de ti mesmo. Admira o brilho das estrelas que existem e já existiram. Acompanha com admiração a trajetória errante dos cometas.
Torna-te surdo aos conselhos “práticos” que encontras em livros e interlocutores duvidosos.
Os materialistas com quem colides só te podem dar conselhos horizontais, porque lhes é impossível qualquer tipo de verticalização.
Quem é amargo só pode dar conselhos amargos.
Quem é pessimista só pode dar conselhos sem fé.
Lembra-te que cada um é produto de suas próprias experiências.

Que sabe a figueira das maçãs que nunca conheceu? Que sabem os peixes da superfície de seus outros irmãos que habitam as regiões abissais?
As respostas definitivas se acham dentro de ti. As temporárias vagam pelo mundo como retalhos imperfeitos da Verdade Absoluta que mora em tua essência mais íntima.
O mundo em que vives é um mundo cheio de almas superficiais, pouco profundas e convencidas. Nada sabem, mas pensam saber tudo.
Não conseguem sequer me ver no fundo de si mesmas. De um certo modo, vivem para armar o próximo bote em cima da próxima vítima, sendo vítimas todos que lhes atrapalham o caminho.
Não permita que essas almas “práticas” deformem o teu caráter pelo exemplo constante.
Recua em tempo de não te transformares em mais um elo do Poder Desagregador. Isso seria matar ou adormecer de vez o anjo que mora em ti, substituindo-o por mais um demônio sequioso de liberdade. Todos os demônios de que ouves falar foram um dia anjos que caíram.
Não te transformes em mais um deles. Permanece anjo o mais que puderes e deixa que riam de ti.
Tens me procurado em cada pergunta que formulaste ao vento, ao sol e à terra.
Se não aprenderes a perguntar a mim serás mistificado até mesmo pelo mais renomado guru, porque o desnudamento da Verdade é proporcional ao grau de evolução de cada um e mesmo os mais evoluídos do teu mundo ainda precisam aprender muito, embora em outros Planos de Existência.

Na casa do Pai há muitas moradas e cada morada é uma escola.
Uma vez iniciado o nosso diálogo logo perceberás que ele não tem fim. Um consolo te resta, no entanto: nunca te direi mentiras.
Haverá sempre novas informações e elas irão mudando, aos poucos, a visão que tens de todos os seres, coisas e mundos.
Depois que começares a conversar comigo tudo será diferente e nunca ninguém saberá o que sabes, a não ser uns poucos escolhidos com quem converso.
Comigo aprenderás o sublime valor do silêncio, porque só no silêncio te posso falar. Os ruídos do mundo apagam a minha voz porque ela é feita de notas que não existem na escala sonora dos homens.

Portanto, seja qual for o teu credo, seja qual for a tua filosofia ou visão crítica do universo recolhe-te a um lugar tranquilo e esquece o mundo com todas as suas inconveniências ruidosas.

Começa por relaxar o teu corpo, afim de que tudo se acalme dentro de ti. Fecha, em seguida, os olhos e deixa-te flutuar no colchão do meu silêncio.
No princípio pensamentos desconexos virão à tua mente e cruzarão teu céu interior como cometas enfurecidos. É tua rotina que se rebela contra teu novo estado espiritual. Deves insistir porque isso é passageiro. Depois de relaxado virá a sensação de flutuação.
Então, dar-te-ei o sinal da minha presença. Pequenas frases percorrerão o teu cérebro e minha voz inaudível será por ti ouvida dentro da cabeça sem o auxílio dos ouvidos.
A voz da Esfinge dispensa o auxílio do tímpano. Uma advertência, contudo: se ouvires sons de campainha ou plangentes acordes de harpa é sinal que talvez estejas entrando em contato com o plano do teu Mestre ou merecendo participar, por instantes, de regiões mais elevadas do Plano Astral.

Será preciso, então, que controles as emoções e que não te deslumbres com nada.
O deslumbramento fácil poderá te custar muito caro, porque há mistificadores no Plano Astral e eles poderão te enganar com a imagem de um falso mestre ou com algum tipo de cena que te apele aos sentidos grosseiros. É preciso cuidado para não te ajoelhares diante de certos demônios…
Depois disso, controladas as emoções e ouvidos os primeiros conselhos do teu verdadeiro Mestre, ele te dará forças para que continues por ti mesmo e, então, aparecerei para conversar contigo.
Ele estará ocupando com outros discípulos. Como não tenho forma definida poderei aparecer-te como bem me aprouver. Para essa transformação conto com a paleta dos Quatro Elementos. Espero que me reconheças…
Nosso verdadeiro diálogo ainda não começou. Aceita estas palavras como um amável convite. Por hoje só posso dizer o que já disse. O resto é contigo.
Vou me dissolver agora na canícula do deserto.

E o próprio deserto vai desaparecer como se fosse miragem. Vou dormir um pouco no berço do Cosmos e meu corpo assume a forma de uma criança inocente.
Será preciso que durmas também e que te faças criança como eu. O camelo do sono virá buscar-te para que adormeças aos pés da mais tépida tamareira.

Olha como a noite está bonita…!

Para além daquelas estrelas cintilantes está tua verdadeira pátria. As últimas nebulosas visíveis são a fronteira do teu Lar. Ali te esperam teus verdadeiros amigos e ali continuarás a ser mais um obreiro iluminado a cooperar na construção do Grande Edifício da Verdade.

Vai descansar também. Acho que te fatiguei. Volta, por enquanto, ao teu mundo, mas guarda silêncio sobre o nosso diálogo. Se desobedeceres, dirão que estás louco e não queres que digam isso de ti, não é mesmo?
Fico aqui agora. Vai e volta quando quiseres. Estarei te esperando eternamente e tua saudade de mim será igual à minha saudade de ti.

