terça-feira, dezembro 05, 2017

NOVAS DESCOBERTAS




O Oásis de Bahariya


Longe, muito longe e distante, em pleno deserto egípcio, situa-se o estranho Oásis de Bahariya, no mapa assinalado pelo círculo vermelho.

E o quê haveria de especial e de tão secreto nele?


"Nada", ou melhor, TUDO! Curiosamente, ele parece ter sido (e aliás foi mesmo!) artificialmente escavado, uma vez que está posicionado em uma estranha depressão, como aliás se pode ver nessa foto. Uma depressão imensa e propositado, muitíssimo bem camuflada, deliberadamente escondida desde épocas imemoriais, longe, muito longe, justamente porque......


.... Precisamente ali, foram recentemente encontradas as mais estranhas tumbas que se conhece, e que por sinal diferem totalmente dos tradicionais padrões egípcios!

E novamente aqui temos a presença do Dr. Zawi Hawass, do Conselho Supremo de Antiguidades (o mesmo que actualmente actua na câmara selada da Grande Pirâmide) e ao que tudo indica uma espécie de "interventor" do Governo Egípcio que evoca para si todas as escavações e prospecções arqueológicas, exactamente as que podem ser enquadradas na categoria de "embaraçosas" – mesmo aquelas que os arqueólogos ocidentais encontram e que, dado ao seu carácter inusitado, como seria de se esperar são logo sumariamente afastados. As misteriosas tumbas de Bahariya guardam certamente imensos e profundíssimos segredos, já que......

Ali estão as mais de DEZ MIL (sim, não há qualquer engano: dez mil!) sepulturas de uma estranha e desconhecida raça!


Sim, estima-se que sejam mais de 10 mil sarcófagos, elaborados no mais puro ouro (vide foto), contendo estranhos hieróglifos, e que além de tudo nos mostram as imagens de rostos "diferentes"..... E que por sinal jamais foram pertencentes à extinta Civilização Egípcia! Então, QUE estranha raça foi esta; de ONDE exactamente veio e o QUÊ precisamente representou para o Antigo Egipto? Seria um mausoléu colectivo, guardando secretamente os corpos mumificados dos antigos antepassados superiores? Tudo parece indicar que SIM! E, principalmente, por QUAIS estranhas e ocultas razões essa sensacional descoberta não foi amplamente divulgada como deveria ter sido?


O Oásis de Bahariya - situado a cerca de 380 quilómetros a oeste das pirâmides do Cairo e em plena vastidão do deserto egípcio - foram encontradas as mais estranhas sepulturas subterrâneas e secretas de toda a História - Uma sensacional descoberta, somente comparável, ou talvez muito superior, ao encontro da múmia do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis por Howard Carter no início do século XX!


Até o momento já foram descobertas cerca de duas centenas de múmias e sarcófagos, e o total estimado pode alcançar, ou talvez ultrapassar, 10 mil!

E as escavações estão apenas a começar! (Foto: ABRAMS)


Nesta foto (ABRAMS) o Dr. Zawi Hawass junto a uma dessas cavernas, bloqueada por entulhos. O próprio Dr. Hawass declarou que este espantoso mausoléu colectivo estava protegido por uma estranha camada de um misterioso pó amarelo, disposto no solo e emanando um odor fortíssimo, que ao ser profanado pela primeira vez elevou uma enorme nuvem que segundo suas palavras " – Me fazia sentir como se estivesse sendo atacado por flechas de fogo, não podia respirar". Certamente uma das chamadas "maldições", uma forma de protecção que sobreviveu aos milénios sem conta e talvez esteja ainda hoje actuante de modo a fazer as suas vítimas!






Aqui, uma espantosa visão das múmias enfileiradas nos seus sepulcros coletivos, devidamente protegidas pelos envoltórios especiais colocados pela equipe do Dr. Hawass, nesta foto de sua autoria.





No interior dessas estonteantes galerias, enfileiram-se as centenas de múmias desconhecidas.

E onde quer que se escavem surgem sarcófagos às dezenas, parecem mesmo brotar de todos os lados!!! E porquê exactamente os colocaram tão longe e tão separados do restante da antiga civilização egípcia, em um lugar inóspito, onde somente o mais feliz dos acasos (como foi exactamente o que levou a essa incrível descoberta) poderia tê-los encontrados, intactos, muitos milénios depois da esquecida época em que ali foram piedosamente depositados?

E curiosamente, nem todas essas múmias estão acondicionadas em sarcófagos em ouro. Algumas delas estão separadas, colocadas em nichos escavados na rocha.

E observou bem a múmia mostrada acima? Pois então, façamos uma pequena experiência: vamos inverter a posição do seu rosto e colocá-lo em negativo. O que vemos? Uma criatura totalmente fora dos padrões, não somente egípcios como também terrestres!!!

Nesta foto, o Dr. Hawass examina alguns dos inúmeros sarcófagos. E certamente existirão muitos outros, uma vez que o atónito Dr. Hawass fez a si mesmo a seguinte pergunta: - O que mais repousa além dessas paredes? Temos que esperar pela próxima estação para procurar, porém não espero nada menos do que o espectacular!
A maioria desses sarcófagos é elaborada no mais puro ouro! Aqui o Dr. Hawass procede a limpeza e examina um deles.
As estátuas de estranhas divindades, que apesar de guardarem notáveis semelhanças com as egípcias são bastante diferentes, espalham-se também por alguns setores desse impressionante e fantasmagórico labirinto do passado!



Aqui, mais dois sarcófagos em ouro, mostrando estranhos rostos humanos - também de uma tipologia totalmente diferente da egípcia, notadamente o da direita. Que estranha raça terá sido essa, que certamente influenciou em muito a cultura do Antigo Egipto? E não se sabe exactamente a antiguidade desses impressionantes achados de Bahariya, que certamente a antecedem em muito mais do que se possa pensar!

E também têm sido encontrados estranhos vestígios arqueológicos – tais como estas estátuas, da mesma forma totalmente divergente dos tradicionais padrões conhecidos. Note-se as três estranhas múmias à direita e olhe bem para a penúltima. Depois, precisamente na nossa sequência, você saberá porquê.

E esta é a surpresa das surpresas! Magnificamente preservado, vemos uma espécie de relicário de uma criança branca, usando vestes totalmente fora dos padrões egípcios!!! Note-se o simbolismo do Sol Alado e das serpentes – tradicionalmente associados à presença dos extraterrestres e dos antigos iniciadores no nosso remoto passado!




Segundo as reduzidas explicações oficiais e também de acordo com a opinião do Dr. Hawass, o impressionante mausoléu de Bahariya - também conhecido como "O Vale das Múmias Douradas" - seria "originário do Período Greco-Romano". Não acreditamos muito nisso, uma vez que existem diversas contradições. Primeiramente, os hieróglifos e símbolos arcaicos (muito anteriores portanto à escrita egípcia), espalhados por todos os lados e também nos sarcófagos não nos deixam mentir. Lembremos que no Período Greco- Romano a escrita hieroglífica tinha sido praticamente perdida e predominava a escrita cursiva, logicamente misturada aos idiomas grego e romano. Em segundo lugar, PORQUÊ exactamente esconder mais de 10 mil múmias (quase a população inteira de uma cidade) a 380 quilómetros de distância das Pirâmides e em pleno deserto hostil, muito afastado aliás dos grandes centros que eram ocupados pelos gregos e pelo romanos, notadamente bem mais ao sul do Nilo.

Não tem mesmo a menor lógica! Em terceiro lugar, COMO e através de QUAIS técnicas foram escavados, além de toda a região do oásis propriamente dito, esses imensos labirintos - que são além de tudo dotados de prodigiosas estruturas artísticas e arquitectónicas, como bem pode ser visto na foto acima?

Vários abrigos de sarcófagos, isolados, foram igualmente escavados na rocha bruta. COMO?

E sabe quem exactamente descobriu todo esse imenso tesouro arqueológico? Não ria, mas foi um.... Jumento! Abdul Mojood percorria o deserto quando seu animal, o simpático (no bom sentido, é claro - ou você acha que este seu escritor favorito iria achar um jumento "simpático"?) bichinho aí da foto, que foi o herói da história e quem sabe também da História, talvez cansado de ser explorado resolveu fugir e tropeçou, caindo em um buraco repentinamente exposto pelo vento. E esse buraco nada mais era do que uma abertura, situada no teto de uma dessas tumbas! O Governo Egípcio foi devidamente avisado, porém essa sensacional descoberta permaneceu secreta por durante três anos! E novamente aqui caberia a pergunta: - PORQUÊ



E os belíssimos murais estão espalhados por todos os lados. Aqui, uma representação da Barca Solar, conduzindo o Deus RA – uma antiquíssima tradição na religião egípcia. Preste atenção nos personagens à esquerda.

Outro mural nos mostra esta mesma antiquíssima tradição religiosa, onde habitantes QUE DE MANEIRA ALGUMA SÃO GREGOS OU ROMANOS prestam adoração ao deus MIN – culto que por sinal remonta à noite dos tempos e principalmente ao chamado (e além de tudo remoto e desconhecido) Período Pré-Dinástico!


Além disso, sarcófagos belíssimos, elaborados no mais puro ouro (foto), nos mostram certos retratos que jamais foram gregos ou romanos. Por sinal, no tempo das suas dominações, que começaram no ano 332 A.D., os sarcófagos eram extremamente decadentes e toscos, simples arremedos, unicamente madeira (jamais metálicos) na qual se pintavam - e por sinal muito mal - os rostos dos aristocratas falecidos.

Afinal de contas, que estranha e desconhecida raça era mesmo essa, cujos impressionantes vestígios dourados parecem brotar do próprio solo quanto mais se escava? E a sua antiguidade é inegavelmente tanta que alguns sarcófagos fundiram-se através das eras com o solo arenoso ficando literalmente fossilizados, assim como nos mostra a foto acima!


E, finalmente, gostaríamos muitíssimo de saber a quem exactamente pertencem essas estranhas múmias, também encontradas em Bahariya e em compartimentos isolados, todas elas desprovidos de sarcófagos. E agora, observe com bastante atenção o curioso rosto da múmia à direita.


Bizarro e incompreensível rosto dessa estranha estátua, datada de cerca de 10 mil anos atrás e portanto relativa aos chamados tempos "pré-históricos", mostrando os detalhes de uma criatura absolutamente desconhecida que inclusive usa roupa do tipo metálico - logicamente uma entidade extraterrestre. É importante ressaltar que essa estatueta, originária de uma cultura pré-histórica desconhecida, foi encontrada em um outro continente e em um sítio arqueológico portanto BEM DISTANTE DO EGITO! E os arqueólogos a chamam de "O Homem com a Cabeça de Bagre", obviamente uma manifestação artística, ou de culto, dos primitivos habitantes do nosso planeta, que efectivamente só retratavam aquilo que viam. Tudo isso prova a subtil e mais marcante característica do Realismo Fantástico, um maravilhoso quebra-cabeças cujas peças esparsas sempre se encontram, em algum lugar mais adiante, tornando-se um mosaico compreensível, uma paisagem intensamente lógica..... Mas sempre, invariavelmente, única e tão-somente quando chega o seu devido tempo!

Não restam mais quaisquer dúvidas (ou somente não enxergam aqueles que não querem, ou ainda os que comodamente fingem que não vêem)! Uma estranha raça, não se sabe vinda exactamente de onde e dotada de enormes crânios, esteve misturada à população da antiga civilização egípcia! Notem os expressivos detalhes da cabeça desta múmia de um príncipe, cujo nome era Pa-Seb-Kha-en-Pet, originária da XXI Dinastia e em exposição no Brooklyn Museum!

E o quê exactamente podemos dizer sobre esta outra, encontrada em Tebas e que oficialmente foi classificada como pertencente a "uma criança"..... E que "criança" mais marota é mesmo esta! Na verdade há "110 por cento" de chances de ser uma criatura alienígena - ou uma estranha combinação entre "eles" e a antiga raça egípcia. Observe com bastante atenção o formato do crânio: veja as dimensões, a subtileza dessa forma; olhe bem onde a orelha está situada, quase na nuca! Preste atenção agora nas cavidades oculares, no nariz, na boca, e também na reduzida estatura. Aliás, se esta múmia é de fato alienígena, NÃO TERÁ SIDO A ÚNICA ENCONTRADA - e que portanto, dado ao seu carácter insólito, a sempre actuante "central de contra verdades" e o seus hábeis prestidigitadores abafaram!



Agora, responda rápido: - Por que exactamente os mumificadores e os sacerdotes que supervisionavam esses rituais no Antigo Egipto não preservaram os cérebros de todas as múmias? Fígado, pulmões, estômago e intestinos eram também mumificados e guardados em recipientes denominados Canopos, cada um sob a protecção de uma divindade mágica e que acompanhavam as múmias nas suas tumbas. Através de uma técnica cirúrgica refinadíssima e além de tudo avançada, de fazer inveja aos nossos modernos médicos legistas, a vértebra Atlas era retirada da base do crânio e por ali o órgão era extraído com notável integridade e precisão. Por que então exactamente esses cérebros, como também os corações, eram ocultados ou provavelmente destruídos, eliminado assim todos os seus vestígios? Seria pelo facto de que eram "diferentes", muito diferentes dos da nossa humanidade??? Outra pergunta cuja resposta afirmativa pode ter, diria, "150 por cento" de probabilidades de ser a correcta!

Esses são os chamados Vasos Canopos, que acompanhavam as múmias nas suas últimas moradas, contendo fígados, pulmões, intestinos e os estômagos dos soberanos mumificados. Os antigos egípcios não eram tolos. Muito pelo contrário, extremamente versados em Medicina e Anatomia, SABIAM - assim como o atestam diversos papiros médicos - exactamente as funções cerebrais e cardíacas, relativas aos órgãos mais importantes da estrutura humana.

 Então, por que motivo exactamente desapareciam com eles, não tendo sido sequer um deles encontrado devidamente preservado - assim como, e devido à lógica, deveriam tê-lo sido até hoje

O Passado tem mesmo muito a revelar! Ao contrário daquilo que nos fazem crer, a Cruz não é um símbolo moderno ou essencialmente cristão. As Tradições dizem que desde os tempos da perdida Atlântida ela já era utilizada através de um sagrado simbolismo, daí passou para o Antigo Egipto, continuando a sua trajectória através das mais antigas culturas! O que você vê, à esquerda, é a antiquíssima cruz que se convencionou chamar de Celta. Na verdade, de Celta ela não tem nada, e este exemplar em pedra, cuja altura é de 2,10 metros, é extremamente antigo e sobretudo único, não se sabendo a sua exacta origem. Contudo, antigos documentos em poder de Fraternidades Iniciáticas autênticas descrevem a sua imagem - considerada uma das mais antigas formas de "cruz" - sob o estranho nome de "ABERLEMNO". Crichton Miller é um pesquisador e executivo escocês, estudioso dos mistérios das antigas civilizações, e observando bem a fundo essa antiga "cruz" chegou a patentear na Inglaterra, sob o número GB-2-344-654-A, a sua réplica, mostrada na foto da direita. E o que tem de especial nesta antiga "cruz", agora revivida nos modernos tempos do Século XXI? Simplesmente Miller descobriu que ela é um esboço, uma representação puramente técnica, de um antigo instrumento que os Antigos Egípcios se utilizaram para navegar pelos oceanos de todo o mundo, construir seus espantosos monumentos e até mesmo - muito mais anteriormente do que eles - utilizado pelos misteriosos construtores dos complexos megalíticos de Stonehenge! Trata-se de um fantástico e altamente preciso instrumento para medição de ângulos, das inclinações, das distâncias e prumos; SUBSTITUI PORTANTO O TEODOLITO; avalia distâncias siderais; posiciona qualquer estrela do nosso firmamento, e etc.! Miller afirma que este antigo instrumento, dada a sua incrível acurácia técnica, foi a base da Geometria, da Matemática, da antiga Astronomia, da Cartografia e até mesmo da medição do tempo! Daí, portanto, a pergunta que logicamente surge é: - DE ONDE PRECISAMENTE TERIA VINDO ESSA ESPANTOSA TECNOLOGIA?

Não importa de onde tenha vindo - Atlântida, Lemúria ou quem sabe do próprio espaço sideral. O fato é que funciona mesmo! E para que não haja mais quaisquer dúvidas, vemos, à esquerda, o certificado de patente concedido pelo Governo Britânico a esta espantosa ressurreição de uma tecnologia muito antiga, cuja desconhecida origem se perde na noite dos tempos. E convém saber que na Inglaterra somente são concedidas patentes a artefactos que efectivamente se mostrem capazes de produzir os resultados e os efeitos a que se destinam! Aliás, os mais severos testes foram efectuados pelo próprio Miller em navegações marítimas e em diversas medições astronómicas e topográficas – todos eles inquestionavelmente exactos, além de precisa e altamente satisfatórios sob o ponto de vista técnico!

Este é o calendário Azteca, erigido em um enorme bloco rochoso e dotado de formato circular, tendo ao centro o rosto de uma divindade. Na verdade, de "calendário" ele não tem nada e segundo alguns engenheiros astronáuticos trata-se mesmo do ainda incompreensível esquema técnico de uma máquina voadora.... A mesma que hoje em dia chamamos de UFO! E para aqueles que estão estudando, alertamos que a grafia correcta na Língua Portuguesa é com "s"= Asteca. Usamos, porém, propositadamente a grafia Azteca, uma vez que aquele povo nas suas antigas tradições chamava um perdido continente tragado pelas águas do oceano de AZTLAN, daí tendo derivado o nome da sua civilização. Sabia disso?



Na foto, um atónito membro de uma expedição arqueológica dinamarquesa, examina um dos imensos pilares do antiquíssimo Templo de Hoysalesvara, Índia – em tempos imemoriais inteiramente escavado em uma montanha, tendo sido todos esses pilares erigidos em únicos e pesadíssimos blocos de pedras. E além de tudo incrivelmente fresados através de um maquinário!!! Sim, tudo isso foi cortado e trabalhado à máquina..... E por sinal mediante um tipo de tecnologia da qual ainda hoje não dispomos!!

E aqui vê uma outra imponente edificação situada em Uxmal, México, e também supostamente atribuída à Civilização Maia. São verdadeiros prodígios arquitectónicos e, na verdade, obras de uma civilização desconhecida e muito mais antiga. E que, na falta de um nome melhor e mais apropriado, a História clássica por vezes timidamente reconhece e define como "Toltecas, Zapotecas, Xiús" – e tantos outros nomes mais pomposos e no entanto desprovidos de qualquer significação, uma vez que NADA se sabe sobre esta perdida e muito evoluída cultura de um passado remotíssimo.

Os Maias e os Aztecas certamente devem ter se apropriado dos seus monumentos, templos e demais edificações, já que certamente os acharam abandonados desde há milénios!

E sabia o que muitas dessas fantásticas edificações têm em comum? A maquete acima, exposta no Museu Americano de História Natural, em Nova York, mostra a estrutura interna do chamado Templo dos Troféus, situado nas ruínas de Palenque, México - também uma outra "obra da Civilização Maia".

Maia, será???