Logo estaremos juntos de novo, porque, se queres saber, nunca estivemos separados…

Sheik Al-Kaparr
 



sexta-feira, outubro 26, 2012

A DAMA DA CASA


Néftis

 

A Néftis egípcia, cujo nome significa "fim" e "vitória" era conhecida como a Senhora do Palácios, Dama da Casa e A Reveladora. Era irmã de Ísis e a esposa de deus Seth. Enquanto Ísis representava a força da vida e do renascimento. Nephtys era a deusa do pôr-do-sol, dos túmulos e da morte. Seus respectivos cônjuges também representavam energias opostas. Osíris, o consorte de Isis, era o deus da fertilidade; Seth, o cônjuge de Néftis, representava a aridez, a esterilidade e a maldade. O deus Seth é também conhecido como o assassino de Osíris. Néftis é uma deusa guardiã e ajudou Ísis a colher os pedaços de Osíris quando Seth o destroçou. Também ajudou Ísis a reanimar o corpo de Osíris por tempo o bastante para que ela concebesse um filho. Por isso é muito frequente ver juntas ambas as deusas, uma na cabeça e outra nos pés do sarcófago. A Néftis é representada junto sua irmã, chorando e velando Osíris.

 A morte para os egípcios antigos era uma passagem muito perigosa, pois quando a alma abandona o corpo, tudo se desune e todos os elementos corriam o risco de se manter dissociados do outro lado do espelho.

Portanto a morte implicava necessariamente em uma ação mágica: a preservação da coerência do ser durante a passagem deste mundo para o outro, para poder fazê-lo reviver do outro lado na sua plenitude. Para tal feito, se realizava o embalsamento. Segundo o esoterismo egípcio, o ser é composto de diversas qualidades, sendo mais conhecidas o "akh", a irradiação, o "ba", o poder de encarnação, e o "ka", a potência vital. Cada elemento tem uma existência independente. É através da arte mágica do embalsamento que todas as partes passavam pelas aberturas do céu, permitindo que o ser completo pudesse ir e vir. O sarcófago não era um túmulo ou um lugar vazio. Era considerado como um navio e como um ventre do céu. O espírito do "morto' entra e sai do sarcófago.

Apesar de ser representada como uma bela mulher de olhos verdes, Néftis era chamada de a irmã obscura de Ísis. Ela se encontrou clandestinamente com Osíris e dele concebeu Anúbis, que conduzia os mortos. Por vezes, era representada com longos braços alados estendidos em proteção; em outras vezes, ela carregava uma cesta em sua cabeça. Plutarco nos deu uma explicação bastante esotérica sobre estas duas irmãs:

 "Neftis designa o que está embaixo da terra e que não se vê (isto é, seu poder é de desintegração e reprodução), e Ísis representa o que está sobre a terra e é visível (a Natureza física). O círculo do horizonte que divide estes dois hemisférios e é comum a ambos é Anúbis.

Como uma deusa da Lua Nova, Néftis se compadece e compreende as fraquezas humanas. Seu aconselhamento é justo e sábio. Ela rege as artes mágicas, os conhecimentos secretos, os oráculos e as profecias. Animais como serpentes, cavalos, cães brancos, e dragões eram seus, assim como aves como a coruja e o corvo. No Egito, o pentagrama (estrela de cinco pontas) era conhecido como a estrela de Ísis e Néftis.

 Essa deusa regia a morte a magia escura, coisas ocultas, conhecimentos místicos, proteção, invisibilidade ou anonimidade, intuição, sonhos e paz. Néftis, apesar de seu aspecto obscuro, oculta toda a força do feminino em sua mais abnegada e sedutora expressão e representa ainda, a compreensão que nasceu do amor sem fronteiras.

 Néftis pode nos apresentar a nossa porção sombra aquela parte de nossa psique que está sempre conosco e nos influenciando. A sombra engloba tudo aquilo que temos medo, vergonha, que consideramos inadequado ou que simplesmente não apreciamos em nós mesmos. Tentamos reprimir e nos livrar dessas coisas, sem perceber que, se celebrarmos um armistício para que possamos utilizar suas forças, podemos nos tornar pessoas mais poderosas e completas.

 A porção de sombra pode também ser mensageira do subconsciente e dos deuses. Ao utilizar sonhos e visões, eles podem nos revelar o que é necessário para nossa proteção, sabedoria e expansão, tanto na vida física como na espiritual.

 

Fonte: cantinhodosdeuses.blogspot .com.br

quarta-feira, junho 06, 2012

ISIS A INTEMPORAL MÃE,

A MORTE INICIÁTICA




 
A INICIADORA DA VIDA E DA MORTE...

” Eu, ISIS, senhora dos mistérios da natureza, me dirijo a ti:”

“Tu, neófito que buscas atravessar o portal da iniciação, e tu, profano que lês por curiosidade, serena teu espírito, clareais tua mente, acalma tuas emoções.
Distancia-te do mundano ruído, abriga-te no manto de teu próprio EU para que possas transpor sem perigo o umbral que conduz à morada dos bruxos.
Lança teus prejuízos; despoja-te de teu egoísmo, foge por um instante do personalismo e da insensatez; analisa com olhar sereno.”
“Não temas senão a ti mesmo, não duvides senão do que analisas superficialmente, não negues sem primeiro refletir.Separa-te da multiplicidade que opaca tuas idéias; seja tu mesmo e pensa por ti mesmo; não te limites.”
“Tu, buscador de maravilhas, tu, candidato à iniciação, não olhe para a distância, reúne todas tuas energias em ti mesmo. Esqueça da Índia e do Tibet, não clames a Deus, Alá ou Jesus Cristo.
O que buscas está aí mesmo onde tu estás neste momento. Sim, deixa de olhar para fora e sepulta teu olhar no mais profundo de ti mesmo.Aguça tua percepção, afina teus sentidos, e aí no centro de teu ser estás tu mesmo, teu EU, tua verdadeira essência, a verdade detrás da mentira, a energia imortal que anima o barro.
Olha com unção e reverenciai, porque és luz….essa luz que te cega, é Deus. Escuta como diz: Eu sou o caminho e a vida.”
“Mas…,cuidado!, não se pode contemplar a Deus cara a cara sem morrer.
Estás disposto a seguir? Posso conceder-te um grande dom.
Te ofereço….a morte!
Não temas, esta morte é o dom dos imortais, é a do fênix que renasce glorioso de entre sus próprias cinzas.
Para ser, é prévio não ser; para nascer e ser, se deve morrer primeiro. Se o consegues, serás chamado o Duas vezes nascido.
Não desdenhes minha oferta, pensa bem; mais vale morrer agora que viver à espera da morte.
Não acredite que se me rechaças poderás seguir indene teu caminho, pelo contrário, todos os caminhos conduzem para mim; ignora-me e serás como os órfãos, que não conhecem a seus pais.
Somente tens dois caminhos: ou te devoro, ou te desposas comigo.
Tua, e só tua é a escolha.”
“Se escolhes ser devorado, dedica-te a gozar da vida, apura a copa do prazer até a última gota, fecha a mente à voz de teu espírito, entrega-te à besta, e desfruta do prazer sensual da matéria.
Assim, quase sem dar-te conta, chegará o momento da antropofagia final. Acreditas acaso que me compadecerei de ti?
Te enganas, não tenho sentimentos, estou mais além do prazer e da dor, mas além do bem e do mal, sou como o sol que se levanta nas manhãs para alumbrar a todos por igual.
Depois de tua morte serás somente um despejo e uma recordação. Depois…nem sequer isso.”
“Se anelas desposar-te comigo deves estar disposto a sofrer a morte iniciática, terás que passar as provas às quais te submeterá sem piedade a terrível Esfinge para aquilatar teu valor espiritual e a qualidade de teu templo.
Eu me entrego somente ao que chegou à crucificação, resistindo aos embates dos quatro elementos.
Amo somente aos que tem sabido apurar a copa da amargura, das traições, do escárnio e a mofa, perseguições, calúnias e difamação; aos iniciados que tenham persistido com valor, sofrendo da solidão do espírito em um mundo de animais.
A mim se chega depois de haver recebido a calúnia e a difamação, que são as provas do ar; dos golpes e das perseguições, que são as provas da terra; dos vícios e das tentações sensuais, que são as provas da água, e depois de haver dominado as ambições descontroladas, que são as provas do fogo.”
“Não acredites que no mundo existem só os nascidos uma vez e os duas vezes nascidos; também existem, por desgraça, os uma e meia vez nascidos, e os abortados.
Guardai-te de engrossar suas filas convencido por sua maquiavélica linguagem, já que estes não vivem nem neste mundo nem no outro; são aqueles que em verdade não são nem iniciados nem profanos, os imitadores dos mestres, os semi-sábios, os semeadores de mão suja, os seguidores da letra morta, e os magos negros, que me cobiçam e se vangloriam de meu amor, quando não são dignos sequer de meu sorriso.
(…)
 
in El hombre Estelar", de John Gaines

domingo, abril 15, 2012

Possa eu ouvir a tua voz




Aspiro o doce perfume


Exalado pela tua boca

Contemplo todos os dias a tua beleza

Possa eu ouvir a tua voz

Melodiosa como uma brisa do norte

Possa o meu corpo reencontrar uma juventude alada

Na fonte do meu amor por ti

Dá-me as tuas mãos

De onde brota o teu espírito

Para que dele me alimente

E que por ele eu viva

Chama-me pelo meu nome

Para a eternidade

E mais não desejarei!



Texto gravado por mão desconhecida no revestimento de ouro do túmulo de AKHENATON, rei do Egipto (1369 - 1352 a.c.)

in Coração de Ísis

sábado, abril 14, 2012

A pirâmide de Queóps


Quantos lados tem a pirâmide de Queóps?

O melhor documentário que já vi sobre este tema!

Este documentário prova através de evidências incontestáveis que a pirâmide de Queóps, a 7ª maravilha do mundo antigo, não pode ter sido construída com apenas ferramentas de cobre, martelos de pedra e cordas, como crêem os religiosos da arqueologia oficial. Ainda mais se considerarmos que, segundo os egiptólogos, ela foi construída em 20 anos! Há mais de 2 milhões de blocos de pedra na grande Pirâmide e isto implica em trabalharmos o ano todo, 12 horas por dia cavando, esculpindo, levantando e colocando com precisão um bloco a cada 2,5 minutos, sem rodas de ferro ou aço, por 20 anos, atingindo uma altura máxima de 42 metros, usando apenas força humana, cordas e ferramentas de cobre! É preciso muita fé para crer na versão oficial. Ora, hoje em dia somos incapazes de fazer algo igual mesmo com toda a nossa tecnologia. Como os antigos egípcios construíram uma obra tão monumental, com tanta precisão, capaz de resistir ao tempo e aos terremotos e que, ainda por cima, encontra similares em diferentes partes do mundo indicando uma cultura que foi capaz de reproduzir um padrão de excelência em diferentes eras?