Repare bem naquilo que tanto chamou a atenção dos arqueólogos: isso mesmo! Inteiramente cortado, moldado e trabalhado no interior de uma montanha! 
Algo que a nossa moderna Engenharia teria muita dificuldade em emular, mesmo tendo ao seu dispor os imensos recursos técnicos!!! E nunca é demais repetir que o conquistador espanhol Hernan Cortéz passou por essas ruínas sem se dar conta, já que estavam encobertas pelas espessas selvas e até mesmo os indígenas, estes sim remotos descendentes dos Maias, desconheciam a sua existência."


NOTA: as fotos não correspondem exactamente ao relatado no texto...




quinta-feira, agosto 03, 2017



"APARTA DE MIM OS TEUS OLHOS QUE ME ENTONTECEM"
in "Cântico dos Cânticos"

(...)
"Oh! Bienheureux le simple qui ose, sans respect humain, saluer le Maître à son passage quel que soit son visage: foudre, enthousiasme, honte, terreur ou secousse érotique, miséreux ou artiste. Machiavel ou Jesus. "Cela" qui réveille l'Esprit en toi, est un geste d'appel du Maître de ton âme. ...
Ses moyens sont multiples: désir, remords, soif d'exces ou d'infini, impulsion créatrice; c'est toujours la brûlure du FEU enseveli, et qui, fusant de temps à autre, transforme ton être en volcan.
On parle toujours de ton âme, on ne parle jamais du feu.
Cependant ton âme d'être imparfait est complexe, si complexe que ses éléments anarchiques peuvent soulever en toi des mouvements sans lien apparent, et tu ne te reconnais plus toi-même.
Mais il n'y a qu'un FEU au monde, dont les manifestations sont multiples."


L' OUVERTURE DU CHEMIN de ISHA Schwaller de Lubicz

UM OLHO GIGANTE



Todas as galáxias passam por um estágio explosivo periódico. La Violette calcula que a última vez que nossa galáxia se tornou ativa foi por volta de 3 mil anos atrás. Ele acreditava que essa explosão do centro da galáxia possivelmente tenha durado mil anos. Esse autor nos diz que, da perspectiva da Terra, essa incrivel emissão de luz seria modelada como um olho gigante no céu entre Sagitário e Escorpião. Além de se assemelhar a um olho, para nosso antigos ancestrais essa explosão galáctica gigantesca também se assemelharia a um útero. E a visão de um útero galáctico abrilhantando os céus noturnos, por cerca de mil anos ou mais, pode ter dado origem ao mito de Isis. Em seu apelo como mãe da criação, é durante essa fase explosiva que a face de Isis finalmente se revela. Após essa fase brilhante de nascimento, após o centro explosivo ter se tornado finalmente tranquilo, Isis, mais uma vez, torna-se a Deusa do Véu Escuro, cuja face torna-se outra vez oculta à nossa visão.


O centro de nossa galáxia tem um brilho milhares de vezes maior do que qualquer outra parte do corpo ga. Contudo, devido a poeira e aos escombros, essa presença maravilhosa se oculta à nossa visão. Os véus escuros de Isis estão estendidos entre nosso planeta e o centro de criação.


A inscrição no templo de Isis, em Sais, estabelece que o fruto que ela gerou é o Sol. Nossa estrela local radiante emergiu da poeira proveniente dos espasmos da fornalha ardente, que repousa no centro de toda a criação em nossa galáxia. De fato, pode-se dizer que tudo o que é - toda a natureza, seres humanos e até mesmo a consciência humana - veio originalmente desse útero da galáxia. Se ela é Isis, então nossa galáxia é a Grande Mãe, a Criadora e a Força Feminina a partir da qual tudo emerge, com seu útero grávido contínuamente dando à luz milhões de Horus ou estrelas que brilham em seu corpo celeste. Esse conhecimento dos fogos internos e gases comprimidos da criação, queimados e transmutados no cadinho de seu útero, repousa no coração da tradição ocidental da alquimia.

(IN JANELA DA ALMA)

segunda-feira, novembro 07, 2016

NUMA VIAGEM AO EGIPTO...



Uma transcrição alterada pela minha própria experiência que se assemelha em muito com a autora do texto original. E PORQUE  ME LEMBREI FORTEMENTE DELA…





A Deusa Sekhmet

... “A maioria das estátuas que existem de Sekhmet encontram-se em museus. Houve uma, no entanto, que vi no antigo Templo de Karnac numa ruina insignificante que quase ninguém dá por ela e que nem sequer é visitada pela grande maioria dos turistas que diariamente aí vão. Quando entrei nesse pequeno círculo onde ela se encontra, com espaço para poucas pessoas, fixei os meus olhos nela e me senti como se estivesse na presença de uma figura muito forte e protectora.”

...Senti -A VIVA e à sua força imanente, cheia de pujança, como se ela vibrasse ainda para lá dos tempos naquela imagem escondida da grande maioria dos turistas e disseram-nos que as pessoas que a guardavam conheciam o seu Mistério profundo e actual...tal como a autora, embora houvesse homens, "eu viajava com um grupo de mulheres e todas nós sentimos como se tivéssemos entrado num santuário…"

“Essa Estátua de Sekmet era uma escultura alta, feita de pedra de basalto escuro e macio. Estava sobre uma base rente ao chão; a mais alta de entre nós mal lhe chegava aos ombros. O seu rosto de leoa, não só era muito sereno como bondoso. Na cabeça ostentava um símbolo de poder, uma grande representação do disco solar com o aureus, a cabeça erecta da cobra ao centro. Na sua mão direita segurava a ANKh, símbolo da vida eterna (e Chave da Vida), com o braço ao lado do corpo. (…) A única fonte de luz no pequeno recinto irradiava de uma abertura no teto iluminando a câmara escura,” pois se travava com efeito de uma Câmara.

A Grande Deusa era a incorporação da Terra em seus ciclos, muito mais do que o sol e a lua em suas fases: ela era a criadora que traz a vida, a que a preserva e a destruidora dessa mesma vida. As mulheres em geral, tomam contacto com o aspecto sombrio da Deusa, principalmente quando ficam velhas.
(…)
JEAN SHINODA BOLEN

In AS DEUSAS E A MULHER MADURA

quarta-feira, outubro 19, 2016

O NASCIMENTO ESPIRITUAL



- Na Deusa Selvagem, você conta uma experiência que teve num templo no Egipto, onde sentiu as contracções de um parto. Experiências dessa natureza são igualmente de júbilo?


- Completamente. Eu estava em viagem no Nilo. Estava a visitar o templo de Denderah, mais precisamente na cripta do templo de Ísis-Hathor. Em frente a um muro, mergulhada na obscuridade eu senti, é verdade, violentas contracções de parto. Eu voltei-me para a parede, com os olhos fechados e vi interiormente os cornos de Hathor, o seu disco vermelho, com o sentimento de estar a ser arrastada numa dança de electrões. Depois destas duas experiências, tomei conhecimento que os hieróglifos de um lado da parede figuravam um texto sobre o nascimento físico, e do outro lado um texto sobre o nascimento espiritual. Só as mulheres podem viver estas sensações. Talvez porque elas por definição são mais abertas e prontas a aceitar deixarem-se tomar por forças, energias que as ultrapassam.


Joelle de Gravelaine

ISIS



A transformação física


Transformação ou deificação do corpo físico é um tema evidente na tradição esotérica egípcia. É evidente a partir da ciência antigos egípcios e práticas religiosas. O objetivo era a transformação das características físicas que se tornariam as forças eternas, metafísicas ou overlegemlige. Esta transformação resultou na possibilidade de utilização de um corpo superior e mais fino. É um processo que foi aludido em muitas antigas religiões de mistério, mas que nunca foi tão claramente formulado como escrituras sagradas do Egito.
As pessoas poderiam ser levantadas a uma maior expressão da existência. O mesmo poderia ser deuses.
O axioma hermético diz:


"Como acima, assim abaixo.
Como no grande assim no muito pequeno.
Tal como no interior, portanto, também no exterior ".
Estas forças não foram, portanto, restrito deuses. Ras energia solar é transferido por exemplo diariamente para toda a vida, como proclamado nesta solmantra:
"Eu estou convosco todos os dias,
de tal modo que todas as partes do corpo
pode ser renovada por sua luz ".


Este conhecimento das possibilidades de transformação não foi reservado para o sacerdócio ea consagrada. Fora do templo eram deuses transformando forças conhecidas e reconhecidas, e egípcios comuns tentou contatá-los através de invocações e cerimônias. Apelou a ISIS, porque você sabia que seu poder mágico revogada influências destrutivas, enquanto Sakhmet possuía a capacidade de remover a doença. E os túmulos foram a mais poderosa força de transformação que poderia acumular a uma força que a alma poderia usar continuamente na vida após a morte.

segunda-feira, maio 09, 2016

Abelhas Rainha - Antigo Egito


As Abelhas no antigo EGITO:

O Egito era uma federação (uma federação é a união de vários estados). Os principais estados da federação egípcia eram o Alto (capital Tebas, hoje Luxor) e Baixo Egito (capital Menphis, no hoje Cairo). Cada um dos dois estados tinha uma coroa: Branca era a coroa do Baixo Egito, e vermelha era a coroa do Alto Egito. O rei (O Faraó) da federação utilizava uma coroa combinada. O título dado ao rei era NyswBit, onde Sw significa Alto Egito, e Bit significa Baixo Egito.
O nome Sw significa papiro, o principal produto do Alto Egito; o nome Bit significava Abelha, símbolo do Baixo Egito. Ny é um adjetivo que significa "estar por cima, sobre a alguma coisa";
A 350 a.C. o desenho da abelha foi consagrado como símbolo do Faraó Rei.
Uma imaginação de um Rei da comunidade das abelhas (na verdade uma Rainha, pois Ísis dava ao Faraó o seu Poder para governar o Egito, a colméia). O vestígio que comprova a criação de abelhas em colméias no antigo Egito é encontrado no templo da 5º dinastia da era dos Faraós (2.500 a.C.).
Era um símbolo da realeza no Antigo Egito e dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Sua imagem mais difundida é a de símbolo da alma Divina humana. Os opostos bem/mal, também se encontram simbolizados nela. O mal encontra-se simbolizado pelo ferrão e o bem pelo mel e seus derivados. As abelhas também foram domesticadas no Antigo Egito, e forneciam tanto mel como cera.
A cor do mel é o amarelo, uma das três cores da chama trina, que representa o Cristo, é símbolo da paz e DA SABEDORIA espiritual. Está associado ao ouro, à luz do sol, ao intelecto ILUMINADO pelo amor incondicional do coração, à fé e bondade, vigor, força e entusiasmo. É um símbolo da eternidade, da criação, da transfiguração e da meta a ser alcançada na busca espiritual. É a cor da maturidade que emerge da escuridão. Na alquimia encontra-se ligado ao ouro alquímico da transmutação. É considerada a cor da terra fértil e da harmonia entre os princípios opostos e complementares masculino e feminino, obtida através do conhecimento, sabedoria (SOPHIA). No islã, o amarelo ouro é a cor dos homens sábios e na China é a cor do imperador.
("de Childeric o rei"), o que identificou a tumba.
Composição do pólen:
O pólen contém basicamente:
30% de água, 10 a 36% de proteínas, 20 a 40% de glucídeos, 1 a 20% de lipídios (gorduras) (mas usualmente não mais que 5%), 1 a 7% de matérias minerais (apresenta cálcio, cloro, cobre, ferro, magnésio, fósforo, potássio, silício, enxofre, alumínio, ferro, manganês, níquel, titânio e zinco), além de resinas, matérias corantes, vitaminas A, B, C, D, E, enzimas e coenzimas.
Os principais aminoácidos encontrados em sua composição são principalmente: arginina, histidina, isoleucina, lisina, metionina, fenilalanina, treonina, triptofano, valina e prolina (o mais abundante). São observados também carboidratos (cerca de 29%) que são formados por açúcares reduzidos e quantidades insignificantes de glicose, frutose, rafinose e amido.
Como o valor alimentar do pólen de diferentes fontes, varia grandemente (de 7,02% nos Pinus a 35,5% nas Palmaceas), uma mistura de diferentes fontes botânicas é necessária para propiciar uma dieta balanceada e é isso que a abelha costuma fazer de modo que, em média o pólen coletado por abelhas compara-se em conteúdo protéico com o dos feijões, ervilhas e lentilhas.
O pólen apresenta uma composição química altamente complexa e provavelmente até agora não totalmente elucidada, tendo condições de fornecer praticamente todas as substâncias indispensáveis ao bom funcionamento do organismo humano.
A utilização do pólen como complemento alimentar para o organismo humano exerce uma ação tripla sobre o mesmo, pois além de atuar sobre o crescimento, regula as funções intestinais e o sistema nervoso, e finalmente fortifica o organismo de uma maneira geral. O alimento oferecido pelas abelhas para a humanidade é como uma oferta do amor de Deus, obtido através da captação da beleza das flores, coletadas pelas abelhas e transformada em pólen, mel, cera, própolis...


"DAT ROSA MEL APIBUS" (A Rosa dá o Mel às Abelhas) é um conhecido símbolo Rosacruz.

Incontáveis, organizadas, laboriosas, disciplinadas, infatigáveis, as abelhas não se diferenciam das formigas, como elas símbolos das massas submetidas à inexorabilidade do destino (homem ou Deus) que as acorrenta, se, além disso, não tivessem asas e canto, e não sublimassem em mel imortal o frágil perfume das flores. É quanto basta para conferir elevado alcance espiritual ao seu simbolismo, paralelamente ao temporal. Operárias da colméia, comandadas por UMA RAINHA, que se pode comparar com maior propriedade a um alegre ateliê do que a uma sombria usina, as abelhas asseguram a perenidade da espécie. Mas, quando consideradas individualmente, na qualidade de animadoras do universo entre a terra e o céu, podem também simbolizar seu princípio vital, materializar a alma. Nesse duplo aspecto – coletivo e individual, temporal e espiritual – é que consiste a riqueza de seu complexo simbólico por toda parte em que é testemunhado.
Ao comentar Provérbios 6:8 – Vá observar a abelha e aprenda como ela é laboriosa, São Clemente de Alexandria acrescenta: Pois a abelha se serve das flores de um prado inteiro, para com elas fabricar um só mel. Imitai a prudência das abelhas, recomenda Teolepto de Filadélfia, citando-as como exemplo na vida espiritual das comunidades monásticas.
Para os nosairitas, heresiarcas muçulmanos da Síria, ALI, O Leão de Aláh, é o príncipe das abelhas, as quais, de acordo com certas versões, seriam os anjos, e, segundo outras, os crentes: os verdadeiros crentes se assemelham às abelhas, que escolhem para si as melhores flores.
Na linguagem metafórica dos dervixes Bektachi, a abelha representa o dervixe e o mel é a divina realidade (o Hak) por aquele buscada. Da mesma maneira, em certos textos da Índia, a abelha representa o espírito que se embriaga com o pólen do conhecimento.
Personagem de fábula para os sudaneses e para os habitantes situados dentro da curva do rio Níger, ela já é símbolo da realeza na Caldéia, muito antes de ser glorificada pelo Primeiro Império francês. Esse simbolismo da realeza ou do império é solar, tal como atesta o antigo Egito, por um lado associando-o ao raio e, por outro, declarando que a abelha teria nascido das lágrimas de Rá, o deus do Sol, ao caírem sobre a Terra.
Símbolo da alma, a abelha é por vezes identificada com Deméter na religião grega, em que pode simbolizar a alma descida aos infernos; ou então, ao contrário, materializar a alma saindo do corpo. Pode-se reencontrá-la na Caxemira e em Bengala, em numerosas tradições indígenas da América do Sul, como também na Ásia Central e na Sibéria. Finalmente, Platão afirma que as almas dos homens austeros reencarnam-se sob a forma de abelha.
Figuração da alma e do verbo – em hebraico, o nome da abelha, Dbure, vem da raiz Dbr, palavra -, é normal que a abelha desempenhe também um papel iniciático e litúrgico. Em Elêusis e Éfeso, as sacerdotisas são chamadas de abelhas. Virgílio ressaltou suas virtudes.
Encontramo-las representadas nos túmulos como sinais de sobrevivência além-morte, pois a abelha torna-se símbolo de ressurreição. O inverno (três meses), durante o qual parece desaparecer, pois não sai de sua colméia, é comparado ao período (três dias) durante o qual o corpo de Cristo fica invisível, após sua morte, antes de reaparecer ressuscitado.
A abelha simboliza, ainda, a eloqüência, a poesia e a inteligência.
A lenda sobre Píndaro e Platão (abelhas teriam pousado sobre os lábios de ambos, quando ainda crianças de berço) é repetida com relação a Ambrósio de Milão: as abelhas roçam-lhe os lábios e penetram em sua boca. O conceito de Virgílio, segundo o qual as abelhas encerram uma parcela da divina Inteligência, permanecia vivo para os cristãos da Idade Média. Reencontra-se então o valor simbólico do zumbido, verdadeiro canto da abelha.
Um sacramentário gelasiano faz alusão às extraordinárias qualidades das abelhas que extraem o pólen das flores roçando-as apenas, sem tirar-lhes o viço. Elas não dão à luz; graças ao trabalho de seus lábios tornam-se mães; assim também o Cristo emana da boca do Pai.
Por causa de seu mel e de seu ferrão a abelha é considerada o emblema do Cristo: por um lado, Sua doçura e Sua misericórdia, e por outro, o exercício de Sua justiça na qualidade de Cristo-juiz. Muitas vezes essa figura é evocada pelos autores da Idade Média; para Bernard de Clairvaux (SÃO BERNARDO), simboliza o Espírito Santo.
Os celtas revigoravam-se com um vinho adoçado pelo mel, e com o hidromel. A abelha, cujo mel era utilizado na preparação do hidromel ou licor da imortalidade, era objeto na Irlanda de estrita vigilância legal. Um texto jurídico gaélico da Idade Média declara que a nobreza das abelhas vem do paraíso, e foi por causa do pecado do homem que as abelhas teriam saído de lá; Deus derramou sua graça sobre elas, e é por esse motivo que não se pode celebrar a missa sem a cera. Embora seja este um texto tardio e de inspiração cristã, ele confirma uma tradição muito antiga, pois seu vocabulário ainda apresenta vestígios dessa tradição (a palavra galega cwyraiid, de cwyr, cera, significa perfeito, consumado, e o irlandês moderno céir-bheach, literalmente cera de abelha, designa também a perfeição). O simbolismo da abelha evoca, portanto, entre os celtas como também em outros lugares, os conceitos de sabedoria e de imortalidade da alma.
O conjunto de características recolhidas em todas as tradições culturais denota que por toda parte a abelha surge, essencialmente, como que dotada de uma natureza ígnea, como um ser feito de fogo. Representa as sacerdotisas do templo, as pitonisas, as almas puras dos iniciados, o Espírito, a Palavra ; purifica pelo fogo e nutre com o mel ; queima com seu ferrão e ilumina com seu brilho. No plano social simboliza o senhor da ordem e da prosperidade, rei ou imperador e, igualmente, o ardor guerreiro e a coragem. Aparenta-se aos heróis civilizadores que estabelecem a harmonia por força do saber e do gládio.
Notar a estrutura hexagonal de uma colméia, a forma geométrica perfeita para a função da mesma.
Um símbolo maçônico antigo que é raramente usado hoje, mas era muito popular no século 19 é o símbolo da abelha e da colméia. A abelha sempre simbolizou indústria, trabalho, sabedoria, regeneração e obediência desde o início da era cristã e na verdade foi simbólica das mesmas virtudes para os antigos caldeus, egípcios e romanos e outras civilizações antigas. A colméia é, naturalmente, uma estrutura construída com muito lógica e harmonia - um milagre de engenharia natural - e tem, portanto, um significado especial para os maçons que estudam a construção de personagens e estruturas. A grande perda para os maçons foi não entender que uma colméia e suas abelhas é uma estrutura essencialmente ordenada, construida, mantida e regida PELA ENERGIA FEMININA DA RAINHA da colméia.
Na tradição Cristã é o emblema de Cristo, de sua clemência (pela analogia do doce de seu mel), com sua justiça (por seu ferrão), e as virtudes Cristãs (por causa do modo exemplar e obediente que a abelha operária se comporta diante da abelha rainha).
CONCLUSÃO:
Como podemos observar as ABELHAS E SUAS COLMÉIAS sempre foram consideradas sagradas em todas as culturas antigas de todas as civilizações de todos os tempos. Parece que somente nos dias atuais a sua existência esta sendo posta em risco pelo homem moderno assim como a produção de tudo QUE É BOM (Alimentos), BELO (Flores) E VERDADEIRO (O trabalho), proveniente da obra desses minúsculos seres que são comandados por UMA RAINHA (A Energia Feminina criadora da Deusa), que executam sua missão enquanto estão sofrendo um processo de extinção pelo ataque da loucura do homem e sua "moderna civilização". Esse fato por si só deve ser considerado como um CLARO SINAL dos tempos em que vivemos, em que a destruição de tudo QUE É BOM, BELO E VERDADEIRO é a consequência dos atos insanos de uma civilização à beira do abismo.