A grande pirâmide de Queóps é um documento sofisticado em pedra, uma obra arquitetônica quem contem em suas dimensões o número PI e o número áureo, está posicionada de forma perfeita para indicar os equinócios e possui uma geometria sutil que revela 8 lados! Só uma cultura altamente sofisticada seria capaz de realizar tal feito, feito do qual até hoje somos incapazes.

O documentário não fala apenas das pirâmides, fala também sobre outros monumentos e marcas (as linhas de Nazca, a Esfinge, os monumentos da ilha da Páscoa, as pirâmides maias e chinesas, etc) deixadas pelos Antigos numa indicação de sua genialidade e de uma tecnologia desconhecida e surpreendente!

http://uploaded.to/file/cm5ae575

http://uploaded.to/file/4cijl2px

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Ísis não encontrou o sexo de Osiris , engolido por um peixe.


AS DUAS ÍSIS…


(…)

“A busca da verdade é também a busca do outro. Essa questão toca bem claramente o problema da dualidade masculino/feminino, dia/noite….Quando essa dualidade é dominada, leva a um outro nível de consciência, tal como é expresso na grelha integrada. A mulher – conhecimento/sabedoria – tem um substrato de facto, enquanto o homem precisa partir sem demora em busca de si mesmo. A mulher é para ele uma iniciação ao progresso, um catalisador do futuro. Nesse sentido a mulher parece ter vantagem em relação ao homem.


As duas buscas de Ísis demonstram muitas facetas dessas vantagens. Considerando Osíris como o representante do homem mítico a construir, vemos que ele precisa a toda a hora de ser reconstruído. Os catorze pedaços são catorze centros energéticos e esses mesmos centros foram escolhidos para nomear províncias do Egipto, os nomes. O corpo decepado do deus vivo que se tornará deus morto. É o fio invisível que assegura a continuidade ao longo da alternância vida/morte. É também o símbolo do grão que morre no solo para renascer em outro ser. Cada grão de Osíris estava ligado a uma província do Egipto. Ísis não encontrou o sexo, engolido por um peixe. Não existe província ligada ao sexo. Esse facto evoca outras ideias que encontramos em muitas religiões – reveladas ou não -, a de que o deus fundador foi concebido sem reprodução sexuada. O segundo aspecto está ligado ao facto de que são as mulheres que concebem. As mulheres são MA e o AM. A primeira matéria realizada seria a da mulher.

Existem tipos de fecundação em que podemos questionar qual é o verdadeiro papel do macho. Em certas fêmeas, o espermatozóide só traz um sistema de forças criador, apenas um stresse para o óvulo. Não existiria transmissão de património genético proveniente do macho, enquanto as recombinações genéticas teriam lugar unicamente no material genético proveniente da fêmea. A mulher já tem nela as infrastruturas para criar o ser inteiro. Falta-lhe justamente o impulso criador. Na Bíblia, o episódio da costela de Adão apresenta as cosias de maneira inversa.

Com a linguagem vibratória, a tradução da mulher dá a letra Z. E a constela de Adão seria a letra Z, que significa responsabilidade. Ora, a letra Z pertence ao mundo transcendental. A mulher já é portadora do mundo transcendental (A Virgem maria, Ísis, as virgens negras etc.). O homem, em contacto com a mulher, teria acesso ao germe da iluminação. E o casal alquímico exteriorizaria isso.

(…)

Chegarei mesmo a dizer que, nesta evolução do conhecimento, a mulher leva vantagem, mas não sei se ela sabe disso. Ainda mais que na situação actual ela se choca com o poder do homem. Sejamos claros: constitutivamente não existem relações de superioridade ou de inferioridade entre o homem e a mulher. Tudo depende do contexto sócio-cultural da época considerada cujas consequências extremas se manifestam nas sociedades do tipo patriarcal e matriarcal. O facto principal que se expressa no caso ideal é a complementaridade da infra-estruturas constitutivas de cada um…O resultado no mais alto nível vibratório de tal complementaridade é a fusas integral dos duplos que se traduz por um alargamento prodigioso do campo de consciência do casal alquímico. Trata-se de um verdadeiro processo de transcendência cujas consequências são múltiplas, principalmente transformações profundas e duráveis de cada um dos componentes do casal. Penso mesmo que esse estado ideal e final do casal alquímico, caracterizado pela fusão dos duplos, continua após a morte física. Mas atenção: eu não digo que tal resultado do casal alquímico seja verdadeiramente realizável.”

(…) 

Etienne Guille

O homem entre o Céu e a Terra

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Os Mistérios da Esfinge

A idade da Esfinge remonta agora a pelo menos dez mil, talvez 15 mil anos, e não como 4 a 5 mil como tprtendem os muçulmanos...
HISTÓRIA DA TERRA PARTE 1
por Drunvalo Melchizedek

Aqui entramos na história da Terra, pois ela é muito importante em relação à nossa atual situação. Não é possível realmente entendermos como chegamos até aqui se não conhecermos o processo que nos conduziu a este ponto. Então, passaremos um tempo considerável conversando sobre o que aconteceu em épocas muito longínquas, a seguir avançaremos lentamente até chegarmos ao que está se passando hoje. Tudo está entrelaçado. A mesma coisa antiga tem acontecido desde o princípio — e ainda acontece — de fato nunca deixou de acontecer. A mesma coisa! É espantoso, mas continua ocorrendo.

A Idade da Esfinge

Vamos considerar o que provavelmente constitui uma das mais importantes descobertas feitas no planeta em todos os tempos. Em primeiro lugar, está acontecendo neste exato momento, na década 1990. Contudo, teve início há cerca de 40 anos com um homem chamado R.A. Schwaller De Lubicz. Trata-se de um famoso arqueólogo autodidata especializado em cultura egípcia, autor de vários livros. Ele e sua filha Lucy De Lubicz demonstraram uma profunda compreensão de geometria sagrada.
Enquanto observava a Esfinge, Schwaller De Lubicz ficou especialmente interessado no tremendo desgaste de sua superfície.
Em direção à parte de trás da Esfinge, existem padrões de desgaste formando cortes de cerca de quatro metros de profundidade em sua superfície, sendo esse tipo de padrão de desgaste totalmente diferente do que aparece em outras construções do Egito. Os padrões de desgaste de outras construções supostamente erguidas ao mesmo tempo são provocados pela areia e pelo vento, o que faz sentido‚ se acreditarmos que as construções contam por volta de quatro mil anos. Mas os padrões de desgaste da Esfinge parecem ter sido feitos pela água. Quando esta discrepância foi apresentada a arqueólogos egípcios, eles se recusaram a escutar. Essa situação continuou por cerca de 40 anos. Outras pessoas notaram essa circunstância, mas os egípcios simplesmente não admitiam o óbvio.

Segundo o pensamento corrente, a Esfinge, a Grande Pirâmide e demais construções associadas foram erguidas aproximadamente 4.500 anos atrás, na quarta dinastia, no reinado de Quéops. Então um homem chamado John Anthony West ficou interessado. Escreveu vários livros sobre o Egito, inclusive The Serpent in the Sky (A Serpente no Céu) e um excelente guia de viagem sobre o país. Quando ouviu falar da controvérsia sobre a Esfinge, foi até lá verificar por si mesmo. Observou que o desgaste era inacreditavelmente grande, e que de fato parecia que a água causara o desgaste. Também descobriu, como Schwaller De Lubicz, que não conseguia fazer os arqueólogos credenciados escutarem suas convicções sobre a Esfinge.

Existe uma razão para esta negação. Entendam, existem ao redor de cinco mil arqueólogos egípcios no mundo, e todos eles concordam bastante entre si na maioria das vezes. Essa concordância se tornou uma tradição. Eles fazem poucas alterações, mas não muitas, e também não depressa demais. E a maioria concorda sobre a idade das pirâmides. Todos esses arqueólogos, com a exceção de alguns‚ são muçulmanos, e seu livro sagrado é o Alcorão. E o Alcorão, com suas tradicionais reticências, diz que a criação teve início aproximadamente seis mil anos atrás.
Desse modo, se um muçulmano dissesse que uma construção tem oito mil anos de idade, estaria contestando o livro sagrado da religião muçulmana. Não podem fazer isso. Simplesmente não podem. Portanto, eles nem mesmo falam sobre o assunto, nem mesmo o discutem. Se alguém disser que uma coisa qualquer tem mais de seis mil anos de idade, eles simplesmente dizem: "Não tem, não." E farão qualquer coisa para proteger essa convicção, para garantir que ninguém tenha conhecimento de algo que poderia ter mais de seis mil anos de idade.
Por exemplo, eles cercaram as pirâmides mais antigas e construíram complexos militares ao redor e dentro dos muros, assim ninguém pode chegar a elas.
Isoladas por Oficiais Militares.

Então John Anthony West saiu do mundo egípcio da arqueologia e trouxe um geólogo americano chamado Robert Shock que realizou uma análise científica confiável, usando computadores e a partir de um ponto de vista totalmente diferente. E vejam só, sem dúvida alguma, a Esfinge apresenta padrões de desgaste feitos pela água, num deserto de pelo menos sete mil anos — o que mostra que a Esfinge tem mais de seis mil anos de idade.
Como se não bastasse isso, os computadores calcularam que seriam necessários no mínimo mil anos de chuvas contínuas e torrenciais descarregadas sobre a Esfinge — ininterruptas durante 24 horas por dia, durante mil anos — para que aquele desgaste aparecesse lá. Isso significa que a Esfinge deve ter pelo menos oito mil anos. Mas é improvável que tenha recebido chuva ininterruptamente durante mil anos...então calcularam que deve ter pelo menos de 10 a 15 mil anos de idade, talvez muito mais.

AGORA QUANDO ESSAS EVIDÊNCIAS FOREM DIVULGADAS AO MUNDO, SERÁ UMA DAS REVELAÇÕES MAIS CONTUNDENTES FEITAS NESTE PLANETA DESDE MUITO, MUITO TEMPO. TERÁ UM EFEITO MAIOR SOBRE A VISÃO DO MUNDO ACERCA DE SI MESMO DO QUE PROVAVELMENTE QUALQUER OUTRA DESCOBERTA.

Embora essas informações não sejam ensinadas nas escolas públicas, nem sejam consideradas uma verdade universal, mais de 30 milhões de pessoas viram essas idéias serem apresentadas no especial da rede de televisão norteamericana NBC, The Mysteries of the Sphinx (Os Mistérios da Esfinge). Outros canais norteamericanos importantes estão transmitindo esse programa, uma versão ampliada do programa com ainda mais informações está sendo distribuída em locadoras de vídeos, então o impacto dessa descoberta sobre nossa visão da história da Terra cresce dia a dia, apenas em decorrência desse único programa.
Essa visão ainda não é aceita como conhecimento geral, embora, na comunidade científica, essas evidências tenham chegado aos quatro cantos do planeta, sendo analisadas, verificadas, consideradas e discutidas. No final, a maioria dos cientistas concordou que não se pode duvidar dessas evidências.