Adri Marin : Abelhas Rainha - Antigo Egito.

terça-feira, dezembro 22, 2015

DEPOIS VINHAM OS CAMINHOS



Depois, vinham os caminhos misturados. A seiva escura já em salmos. A paz que te cantei toda de vento. E todo o saber de que tens merecimento.
Antes, estiveram os vates encostados aos fogos, vestes na fonte enegrecida do Logos.
Esperei sempre por ti no cume das coisas, e, sempre sem ti, fui por entre mim as indistintas outras. Cosas loucas. Vestes nuas. Criaturas. Negras marés. Fontes tantas. Outras chuvas. Rosas. Sóis. O instante. O servo… o medo. Dói.
Sou a dor petrifica
da em todos os lençóis.
Uma chama em gelo, um gelo que queima, um lagar de azeite nas cruentes formas.
Um girassol além, sorrindo na distância de um astro sem nome e, sabendo tudo da minha fome.


AMÉLIA VIEIRA (poeta)

sábado, outubro 24, 2015

O KA

A transformação física

"A Transformação ou deificação do corpo físico é um tema evidente na tradição esotérica egípcia. É evidente a partir da ciência dos antigos egípcios e das suas práticas religiosas. O objetivo era a transformação das características físicas que se tornariam as forças eternas, metafísicas ou  transcendentes. Esta transformação resultaram na possibilidade de utilização de um corpo superior e mais fino. É um processo que foi aludido em muitas antigas religiões de mistério, mas que nunca foi tão claramente formulado como escrituras sagradas do Egito.
As pessoas poderiam ser elevadas a uma  expressão superior da sua existência. Os mesmos poderim  ser deuses.

Axioma hermético diz:

"o que  está em  acima, é igual ao que em baixo.
Assim como está no grande está no muito pequeno.
Tal está como no interior, e portanto, também no exterior ".


Estas forças não foram, portanto, restritas a deuses. Ra a energia solar é transferida por exemplo diariamente para toda a vida, como proclamado neste sol-mantra:

"Eu estou convosco todos os dias,
de tal modo que todas as partes do vosso corpo
possam ser renovadas por minha luz ".


Este conhecimento das possibilidades de transformação não foi reservado para o sacerdócio e a consagração. Fora do templo eram deuses transformando forças conhecidas e reconhecidas, e os egípcios comuns tentavam contatá-los através de invocações e cerimônias. Apelavam a  ISIS, porque  sabiam  que o seu poder era mágico e  revogada as influências destrutivas, enquanto Sakhmet possuía a capacidade de remover a doença. E os túmulos foram a mais poderosa força de transformação que poderia acumular a uma força que a alma poderia usar continuamente na vida após a morte."

que entres em minha casa com respeito

 


Só te peço que entres em minha casa com respeito. Para te servir não necessito da tua devoção mas sim da tua sinceridade. Nem das tuas crenças, se não da tua sede de conhecimento. Entra com os teus vícios, os teus medos e os teus ódios, desde os maiores aos mais pequenos. Posso ajudar-te a dissolve-los. Podes olhar-me e amar-me como fêmea, como mãe, como filha, como irmã, como amiga, mas nunca me olhes como uma autoridade a cima de ti mesmo. Se a devoção a um deus qualquer é maior que a que tens por Deus que há DENTRO de TI, o ofendes a ambos e ofendes ao UM.

quinta-feira, agosto 06, 2015

Akhenaton – o Faraó Monoteísta



 Evolução Histórica do Egito

Por volta de 5000 antes de Cristo os povos do Egito viviam ao longo do vale do Nilo, organizados em pequenos agrupamentos chamados nomos, cada qual com seu chefe. Os nomos do Norte e os nomos do Sul acabaram formando dois reinos rivais entre si, o do Alto Nilo (vale) e o do Baixo Nilo (delta)....

Cerca de 3000 antes de Cristo esses dois reinos foram unificados por um príncipe do Alto Egito, Ménes, intitulado Faraó, tornando-se a suprema autoridade do país, rei e deus ao mesmo tempo.
A partir de Ménes a história do Egito se desenrolou cobrindo aproximadamente 3000 anos, dividida segundo as várias dinastias de reis, em três períodos conhecidos por Antigo Império, Médio Império e Novo Império.
Antigo Império – de 2800 a 2200 antes de Cristo, da I a VI dinastias: teve por capital Mênfis na abertura do delta. Nesse período os egípcios apenas transpuseram suas fronteiras em busca de matérias-primas que não possuíam, como ouro (Núbia), cobre (Sinai), madeira de cedro (Líbano). O Antigo Império terminou em consequencia do rompimento da unidade política, causado pelo enfraquecimento da autoridade do Faraó, por lutas entre vários nomos em disputa de poder, por agitações internas.
Segui-se um período intermediário que durou cerca de 150 anos (da VII a X dinastias).

Médio Império – de 2050 a 1750 antes de Cristo, da XI a XII dinastias: príncipes do Alto Egito restauraram a unidade política do Império, transformando Tebas em capital do país e dando ao mesmo uma administração sólida e grande prosperidade. O Médio Império se dissolveu em conseqüência de novas agitações políticas internas que enfraqueceram o país, permitindo fosse invadido pelos Hicsos, povo semita, nômade de origem asiática. Dominaram facilmente a região do delta, graças ao seu poderio militar, possuindo armas muito eficientes e carros de combate puxados a cavalo. Com a ocupação do Baixo Egito pelos Hicsos começou o segundo período intermediário, que durou aproximadamente 150 anos (da XIII a XVII dinastias).

Novo Império – de 1580 a 1090 antes de Cristo, da XVIII à XX dinastias: mais uma vez príncipes do Tebas, no Alto Egito, restabeleceram a unidade do império. Os Hicsos foram expulsos e os egípcios, sob Tutmósis III e Ramsés II, expandiram-se territorialmente, assegurando com isso ao país uma fase de extraordinária riqueza e prosperidade. Todavia novas agitações internas e novas ondas de povos invasores provocaram o declínio do Império Egípcio, que entrou em decadência e foi conquistado pelos Assírios (670 antes de Cristo). Após breve reerguimento – Renascença Saíta – sob os príncipes da cidade de Saís, que expulsaram os Assírios, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos Persas (525 antes de Cristo), pelos Gregos (332 antes de Cristo) e pelos Romanos (30 antes de Cristo).

Faraó

O Faraó para seus súditos era filho de deuses e deus ele próprio. Tinha poder absoluto, dispensava justiça, era o administrador supremo do país. Com a ajuda de funcionários por ele escolhidos, zelava pela unidade e pela defesa do Império.
Sacerdotes
Formavam a camada mais culta do país; encarregavam-se das cerimônias religiosas e da transmissão da cultura; constituíram uma classe extremamente poderosa e rica, sobretudo durante o Novo Império, quando os templos receberam grandes extensões de terras e parte das riquezas conquistadas a outros povos.
Religião
Os egípcios eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, alguns representados por cabeças de animais. Cada cidade tinha seus deuses particulares e, quando se tornava capital do Império, esses deuses passavam a ser adorados em todo o Egito.
No Antigo Império adorou-se Rá, Deus sol, e seus descendentes Osíris, Deus da morte, com a sua esposa Ísis e seu filho Hórus. Os Faraós intitulavam-se filhos de Rá. Durante o Médio e o Novo Império adorou-se Amon, protetor da cidade de Tebas, que passou a chamar-se Amon-Rá.