Portanto, a idade da Esfinge remonta agora a pelo menos dez mil, talvez 15 mil anos, talvez muito mais que isso, e já está mudando todo o ponto de vista mundial acerca da mais importante descoberta da arqueologia. Vocês sabem, a julgar por tudo o que atualmente pensamos saber, o povo civilizado mais antigo eram os sumérios, que remontam a aproximadamente 3.800 a.C. Antes disso, segundo o conhecimento convencional, nada havia a não ser bárbaros cabeludos — nenhuma civilização que existisse em parte alguma em todo o planeta. E agora temos algo com 10.000/15.000 anos de idade. Isso muda tudo!
No passado, quando se descobria algo novo desse tipo, que tinha grande influência sobre o ponto de vista do mundo, levava cerca de cem anos para chegar ao povo, para a pessoa comum dizer: "Oh sim, isto é verdade!" Mas desta vez, acontecerá muito mais rápido em conseqüência da televisão, computadores, Internet, e do modo como as coisas são hoje. Os círculos científicos de hoje, pela primeira vez, estão realmente considerando com outros olhos as palavras de Platão sobre outra cultura, outro continente, num passado nebuloso, chamado Atlântida.
A Esfinge é a maior escultura do planeta. Não foi feita por bárbaros cabeludos. Foi feita por uma cultura muito sofisticada. E não foi feita por um povo por nós conhecido aqui da Terra. De um ponto de vista científico, essa é a primeira evidência concreta a ser aceita sobre a verdadeira idade de civilização. Houve muitas outras evidências, mas eles apenas ficavam escondendo-as. Essas informações sobre a Esfinge provocaram uma fissura em nossa compreensão de nossa visão do mundo. Isso aconteceu por volta de 1990, e a fissura está aumentando agora. Temos agora a evidência aceita de que definitivamente já devia haver na Terra alguém altamente civilizado há dez mil anos. Vocês podem observar como isso vai alterar por completo nossa visão de quem pensamos que somos.

Quem é Thot?
Hieroglifos que significam textos sagrados. São traçados em papiro, supostamente o primeiro papel do mundo. A pessoa retratada aqui é um homem chamado Thot, nome pronunciado com um "o" longo. Certas pessoas dizem "Thawth," mas ele diz que seu nome é Thot.
Os hieroglifos mostram sua cabeça na forma de um pássaro chamado íbis. Dessa forma, sempre que virem este sujeito de ombros bastante largos e cabeça estranha, tratase de um hieroglifo retratando este ser específico chamado Thot. Ele está segurando hastes de papiro porque foi quem introduziu a escrita no mundo. A introdução de escrita foi um acontecimento importantíssimo — possivelmente o ato de maior alcance já ocorrido neste planeta neste ciclo. Provocou mais mudanças em nossa evolução e consciência do que qualquer outro ato isolado ao longo de nossa história conhecida. Vamos nos aprofundar mais nesse assunto depois.

Thot, em algumas ilustrações, está segurando na mão esquerda algo chamado ankh, símbolo da vida eterna. O ankh é um símbolo extremamente significativo nos seminários da Flor da Vida, da mesma forma que foi um dos símbolos básicos em tempos egípcios. Existe um campo eletromagnético de energia circundando nossos corpos, e a recordação desse campo, segundo o ponto de vista egípcio, é o início de nosso retorno à casa rumo à vida eterna e à verdadeira liberdade, sendo o ankh uma chave básica.
Algumas ilustrações que mostram Thot segurando uma caneta e escrevendo. Tratase de um ato revolucionário que jamais fora tentado neste ciclo. De acordo com a versão convencional da história, este ato deu-se no Egito durante a época de Saqqara, mas tenho minhas dúvidas a esse respeito. Dru acredita que ocorreu aproximadamente 500 anos antes. Saqqara foi a primeira dinastia, cerca de 3.300 a.C. Nos seminários, aprofundamo-nos mais nas questões de como e por que há pirâmides mais antigas que Saqqara e explicamos sua importância.

Este homem, Thot do Egito, aparece praticamente no começo da Atlântida, 52 mil anos atrás, ele descobriu como permanecer consciente num corpo o tempo todo, sem morrer, permanecendo em seu corpo original durante 52 mil anos, até 1991, quando passou a uma nova forma de ser muito além de nossa compreensão. Viveu durante a maior parte do período da Atlântida, chegando mesmo a se tornar rei da Atlântida durante um período de 16 mil anos. Naquele tempo, ele era chamado Chiquetet Arlich Vomalites. Seu nome era, na verdade, Arlich Vomalites, sendo Chiquetet um título que significava o que busca sabedoria, pois ele realmente desejava ser o que era sabedoria.

Quando a Atlântida afundou, Arlich Vomalites e outros seres avançados tiveram de esperar cerca de seis mil anos para conseguir começar a restabelecer a civilização. Quando o Egito começou a ganhar vida, ele deu um passo à frente e chamou a si mesmo Thot, mantendo esse nome durante toda a época do Egito. Quando o Egito morreu, foi Thot quem deu início à cultura importante seguinte, a da Grécia. Nosso livros dizem que Pitágoras foi o pai da Grécia, e que foi a partir e por intermédio da escola pitagórica que a Grécia se desenvolveu, e que nossa atual civilização emergiu da Grécia. E Pitágoras diz em seus próprios escritos que Thot o pegou pela mão, conduziu-o aos subterrâneos da Grande Pirâmide e lhe ensinou toda a geometria e a natureza da Realidade. Quando a Grécia nasceu por intermédio de Pitágoras, Thot então entrou nessa cultura no mesmo corpo que tinha na época da Atlântida, chamando a si mesmo Hermes. Esclarecendo, Arlich Vomalies, Thot e Hermes são a mesma pessoa.

 (...)
Continua em HISTÓRIA DA TERRA PARTE 2
http://www.flordavida.com.br/HTML/manuscrito4.html

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Ísis cumpre a função da vida, da restauradora.

OSÍRIS E ÍSIS

Quando Osíris é assassinado por seu irmão Seth seu corpo é desmembrado em 14 partes
, segundo a versão mais aceita do mito. Ísis, esposa de Osíris, sai em busca das partes do esposo na intenção mágica de fazer com que Osíris ressuscite, só que apenas 13 partes são recuperadas, menos o falo, que fica perdido.

O falo de Osíris não recuperado por Ísis é um símbolo do que estava por vir: uma profecia.

O falo de Osíris é o símbolo do princípio masculino perdido. Assim não é só o resgate do feminino que precisa ser feito hoje em dia, o masculino, o homem verdadeiro precisa ser recuperado, pois está castrado, destituído de poder em si.
No mito egípcio, Ísis é capaz de conceber mesmo sem o falo de Osíris mostrando que o princípio feminino é capaz de gerar por si mesmo. A partenogênese prova isso.

Osíris foi desmembrado (Olha o duplo sentido! Que Freud me desculpe, mas não parece que a inveja do pênis é uma coisa entre homens?) por Seth e reconstituído por Ísis e Néftis. O mito indica que o princípio feminino não só gera a vida, mas também é capaz de restabelecê-la e reorganizá-la.

Assim o mito revela seu caráter profético ao indicar a queda do masculino e ao mostrar como restabelecer o poder do masculino em nossa época: através do feminino.

No mito Ísis pede ajuda de sua irmã, Néftis. E Néftis é a esposa de Seth, portanto a sua contraparte feminina. Se foi Seth que matou e fragmentou Osíris, é Néftis que auxilia Ísis a recuperar o poder do marido morto.

Assim não podemos ver Seth como o mal, porque a sua contra-parte não o é.

Tenho visto análises do mito como se os deuses fossem expressões da mente humana e não forças impessoais da Natureza, assim nessas análises os deuses são cumulados com qualidades típicas de humanos (inveja, ira, luxúria, violência, etc) que incapazes de verem algo além de si mesmos tomam as forças impessoais da Natureza como se extensões suas fossem. Humanos...

Cada Deus ou Néter, como uma força impessoal da Natureza, cumpre uma função no mito.
Seth cumpre a função do destruidor, da morte.


Ísis cumpre a função da vida, da restauradora.
E Néftis media entre um e outro ficando no limite entre a vida e a morte, pois ela é esposa de Seth e irmã de Ísis.

Ver Seth como o mal é separar e fragmentar o entendimento do mito, pois não há o mal absoluto, se assim fosse Seth não teria nascido da mesma fonte dos outros Néteres.

Ver Seth como o mal é alijar a força da morte do processo da vida. E tal não pode ser feito porque a vida é o caminho onde a morte nos desafia, permitindo-nos a renovação.

O processo de demonização de diferentes mitos tem como objetivo o controle mágico, ideológico e religioso, pois o mal torna-se sempre o outro, o outro culto, o outro deus, o adversário.

Isso ocorre com Seth, com Exu e com Pã ao serem identificados com o diabo cristão. Não é deus uma invenção do homem dito civilizado e sim o diabo, pois expressão de seu próprio ego auto-importante e fragmentado. Não há conceito de diabo ou mal personificado nas tradições em harmonia com a Terra. O diabo nasce da desarmonia do homem com a própria Terra da qual é fonte.

Seth, Pã e Exu personificam forças que lidam diretamente com esse mundo, com essa realidade. Uma elite mística, religiosa e mágica identificou esses mitos com o mal apenas para que as massas ficassem alijadas do uso de tal poder enquanto eles mesmos executavam e executam ritos de magia com tais poderes. Um ponto cantado tradicional de Umbanda diz que "na batina do padre tem dendê", indicando como os antigos xamãs afro-brasileiros percebiam as manobras ocultas dos curas católicos. Vemos os padres vestidos de preto e vermelho, em especial os cardeais. Dizem que a própria Igreja Universal que persegue os cultos afro-brasileiros celebra em segredo os mesmos, basta para isso ver que adotam formas e práticas algo disfarçadas muito semelhantes em várias ocasiões. Eles usam essa vibração e conquistam posições no mundo material e alijam a massa de tal força.
Osíris e Seth são dois aspectos da mesma força. “Osíris é um deus negro”.

Há um ponto na Umbanda que revela a seu modo, sob a linguagem sincrética e misturada, o fato de Osíris ser um deus negro.

Exu que tem duas cabeças
Mas ele olha a sua banda com fé
Se uma é Satanás no inferno
A outra é de Jesus Nazaré.

É claro que tal ponto arrepia até a alma aqueles que não têm a compreensão da Unidade.

Alguns ouvirão no fundo da mente o coro inquisidor gritar: - Blasfémia, heresia!

Mas a maior blasfémia é a heresia da separatividade.
Quando separamos essas forças uma fragmentação ocorre e perdemos a conexão com o princípio masculino que fica em desequilíbrio.
Esse desequilíbrio tem dois pólos:

Osíris morto representa a espiritualidade morta e Seth assassino é a sexualidade exacerbada e descontrolada porque destituída de espírito. Sim, podemos ver Osíris como o espírito em nós e Seth como a sexualidade em nós, dois aspectos de uma mesma força. O mito mostra isso pois o falo é a única parte não recuperada do corpo de Osíris, pois ele pertence na verdade a Seth, que como Exu, é uma entidade fálica.