Akhenaton

Voltemos à 18ª dinastia. O Faraó Amenófis III morrera e seu filho adolescente conquistava o poder do Egito. Em pouco tempo elevou Aton, o deus-sol, como o supremo deus criador.
Ele e sua célebre rainha, Nefertiti, investiram contra a arraigada estrutura religiosa do Egito. Esses soberanos, conhecidos como “Faraós do Sol”, desencadearam uma revolução religiosa sem cuidar da continuidade e expôs o Império egípcio à ameaças militares externas.
Desconsideraram antigos deuses venerados por sacerdotes poderosos, deixando-os tão furiosos que ajudaram os Faraós posteriores a destruir as estatuas e os templos de Aton.
Desse modo, Amenófis IV mudou seu nome para “Akhenaton – o que bem serve a Aton”, e elevou Aton acima de todos os outros deuses do panteão egípcio – até mesmo acima de Amon, que por centenas de anos prevalecera em Tebas como deus soberano. E o Faraó também abandonava Tebas para construir uma nova capital. Em 1348 antes de Cristo, as margens do Nilo, esse Faraó ergueu Akhetaton “origem de Aton” uma belíssima cidade para “Aton, seu único deus”, hoje conhecida como Amarna.
Akhenaton, Nefertiti e o Faraó-menino Tutankhamon tiveram um reinado breve. Governaram apenas 17 anos e pouco tempo depois da morte de Akhenaton, em 1336 antes de cristo, a velha ortodoxia estava restaurada e os inimigos deles rapidamente despedaçaram suas estátuas, demoliram seus templos e trataram de apagar dos registros históricos do Egito, tudo o que testemunhassem a sua existência.
Segundo Rita Freed, egiptóloga do Boston Museum of Fine Arts, “poderíamos compará-lo ao líder de uma seita religiosa. Os especialistas continuam a debater sobre a possibilidade de ele ter sido o primeiro líder monoteísta do mundo. Akhenaton insistia em um deus supremo, um criador onipotente que se manifestava à luz do Sol. Mais: via a si mesmo e a Nefertiti como extensões desse deus e, portanto, também dignos de veneração”.
Na verdade, esse pensamento de endeusamento havia começado com seu pai, Amenofis III, que reinou por 37 anos numa era de esplendor. Usou ele a riqueza do império para construir um conjunto de monumentos sem precedentes em Karnack e Luxor, centros religiosos do deus Amon, o patrono de Tebas. Depois que essa cidade recuperou o controle do Egito, por volta de 1520 antes de Cristo, Amon tornou-se cada vez mais venerado. Seu nome significa “oculto” e, no seu templo em Karnack, sacerdotes cultuavam sua estátua. Amon logo se fundiu ao antigo deus-sol Rá, tornando-se Amon-Rá. Em seu reinado, Amenófis III, já havia determinado que ele não só era o filho de Amon, mas também a encarnação de Rá. Começou então a erigir monumentos à sua própria divindade, incluindo um vasto templo funerário, que contemplava Tebas da margem oposta do Nilo.
Talvez, espelhando-se em seu pai, Akhenaton revolucionou a religião antiga. Por um breve período, os egípcios acreditaram que o deus-sol voltara à Terra na forma da família real. Houve um entusiasmo coletivo que se torna tangível na arte e na arquitetura. Todo o país celebrou aquela volta. Foi um dos períodos mais admiráveis da historia egípcia.

Ninguém sabe ao certo ate onde ia a popularidade de Akhenaton. Para alguns estudiosos, Akhenaton pode ter sido um visionário, um profeta cuja modalidade de monoteísmo de alguma forma inspirou Moisés, que viveu um século mais tarde.
Seja pela fé, seja pela força, Akhenaton revolucionou Tebas em seus quatro primeiros anos de reinado, mandando construir quatro novos templos para Aton em Karnack. Como necessitava de rapidez para construir esses edifícios seus engenheiros recorreram a uma nova técnica de construção. Como os templos de Aton não tinham teto, as paredes podiam ser menos resistentes. Por isso, em vez de grandes blocos de pedras, cortavam pequenos blocos de pedras que podiam ser carregados por uma única pessoa, os famosos “talatat” (de talata – em árabe significa três palmos).
Tutankhamon assumiu o poder cerca de quatro anos após a morte de Akhenaton. A maioria dos especialistas imaginam que ele estava com dez anos de idade na época.
Com a morte de Akhenaton, os Faros posteriores expandiram os templos, resgatando a soberania dos antigos deuses.
Conclusão
Akhenaton fracassou ao tentar mudar para sempre a religião egípcia. Mas êxitos menores lhe proporcionaram a imortalidade que reivindicou em vida. Promoveu um vibrante movimento artístico que gerou quadros realistas da vida cotidiana na época. Seus engenheiros criaram blocos de construção que se tornaram materiais úteis para estruturas posteriores, permitindo que as narrativas neles inscritas sobrevivessem por milênios. E, hoje, Amarna, sua capital abandonada, é o único local onde visitantes podem caminhar pelas ruas de uma antiga cidade egípcia.

Texto: Revista Universo Maçônico
9 de Junho de 2010

Veja o excelente documentário feito pelo History Channel:

Link YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=axIH36Obrwo
via O Sol Negro - Livro

domingo, junho 08, 2014

AS SERPENTES



A lua pareceu querer concentrar a sua claridade sobre aquele lugar desértico. Graças a ela, Clara viu-as. Serpentes

Dezenas de serpentes de tamanhos e cores variadas. Uma vermelha com o ventre branco, outra vermelha com olhos amarelos, a branca com cauda grossa, uma branca de dorso salpicado de manchas vermelhas, uma negra de ventre claro, uma víbora sopradora, outra que parecia ter um caule de lótus desenhado na cabeça, uma víbora de cornos e cobras prontas a atacar.
Morta de medo, Clara não fugiu. Se a Mulher Sábia a tinha trazido ali, não era para lhe fazer mal.
Clara fixou os répteis um após outro, enquanto eles iniciavam uma espécie de ronda em volta dela. Nos seus pequenos olhos vigilantes, não detectou qualquer hostilidade.

 A cabeleira da Mulher Sábia brilhava na noite. Quando estendeu os braços para o solo, num gesto de apaziguamento, os répteis deslizaram para debaixo da pedra redonda.
- Não terás melhores aliadas - disse ela a Clara. - Não mentem, não fazem batota e trazem em si o veneno que te servirá para preparar remédios contra as doenças. Comigo, na montanha, aprenderás a falar com elas e a chamá-las em caso de necessidade. As serpentes são as filhas da terra, conhecem as energias que a atravessam porque estavam presentes quando os deuses primordiais a formaram. Far-te-ão compreender que o medo é uma etapa necessária e que um mal se pode transformar em bem. Aceitas o dom das serpentes?

Clara pegou no pau que lhe estendia a Mulher Sábia. Quando este se transformou numa longa serpente dourada cuja boca parecia sorrir, a jovem não a largou.

  - Em A Pedra de Luz - Vol. 1 de Christian Jacques

terça-feira, agosto 20, 2013

não tenho religião...




-" Não tenho religião nem pertenço a qualquer seita ou colégio de magos. Meus
pilares místicos eu os tirei da Terra dos Deuses e da Terra dos Homens, pois
muito se machucará quem não haurir concomitantemente forças e conhecimentos
dessas duas fontes. Não faço escola nem quero discípulos. Tudo que digo ou
escrevo é fruto de minha experiência pessoal e ninguém deve sentir-se obrigado a
seguir minhas idéias. Sou um livre pensador. Adotei o apelido de sheik porque
sou, como todos, um beduíno da vida, mas não um vagabundo das areias. Tanto
encontrei oásis maravilhosos em minha peregrinação como fui vítima das mais
enganosas miragens. Em ambas as circunstâncias aprendi lições valiosas que
procuro passar a meus companheiros de jornada. Fiz do AMOR, depois de conhecer
o desespero do ateísmo, a minha pedra angular e, assim fazendo, atingi a Sagrada
Compreensão que reconhece em todo os credos uma forma de caminhar sob medida
para a fusão com Brahma.

"Vivemos num planeta de provas e, como alunos, tudo devemos fazer para passar de
ano. Cada um conseguirá, algum dia, libertar-se de seus apegos e ilusões. Isso
demanda tempo e muitas vidas de aprendizado. Ninguém deve ter pressa, porque o
amadurecimento espiritual, imitando a Natureza, não dá saltos. Tudo virá no seu
devido tempo, porque os relógios jamais marcarão meio-dia antes que o sol nasça
de novo e os ponteiros sigam o seu percurso rotineiro. Cada fato da vida, doce
ou amargo, é um retalho precioso, uma experiência única, na colcha de retalhos
da existência em carne. Tudo é válido e tudo é lição, até o corpo estraçalhado
no meio das ferragens de um carro destruído na beira da estrada ou a incômoda
dor de barriga que sucedeu ao nosso excesso gastronômico. A vida é feita de
lágrimas e sorrisos. Nada mudará isto, chame você isto de karma, destino,
praga, azar ou maldição.

(...)

SHEIK AL-KAPARRA



segunda-feira, fevereiro 18, 2013

a magia da imortalidade...



 
"Não há qualquer magia na imortalidade.
No Egito, eu adorava o perfume do lótus. Uma flor floria no lago, à alvorada, enchendo todo o jardim com um almíscar azul tão poderoso que parecia que até os peixes e os patos desfaleceriam. À noite, a flor poderia murchar, mas o perfume perdurava. Mais e mais fraco, mas nunca inteiramente desaparecido. Mesmo muitos dias mais tarde, o lótus permanecia no jardim.
Passavam-se meses, e uma abelha aterrava perto do lugar onde o lótus tinha florido, e a essência dele era mais uma vez libertada, momentânea, mas inegável.
O Egito adorava o lótus, porque este nunca morre. Passa-se o mesmo com as pessoas que são amadas. É assim que algo tão insignificante como um nome (duas sílabas, uma aguda, outra doce) pode invocar os inumeráveis sorrisos e lágrimas, suspiros e sonhos de uma vida humana.
Se te sentares na margem de um rio, verás apenas uma pequena parte da superfície dele. E, no entanto, a água que está perante os teus olhos é prova de incognoscíveis profundidades. O meu coração enche-se de agradecimentos pela bondade que demonstraste para comigo, ao te sentares na margem deste rio, ao visitares os ecos do meu nome. Bênçãos sobre os teus olhos e sobre os teus filhos. Bênçãos sobre o chão que pisas. Onde quer que vás, eu irei contigo."