Assim recuperar a sexualidade sagrada é reconciliar Osíris e Seth, permitindo a ressurreição de um homem verdadeiro, capaz de honrar o feminino, a Deusa e a mulher porque integra em si o desejo sexual e espiritual. A sexualidade sagrada é uma relação entre o masculino e o feminino, que não pode ocorrer se o homem mantém-se fragmentado. Um homem fragmentado torna-se um padre ou um monge que odeia o feminino porque vê na mulher a imagem do pecado e da tentação ou um machista que tenta se impor pela agressividade, pela violência, pelo dinheiro, pelo poder que ostenta de diferentes formas, que vão de um carrão até a construção de monumentos como obeliscos gigantescos imitando um poder que não possui em si e que vê na mulher um objeto de consumo.

Há no machista e no monge que nega a si mesmo uma espécie de raiva da mulher, porque há uma inveja de seu enorme poder sexual e capacidade multi-orgástica. Essa inveja fez com que nossa cultura limitasse o poder do feminino em dois estereótipos: a virgem mãe e a prostituta arrependida. São tentativas desesperadas do macho fragmentado de tentar controlar a fêmea porque incapaz de fazer frente, pelo auto-domínio, ao poder sexual da mulher, ainda mais da mulher plena.

As 13 partes de Osíris recuperadas nos indicam o arcano 13, a morte do Tarot. A 14ª parte indica, se recuperada, a possibilidade de uma transição para uma era de regeneração, 14 é o número do Tarot para a Temperança, que tem óbvias semelhanças com Aquário, signo da nova era, regido por Urano, regente no corpo humano das glândulas sexuais, onde está a força do espírito, a força feminina e regeneradora, a Energia Criadora, Shakti, Kundalini, Néftis, a Ísis velada e oculta em nosso corpo. No arcano 14 do Tarot vemos um anjo hermafrodita, símbolo da harmonia e da reconciliação do feminino e do masculino.
Assim cada homem é um Osíris assassinado que pode recuperar-se ao juntar em si o poder de Seth, sexualidade e o poder de Osíris, o espírito, por intermédio do feminino: Néftis como o poder oculto de Kundalini e Ísis como esse mesmo poder revelado e restaurado em nosso corpo, a serpente expressa pelo terceiro-olho dos iniciados egípicios.
Para tal Osíris – o homem - e Ísis – a mulher - devem celebrar o casamento mágico e alquímico.

obs: texto em construção - F.A.
in pistas do caminho http://pistasdocaminho.blogspot.com/  

terça-feira, novembro 29, 2011

LUCRÉCIA FIDA, SACERDOTIZA PERPÉTUA DE ROMA

senhorado leite



Recantos de Braga

RUA DE NOSSA SENHORA DO LEITE
Saindo do Largo Dom João Peculiar, para a traseira da ábside Sé, penetramos na rua de Nossa Senhora do Leite, antigamente denominada como rua das Oussias. Aqui teremos que nos de demorar um bom bocado. Há por aqui coisas que merecem a nossa atenção. Assim, logo à entrada deparamos com uma torre ameada, que serviu de sacristia à Capela Gótica de Nossa Senhora da Glória e, possivelmente, segundo alguns cronistas, deve ter sido uma das primeiras, senão a primeira Câmara Eclesiástica, e onde o Dr. Alberto Feio veio a descobrir, por entre camadas seculares de pó, pergaminhos de grande interesse para a história de Braga e da sua Igreja e, segundo informações que reputamos de fidedignas, o “LIBER FIDEI”, um cartulário medieval que, graças ao incansável labor do insigne estudioso e investigador Prof. Doutor Avelino de Jesus Costa, foi publicado em três volumes.
Seguindo esta rua vamos deparar, nas traseiras da Capela de Nossa Senhora da Glória, (onde se encontra a maravilha do gótico, o túmulo do Arcebispo Dom Gonçalo), com as três janelas ogivais onde se sobressaem os lindos vitrais desta capela.
Um pouco abaixo, antes do soco, uma inscrição latina chama a nossa atenção. Trata-se de um documento epigráfico, estudado por vários epigrafistas e arqueólogos, de entre os quais vamos dar a interpretação de grande mestre que foi J. Leite de Vasconcelos :


“LUCRÉCIA FIDA, SACERDOTIZA PERPÉTUA DE ROMA E DE AUGUSTO DO CONVENTO BRACARA-AUGUSTANO DÁ (ou dedica ) ESTE MONUMENTO Á AUGUSTA ISIS”.

(ISIS, era uma deusa egípcia, relacionada com a abundância e Deusa
dos Mercados, pelo que se julga que por ali seria o mercado romano)


(...)
Braga, 5 de Junho de 2006

LUÍS COSTA

sexta-feira, outubro 28, 2011

A AFINIDADE COM O NOSSO KA...


O DUPLO
(...) O “eu” é o portador do nome que assiste, impotente, ao julgamento do seu coração. O Nome é o verbo aparente da personalidade humana terrestre; ele devia ser a expressão do seu Ka e da sua natureza, se ele estivesse correctamente atribuído. Ele é sempre a fórmula mágica que conserva a sua imagem na memória dos seres.
Ele é a veste do eu egoísta; é por isso, que quando este eu egoísta se apaga diante do homem consciente do seu fim altruísta, nós modificamos o seu nome para o pôr em harmonia com o seu Ser e a sua função verdadeira.

- Porquê que é que a alma - pássaro (BA) fica à parte na cena do julgamento?
- A alma divina é neutra, impassível e indiferente a esta história pessoal.

Se o SER HUMANO não cultivou a afinidade do seu KA por esta alma, se ele não estabeleceu, por um apelo constante ao seu ser espiritual, a relação que é a sua consciência recíproca, a alma volta para a sua pátria, e o seu ser unificado não se poderá realizar."

In HER-BAK “Disciple”, de Schwaller de Lubicz