Anita Diamant
in tenda vermelha 

sábado, fevereiro 09, 2013

ANUKET : AQUELA QUE ABRAÇA.



A MULHER LIVRE:




FIEL AO "ARQUÉTIPO DA DEUSA VIRGEM""A Deusa Anuket está associada à Lua Crescente e a característica da Deusa desta fase é ser virgem. Mas virgem, no sentido de ser essencialmente uma-em-si-mesma. Isto explica o porquê de ser considerada uma Deusa andrógina. Ela não é, portanto, a contraparte feminina de um deus masculino. Ao contrário, ela tem um papel próprio. Ela é a mais Antiga e Eterna, a Mãe do deus Ra e Mãe de todas as coisas.

Da mesma forma, a mulher contemporânea que incorpora o arquétipo de Anuket é "virgem" em sua conotação psicológica. Uma mulher que é dependente do que outras pessoas pensam, que a faz dizer e fazer coisas que realmente não aprova, não é virgem no sentido do termo. A mulher virgem é livre para ser como deseja. Ela é o que é. Mas romper leis convencionais, não pode levá-la ao egocentrismo, pois deste modo a cura se tornaria pior que a doença.

Mas, como pode então a mulher libertar-se de sua orientação egocêntrica? Quando buscar objetivos não-pessoais e relacionar-se corretamente com sua Deusa Interior, terá como resultado a liberação do egotismo e do egoísmo. Ela deixará então de ser vista como uma egoísta, para consolidar uma personalidade de significação mais profunda. Para tanto, deve ser conhecedora dos ensinamentos antigos da Deusa. É entendendo a concepção primitiva das deidades lunares, que eram tanto provedoras da fertilidade, como destruidoras da vida, que poderemos incorporar os princípios femininos das Deusas, nos tornando então, "virgens", uma-em-si-mesmas. "

Rosane Volpatto
 

ANUKET : SIGNNIFICA AQUELA QUE ABRAÇA.
 

sexta-feira, dezembro 21, 2012

NUNCA ESTIVEMOS SEPARADOS...



A Mensagem da Esfinge

Debruço-me hoje sobre as areias da tua alma e deixo por instantes de admirar as infinitas miragens do deserto das vidas. Quero ocupar-me de ti nesta hora de solene intimidade e conversar contigo no silêncio do teu quarto.

Não sou um mito de pedra nem tenho morada nos areais do Egito. Meu monolítico perfil é feito de estrelas e galáxias jamais suspeitadas pela tua mais elaborada fantasia e minha essência impregna o âmago de todos os mistérios conhecidos... e desconhecidos. Existo em todos os recantos do Universo, bem como na mais secreta dobra da tua alma.

Sou o enigma de Deus e, portanto, o teu enigma.

Não devoro nem corpos nem almas. Os beduínos que me contemplam, mas não entendem, é que são devorados por seus próprios erros e ilusões.
Assim, vida após vida, corpo após corpo, nome após nome, eles vagueiam como sombras pelo meu deserto, participando sem saber da infinita encenação do Teatro Universal.
Tal como eles estás errando pelas areias da vida. Vejo que não tens cavalo, camelo ou sandálias.
Existem andrajos por baixo de tuas melhores roupas. Na verdade, estás nu por baixo delas. Percebo em ti uma fome e uma sede infinitas. Há certo cansaço em teu rosto e muitas bolhas em teus pés.

Existe em teus olhos a esperança do próximo oásis e na tua memória a imagem amarga de todas as desilusões que passaram. Noto até mesmo uma certa vontade de desistir…
Tenho ouvido tuas súplicas silenciosas. Sou a grande testemunha de Deus. Tenho acompanhado tuas angústias secretas.
Não sou um assombro de pedra como possas pensar. Tudo em mim se enternece diante dos teus reclamos mais íntimos porque também sou uma imagem do Deus a quem oras, na verdade um Deus bem diferente do que imaginas.
É mentira dizer que as esfinges são monumentos pétreos e famintos que devoram a todos que não resolvem o seu enigma. Eu e todas as minhas irmãs, da Terra e do Universo, sabemos sorrir e chorar.

Na verdade, somos o estribilho da tua dor, o eco das tuas parcas alegrias e uma das notas fundamentais da Canção Universal. Não sou de carne, mas conheço as agruras da carne. Não tenho ossos, mas conheço as aflições da medula.
Estou no teu sorriso e na tua lágrima, no teu sonho realizado e na amargura do teu fracasso. Sou companheira de todos os voos da tua alma. Vivo no silêncio secreto da tua intimidade e conheço todos os teus gemidos mais íntimos. Para mim sempre foste de cristal…
Já ouvi várias vezes a tua história, pois foste tu mesmo que a contaste. Sempre estive mais disposta a ouvir do que a falar.
Sou o teu confessionário secreto e, portanto, a mais fiel das testemunhas de quem realmente és por trás da máscara da personalidade e do teatro do mundo. De mim não precisas esconder nada, pois sei tudo.
Sou dona de teus mais caros segredos, mas os respeito com a dignidade de um confidente silencioso. Afinal, existe mais sabedoria no silêncio do que nas palavras…
Muitos mistérios compõem o meu próprio mistério. Assim quis o Grande Arquiteto que me criou com a Magia dos Quatro Elementos que latejam em teu corpo e no meu.
Em mim trabalham os gnomos, banham-se as ondinas, deslizam os silfos e dançam as salamandras. Procuro despertar-te para o quinto elemento, a silenciosa alavanca que, uma vez dominada, fará com que tenhas poder sobre tudo que te cerca, inclusive o mistério que dorme em mim.
Se me compreenderes e dominares estarás no primeiro patamar da Luz e no solene berço da Magia.
Não estou apenas no deserto ou no pórtico de alguns templos. Estou dentro de ti e sou parte de ti. Represento o Mistério de Deus, mas não sou Deus. Represento o fundamento da Magia, mas não sou a Magia.

Portanto, não deves me adorar nem me tomar pelo que não sou.

Reflete, antes, sobre o que te digo, pois é muito grande a legião de seres que, mesmo me possuindo, ignora completamente por que razão existo e por que motivo aguardo.
És um andarilho como tantos outros que cruzam as areias do deserto da vida. Buscas o mesmo horizonte e padeces das mesmas ânsias.
Todas as tuas lágrimas já foram choradas e teus sonhos hoje são névoas que pairam no silêncio de todos os campos santos.
No enganoso oásis das cidades, sejam elas metrópoles ou povoados, vive-se para o momento e para o lucro fácil. É muito prática e superficial a filosofia dos homens. Irmãos devoram irmãos, maculando a fraternidade cósmica com a nódoa do egoísmo e o feio esgar da ambição.
Nessas cidades os momentos de paz, cada vez mais raros, são meros interlúdios para novas guerras e o dinheiro, transformado em deus de barro, reúne a seus pés uma interminável multidão de súditos.
É aterrador o ritmo da civilização e pungentes os gemidos que se desprendem de casas e edifícios, seja no campo, seja nas cidades.
Preserva o teu lar, mesmo que te sintas sozinho. Preserva o teu jardim interno, porque ninguém poderá substituir as tuas flores.
Constrói um cantinho para ti e respeita-o como se fosse o teu templo secreto. Será em seus braços que poderás, um dia, falar com Deus.
Não o conspurques com presenças discordantes nem permitas que esse pequeno santuário seja vilipendiado pelos superficiais.
Deixa que a luz das estrelas more contigo e que teu interior seja sempre uma campina enluarada. Nada é perfeito sem AMOR. Cultiva-o ainda que te faça sofrer.
Raramente os aliados do AMOR são aceitos sem represálias. Portanto, aceita o sofrimento como um imposto a pagar pelo ato de tão bem querer…

Aprende a interiorizar-te. Se não souberes como, pergunta a quem sabe e já o fez. Todas as respostas que formulas do lado de fora se acham respondidas do lado de dentro. Eu as dou todas.

Mas primeiro precisas dominar-me e compreender o que para tantos ainda é nebuloso ou quase impossível de perceber. Precisas elevar-te uma oitava acima da sensibilidade corrente.

A vibração do homem comum não me alcança. Passam ao largo os distraídos e os mistificados. Desiludem-se os ansiosos. Entendem-me mal os adoradores da matéria. Tu, no entanto, precisas me entender integralmente, caso estejas realmente interessado em evoluir.
Sabias que até a busca do amor humano é uma forma de procurar uma imitação do amor de Deus? Em todos os teus anseios mais secretos repousa a necessidade de pertencer.
Queres possuir alguém e ser possuído por alguém. Queres amar e ser amado com uma perfeição que desafia as imperfeições do mundo. Assim, mesmo sem o sentires, desejas intimamente que o amor buscado e encontrado seja como o amor perfeito do Pai Celestial, um amor infinito, reconfortante, livre de deslizes ou máculas, um amor em que possas confiar de modo pleno e seguro.
Um amor que te faça sentir realizado e livre das preocupações que regem o concerto dos encontros. Como não é exatamente o que sonhavas isso te incomoda, não é mesmo?
Isso te torna preocupado e te faz infeliz. É que talvez ainda não te tenhas apercebido de que os seres humanos são, apenas, aprendizes do amor e que é essa a grande lição ainda não aprendida pela humanidade.
Homem algum é uma ilha, porque mesmo as ilhas desertas têm praias que se abrem aos beijos do mar. Mesmo as ilhas desertas têm florestas que se espreguiçam aos beijos do sol e às carícias da lua.

Até mesmo as pedras se deixam envolver pela fúria amorosa do oceano e aceitam com ternura o amor dos moluscos. Todo homem, para ser realmente homem, tem de dar-se por inteiro a quem lhe queira tomar por inteiro.
Mas a solução do pertencer não se encontra oculta por trás das últimas estrelas, nem ao redor do disco cintilante dos milhares de sóis anônimos que pairam no universo.
O pertencer é, antes de tudo, a disposição de não sermos apenas de nós mesmos, mas de alguém especial ou de toda a humanidade. O melhor nos seres humanos clama por amor, porque o amor realiza a divina alquimia que transmuta o chumbo em ouro.
Essa alquimia ainda não compreendida tem no AMOR a sua pedra filosofal e era isso, afinal de contas, que os verdadeiros alquimistas da Idade Média procuravam passar aos leigos por trás de suas complicadas fórmulas.
O “ouro filosofal” nada mais era (e ainda é) do que uma profunda reforma interna derramada num cálice de dor. Os alquimistas superficiais, ainda não preparados para a Grande Obra, prometiam prodígios aos potentados e, de vez em quando, voavam pelos ares em seus laboratórios de pesquisa, do mesmo modo que hoje “voam pelos ares” todos aqueles que se atrevem a utilizar métodos sórdidos para chegar e se identificar com a Divindade ou dela se tornarem prolongamentos.

Não fujas de mais nada nem de ninguém. Enfrenta-te sem as máscaras usuais da tua pretensa “personalidade” e olha-te como realmente és com novas e mais poderosas lentes.
Não é bom o conselho que te derem os que nem mesmo conseguem orientar-se a si mesmos. Torna-te surdo ao argumento materialista, porque ele não consegue sair de si mesmo e é impotente para julgar o Infinito.
Recorda sempre que matéria é energia condensada e que, portanto, tudo é matéria e tudo é energia. Isso te ajudará a entender melhor como é frágil a base da argumentação materialista e como é enganosa a estrada que tantos aconselham.
Quanto ao amor, aceita-o com todas as suas provas, porque é somente amando que voltas a ser criança e te tornas digno da oportunidade de ter nascido na Terra ou em qualquer outra dimensão espacial.
Se o amor te feriu ou invalidou por longos períodos de tempo e precisaste de uma longa convalescença para conquistar a tranquilidade perdida, não deixes que isso impeça que o continues sentindo por outra pessoa ou por toda a humanidade.
E que isso não te pareça estranho, porque existem diferentes formas legítimas de amar e ser amado. Assim, sê corajoso e bate em todas as portas sem medo de quaisquer julgamentos.
O amor oferece ao homem e à mulher exercícios um tanto complexos dentro do contexto das relações humanas. Como aluno deves estudar e praticar o amor em todas as sua formas porque és fruto do AMOR UNIVERSAL e o AMOR UNIVERSAL age em todos os planos como um camaleão cósmico.

Procura lembrar-te sempre que não és o corpo que vestes nem o que os espelhos refletem. Sente-te, pois, livre de amar e ser amado mesmo das formas mais inusitadas. Ouve esta verdade pouco conhecida: todos os amores são legítimos porque todos são ramificações do AMOR UNIVERSAL.
Perdido um amor não procures efetuar substituições. Cada ser é amado de uma forma diferente e nunca um amor é cópia do outro. Assim, Procura não enganar-te de forma tão cruel!
Abraça-te a um amor antigo ou a um amor novo como as ilhas se abrem ao mar, como as matas se abrem ao sol e como o lótus se abre ao orvalho da noite.
Não percas mais tempo com minúcias desnecessárias. O amor poderá realizar-te material e espiritualmente, de forma que possas dizer com justo júbilo: “Agora estou completo! ” Achas que poderias dizer isso agora? Permite que duvide…
Passa uma esponja no passado. Dissolve os teus grilhões e corta todos os liames que ainda te prendem a ele. Desenrola os cipós do pretérito. Começa vida nova em todos os sentidos.
Apaga pessoas, fatos, dores, desenganos ou quaisquer experiências pelas quais te sintas marcado. Olha para a frente. Olha para mim. Mede teu novo horizonte.
Aprende a olhar para tudo, inclusive para o céu de ti mesmo. Admira o brilho das estrelas que existem e já existiram. Acompanha com admiração a trajetória errante dos cometas.
Torna-te surdo aos conselhos “práticos” que encontras em livros e interlocutores duvidosos.
Os materialistas com quem colides só te podem dar conselhos horizontais, porque lhes é impossível qualquer tipo de verticalização.
Quem é amargo só pode dar conselhos amargos.
Quem é pessimista só pode dar conselhos sem fé.
Lembra-te que cada um é produto de suas próprias experiências.

Que sabe a figueira das maçãs que nunca conheceu? Que sabem os peixes da superfície de seus outros irmãos que habitam as regiões abissais?
As respostas definitivas se acham dentro de ti. As temporárias vagam pelo mundo como retalhos imperfeitos da Verdade Absoluta que mora em tua essência mais íntima.
O mundo em que vives é um mundo cheio de almas superficiais, pouco profundas e convencidas. Nada sabem, mas pensam saber tudo.
Não conseguem sequer me ver no fundo de si mesmas. De um certo modo, vivem para armar o próximo bote em cima da próxima vítima, sendo vítimas todos que lhes atrapalham o caminho.
Não permita que essas almas “práticas” deformem o teu caráter pelo exemplo constante.
Recua em tempo de não te transformares em mais um elo do Poder Desagregador. Isso seria matar ou adormecer de vez o anjo que mora em ti, substituindo-o por mais um demônio sequioso de liberdade. Todos os demônios de que ouves falar foram um dia anjos que caíram.
Não te transformes em mais um deles. Permanece anjo o mais que puderes e deixa que riam de ti.
Tens me procurado em cada pergunta que formulaste ao vento, ao sol e à terra.
Se não aprenderes a perguntar a mim serás mistificado até mesmo pelo mais renomado guru, porque o desnudamento da Verdade é proporcional ao grau de evolução de cada um e mesmo os mais evoluídos do teu mundo ainda precisam aprender muito, embora em outros Planos de Existência.

Na casa do Pai há muitas moradas e cada morada é uma escola.
Uma vez iniciado o nosso diálogo logo perceberás que ele não tem fim. Um consolo te resta, no entanto: nunca te direi mentiras.
Haverá sempre novas informações e elas irão mudando, aos poucos, a visão que tens de todos os seres, coisas e mundos.
Depois que começares a conversar comigo tudo será diferente e nunca ninguém saberá o que sabes, a não ser uns poucos escolhidos com quem converso.
Comigo aprenderás o sublime valor do silêncio, porque só no silêncio te posso falar. Os ruídos do mundo apagam a minha voz porque ela é feita de notas que não existem na escala sonora dos homens.

Portanto, seja qual for o teu credo, seja qual for a tua filosofia ou visão crítica do universo recolhe-te a um lugar tranquilo e esquece o mundo com todas as suas inconveniências ruidosas.

Começa por relaxar o teu corpo, afim de que tudo se acalme dentro de ti. Fecha, em seguida, os olhos e deixa-te flutuar no colchão do meu silêncio.
No princípio pensamentos desconexos virão à tua mente e cruzarão teu céu interior como cometas enfurecidos. É tua rotina que se rebela contra teu novo estado espiritual. Deves insistir porque isso é passageiro. Depois de relaxado virá a sensação de flutuação.
Então, dar-te-ei o sinal da minha presença. Pequenas frases percorrerão o teu cérebro e minha voz inaudível será por ti ouvida dentro da cabeça sem o auxílio dos ouvidos.
A voz da Esfinge dispensa o auxílio do tímpano. Uma advertência, contudo: se ouvires sons de campainha ou plangentes acordes de harpa é sinal que talvez estejas entrando em contato com o plano do teu Mestre ou merecendo participar, por instantes, de regiões mais elevadas do Plano Astral.

Será preciso, então, que controles as emoções e que não te deslumbres com nada.
O deslumbramento fácil poderá te custar muito caro, porque há mistificadores no Plano Astral e eles poderão te enganar com a imagem de um falso mestre ou com algum tipo de cena que te apele aos sentidos grosseiros. É preciso cuidado para não te ajoelhares diante de certos demônios…
Depois disso, controladas as emoções e ouvidos os primeiros conselhos do teu verdadeiro Mestre, ele te dará forças para que continues por ti mesmo e, então, aparecerei para conversar contigo.
Ele estará ocupando com outros discípulos. Como não tenho forma definida poderei aparecer-te como bem me aprouver. Para essa transformação conto com a paleta dos Quatro Elementos. Espero que me reconheças…
Nosso verdadeiro diálogo ainda não começou. Aceita estas palavras como um amável convite. Por hoje só posso dizer o que já disse. O resto é contigo.
Vou me dissolver agora na canícula do deserto.

E o próprio deserto vai desaparecer como se fosse miragem. Vou dormir um pouco no berço do Cosmos e meu corpo assume a forma de uma criança inocente.
Será preciso que durmas também e que te faças criança como eu. O camelo do sono virá buscar-te para que adormeças aos pés da mais tépida tamareira.

Olha como a noite está bonita…!

Para além daquelas estrelas cintilantes está tua verdadeira pátria. As últimas nebulosas visíveis são a fronteira do teu Lar. Ali te esperam teus verdadeiros amigos e ali continuarás a ser mais um obreiro iluminado a cooperar na construção do Grande Edifício da Verdade.

Vai descansar também. Acho que te fatiguei. Volta, por enquanto, ao teu mundo, mas guarda silêncio sobre o nosso diálogo. Se desobedeceres, dirão que estás louco e não queres que digam isso de ti, não é mesmo?
Fico aqui agora. Vai e volta quando quiseres. Estarei te esperando eternamente e tua saudade de mim será igual à minha saudade de ti.

Logo estaremos juntos de novo, porque, se queres saber, nunca estivemos separados…

Sheik Al-Kaparr